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Sonhos no Hotel Duomi 
Hodie tive um pesadelo no hotel Duomi, onde estamos hospedados. Sonhei que estava falando sobre as minhas conceituaçoes filosoficas e as personas bravas comigo. Estavam pessoas conhecidas non ligadas a filosofia como otros como Fernando Jorge. E todos me rechaçavam e yo pedia desculpa pelo incomodo querendo a benemerença de todos. Estavamos num trem. Yo estava triste pelo isolamento. Ainda bien que acordei e fui fazer o meu desjejum real com a raquel e tudo voltou ao normal.
Escrito por WILSON às 11h53
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Diario de Buenos Aires 
Ontem, fomos ao bairro do boca -- caminito - comprei uma camiseta da selecao argentina com o numero 18 escrito messi - lo argentino non gusta de messi -- jogador de plystation rs--- comprei um bone do boca e una pulseira do boca tudo por 38 pesos ou 19 reais -- comprei com o camelo porque nas lojas es muy caro. O bairro do boca è antigo -- sao corticos dos antigos italianos mas pintados com vermelho amarelo verde e isso da um colorido e uma maquiagem ao verdadeiro processo de deterioracao e pobreza do bairro. Mas para o estrangeiro soa exotico. Percebese nitidamente aqui em buenos aires e em santiago a preservacao genetica do indigena -- a contrapelo do brasil - observe maradona -- o povo aregentino sobretudo os de camada mais baixa tem um traco indigena -- ja os de classe mais elevada tem um aspecto mais europeizado. Eu como professor de filosofia compreendo perfeitamente o que um conceito representa e Buenos Aires ès muy màs lindo conceptualmente. Ao menos em mi cabeça. Como havia dito antes, pelo jeito a economia argentina nao anda bem das pernas. Mas es um pais tradicional com una cultura imensa. O chile arquitetonicamente es mas moderno e mas limpo e organizado tambiem. O chile teve neruda allende gobierno e escritores -- ja la argentina tueve Borges que nao ganhou o nobel como neruda mas casares e tantosotros como peron maradona che tango tenes futbol etc. De fato, sampa es um primor com toda as suas contadiçoes. Depois falo mas. Ontem a tarde fui ao bairro de Recoleta mas estava chovendo. Fomos na nike dior etc mas esto non es para mi. So miramos. A noite, a tarde, porquoi ici oscurece tarde fomos ao mercado, preços modicos. Mas non habiamos cambiado e compramos una sopita. Passei num sebo e libros por 2 pesos -- 1 real - bilingues -- son novelas classicas -- irei ahora la. Quiero comprar para praticar o ingles e o español. Todos os libros tengo la en casa em sampa. Mas estos son bilingues. Hoy ficarei por acà no centro. Irei numa megalivraria --- similar a Fnac mas bem mayor pelo que soube. Amanha regresso a sampa. Volvo a las aulas na segunda. Mas esta valendo a pena. Praticamente non hay literatura brasileña por acà. Como dice, so paulo coelho. Estou num locutorio, onde hacemos ligaçoes internacionais a 5 reais vinte minutos. A raquel ri comigo, porque quiero morar no chile na argentina em cuba em sampa na vila cisper na vila re -- e es verdad --- jo quiero mismo habitar el mundo e de prferencia com a ma amada Raquel. Und tengo dito... bye...
Escrito por WILSON às 11h33
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Diario de Buenos Aires 
Chegamos ontem pela manha em buenos aires. Descansamos um pouco e depois fomos andar pelo centro da cidade. Buenos Aires lembrame mucho a regiao da av sao joao ipiranga correio mas com uma dimensao maior nesse aspecto. Ontem mesmo percorri alguns sebos pela rua corrientes e nao levei nada. Procurei por bolaño mas achei caro. Nao porque o custo aqui seja caro, muito pelo contrario. Esta dois por um contra o peso argentino. Fiquei com uma vontade louca de levar um livro em alemao falando sobre a argentina. La no chile em santiago deixei dois livros meus no hotel. Aqui em buenos aires vou deixar no sebero que me pareceu extremamente simpatico. Fomos ao mercado e as coisas estao baratas. Buenos Aires tem um aspecto arquitetural antigo mas tem charme e o charme somos nos que hemos que descobrir. à noite fui assistir a um espetàculo de tango. Simplesmente sensacional. Com um jantar mais sensacional ainda. Agora pela manha fomo ao bairro de recoleta e do boca. Nao consegui entrar no estadio. Mas comprei uma pulseira do boca a 3 pesos, um chapeu do boco por 30 pesos e uma camistea da argentina por 20 pesos . Ontem estava um sol maravilhoso mas hoje esta chovendo. Agora a tarede vou visitar umas fabricas de couro. Passei pela igreja. pela casa rosada e otros màs. Pareceme que cristina nao è benquista aqui... pelo menos pela nossa guia que faz um trocadillo asì.... cretina...è mole....os carros sao antigos... lembroume collor...lembramse....paguei muito caro pela net aqui no hotel...vou tentar mais tarde uma lanhouse....bye....
Escrito por WILSON às 14h11
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Diario do Chile ja estou no hotel neruda. amanha irei logo cedo 4h00 para buenos aires. a impressao que levo do chile è a melhor possivel. nao localizei uma megastore como ha em sampa. mas nao è que nao hay.... hayhay.... fui numa livraria de um peqno shopping. e tudo na base dos 10000 pesos ou quarenta reais. todos os livros envelopados. no final do meu role com a mi pareja encontrei um sebo como esses de sampa. mas bem peqno. o rapaz foi muito cordial comigo. supergentefina. havia mais jovenes hablando com elle e eu cheguei. nao perdi a oportunidade de demonstrar o pz e o pin. falei da minha visao sobre a formula einsteniana e dei o endereço do meu blog. perguntei se tinha bolaño. mas nao. indicoume as librerias takk e ulises. mas a raqel estava cansada e eu tambèm. para o desgosto dos nossos escritores brasileiros so vi paulo coelho e nihil more. o paul rabbit es deveras o nosso embaixador. so dà ele. quer queiram or lô. cheguei num cafe. alias paguei 1000 pesos ou seja 4 reais e ouvi uma musica brasileña: rita ribeiro. aqui libreria tanto pode ser livraria como papelaria. encontrei mais papelaria. mas pq lo fui no just adress. tres dias sao muito poco. mas valeu a pena. cheguei a ver cds de tom jobim caetano seu jorge ana carolina e paulinho da viola. amanha irei para buenos aires. eu iria deixar os meus livros no sebo do felipe. mas náo vai dar tempo. vou entao deixalos perdidos por ici. hier. morgen morgens estarei indo para o airport. levo impressoes magnìficas do chile. sobretudo a limpeza e organizacao. perhaps eu volve one tag or dies quiçaquiçaquiça....bye...hasta hasta hasta...
Escrito por WILSON às 22h11
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Diario do Chile a descarga nao funcionou. chamei o funcionario do hotel. subiu imediatamente e ja consertou. dizendome gracias. fui a farmacia. fui atendido imediatamente. aqui vc nao ve uma bituca no chao. eu mesmo peguei a linha verde do metro e fiquei com receio de comer um chocolate. me perdi de metro mas valeu a pena. o metro paulistano e excelente tambem mas o chile parece uma berrini monumental. sei que o olhar de turista denega a totalidade e as sua contradicoes. mas a primeira impressao è excelente. serra viveu aqui. fhc e tantos outros como escritores e poetas. fui a uma livraria e nao vi livros brasileiros. mas no brasil todo mundo e traduuzido no chile africa noruega españa etc...rs... de que adianta se no hay na libreria... vou procurar o livro do bolaño por aqui. desculpeme a farpa mas escritor e pensador brasileiros sao provincianos. percebo tudo isso ahora daqui do promontorio de sabtiago. o motorista que nos levou sabe mais historia do que qualquer doutorzinho puxassacos ai do bresil.. e es verdad. lidima verdad. preciasmos cambiar o brasil. sobretudo na educaçao. e qdo digo educaçao. digo educaçao. a polidez vale mais do que qualquer cosa. primero la polidez. despues los dolares ou dolores.
Escrito por WILSON às 12h13
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Diario do Chile Acabo de tomar o meu cafè da mañana. pao integral queijo cafe com leite sucrilhos e muito mais. irei na farmacia agora pq a raquel amanheceu com uma pequena colica. ela ficou la no quarto no oitavo andar. ontem estivemos em valparaiso e viñas del mar. eu fiquei apaixonado por viñas del mar. deveras uma lua de mel em viñas del mar es para siempre. a noite fui jantar com outros colegas que fizemos por aqui. fomos ao giratorio que è outra sumidade. estou encantado com o chile. o chile pareceme muito limpo e organizado. tudo fruto da educaçao. sinceramente nao tengo ninguna saudade do brasil qdo estou no chile. e um povo educado. o brasileiro precisa compreender que tudo passa pela educaçao e que sem ela nada sera possivel. adianta vc ter 10 milhoes de dolares e ser um escroto... digame se vale... nao vim aqui para azedar a vida de ninguem mas e isso que penso. o dia que eu me cansar bye. venho para o chile com a minha esposa e bye bye brasil. vou passar na universidade do chile. aqui todas as universidades sao pagas e nem por isso existe esse ranço do brasil... vc estuda na usp...rsssssss.... aqui nao è marca que vale e sim educacao. se o povo chileno vivesse no brasil seriamos a maior nacao do mundo creiamme. se der jà vou pegar algumas orientaçoes. a raquel esta comigo. e eu nao vou bater lata no brasil. no chile ou em outro pais vou buscar a minha gloria. cansei de dar perolas aos porcos.
Escrito por WILSON às 10h01
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Com o permisso de Nelson Romano (prestem atençao nesse nome) Parabenização pelo casamento EntradaX Responder |Nelson Romano para mim, mim mostrar detalhes 21 nov (2 dias atrás) Olá, professor Wilson, Há muito tempo que não lhe escrevo, mas tenho acompanhado teu Blog continuamente, e parabenizo-te mais uma vez pelo seu desenvolvimento, esperando que realmente se torne n'um livro que certamente lerei. Gosto das refelexões que o senhor faz acerca de teorias científicas como, por exemplo, a de Einstein (Energia = Matéria x Velocidade da Luz²) etc. Os demais textos são sempre geniais também. No tocante ao e-Mail que escrevo, meu intuito maior é parabenizar-te principalmente teu casamento, pois fiquei sabendo que seria hoje, lendo-o no Blog. Que haja felicidade e paz em tua vida! Provavelmente não me lerá hoje este texto, todavia consegui não atrasar meus votos sinceros de felicidade e prosperidade. Desejo-te também todo o sucesso e reconhecimento que merece. Espero que nos encontremos em breve para que possamos colocar a conversa em dia em um longo papo pelo qual anseio. Ando rabiscando uns compassos dodecafônicos que também quero te mostrar. Boa sorte nas aulas, das quais tenho saudade. Gostaria de ter continuado no Silva Prado, mas não era para ser assim.... Novamente digo que espero, se possível ainda este ano, falar-te. Combinaremos. Sinceramente, Nelson Romano.
Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes Responder Encaminhar
Responder |wilson luques costa para Nelson mostrar detalhes 15:55 (37 minutos atrás) Querido Nelson Romano, mais uma vez agradecido pelas suas lindas palavras. Escrevo de Santiago do Chile. Nao desista dos seus projetos. Falo sempre de vc e bem. Vc è o aluno mais genial que eu conheci. Depois falaremos mais. Mostreme os teus trabalhos. Vamos ver se fazemos alguma coisa juntos....
Do seu amigo wilson. Por que desistiu do blog... Seus poemas sáo lindìssimos. Sáo religiosos mas de uma universalidade sensacional. by 2009/11/21 Nelson Romano <nelsonromanoneto@yahoo.com.br>
Escrito por WILSON às 17h33
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DIÀRIO DE SANTIAGO DO CHILE 
Estou em Santiago do Chile com a minha esposa Raquel. Para variar trouxe alguns livros. Mas náo està dando tempo. E que bom. Jà estive na Praça de La Moneda e agora estou dando um tour aqui pelo centro de Santiago. Náo estou tendo dificuldade em me comunicar. Jà troco pesos por dòlares, dòlares por real e viceversa. Jà estou dizendo palavras em espanhol sem querer e a Raquel ri. Ri porque estou falando com ela e digo uma palavra em castellano. Deu para perceber que o teclado è diferente... Mas tudo bem. Como esse mundo è globalizado. Trouxe 4 livros meus: 2 contos de Arrabalde e 2 Granizos dos deuses. Amanha irei para Valparaìso e Viñas del Mar. Meus casamento no sabado foi lindo lindo lindo lindo... Agradeco a todos là presentes e os que nao estiveram tambèm. Porque nao foi possivel . A Raquel estava linda linda linda linda linda... A menina arrebenta... E linda demais.... Estou hospedado no hotel Neruda... Recebo emails do nelson romano me felicitando... Esse menino è um genio... Nao por isso... E porque è genio, gente.... Santiago e muito organizada e bela... Eu moraria aqui facilmente... Aqui eu deito e rolo... Jà vi onde està a biblioteca Nacional e outras... Se bobear venho para o chile defender tese aqui... Vamos ver... Na quinta feira irei para buenos Aires... Hoje jà comi um camarao delicioso. Eu lamento eu ter sido um provinciano.... rsrsrsrs... no que toca âs viagens. Que cara besta sò querer ficar na vila re... Meu... vai correr o mundo por aì... Mas nunca è tarde... Agora me segura que eu vou dar um troço... Deverei postar imagens do Chile e da Argentina... Postarei fotos do meu casamento tambèm... Aqui està um ceu lindo demais... Gente... jà estou indo para dar o meu role que nem faço em sampa... Quero visitar umas livrarias tambèm... Mas como estou em lua de mel...è so para deixar vcs com agua na boca... Que filosofia que nada, sô... byebyebyebyebye....rsssssssssss e tome caracu com leite cincos ovos e vinte gemadas....
Escrito por WILSON às 17h10
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Como o blog é uma leitura diária, e como quase ninguém lê os textos do blog - ( na verdade o blog é o mais novo embrulha peixe que existe) - eu, vire e mexe, republico textos ou imagens minhas aqui, porque acredito que sempre haverá um visistante estranho ao blog. Não sei quem passa por aqui. Não sei mesmo. E é isso que me incentiva ao exacerbamento da escrita ou imagem. Se eu vier a saber um dia, talvez, eu me desinteresse. E esse é, creiam-me, um livro que escrevo. Vou transformar toda essa minha canarvalização num futuro não tão distante num book. Mas não sei que book será. Abaixo, colegas do primeiro semestre de grego no mosteiro de são Bento. Tempos bons aqueles. E muita saudade. Sou o oitavo da esquerda para a direita. 
Escrito por WILSON às 12h46
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Hoje, já estive no Brás logo pela manhã, aliás uma manhã linda, para recepcionar os parentes da Raquel que vieram de Juiz de Fora. Lá no Brás o meu carro esquentou, porque a mangueira estava furada; mas o meu cocunhado Sidnei acabou cortando a mangueira, após solicitarmos junto ao posto um alicate e uma faca. O homem do duty free pensou que eu supostamente queria matar alguém, e olhando-me de esguelha, deu-me uma faca de plástico, no que agredeci e declinei, porque não me solucionaria o problema. Fiquei olhando sem saber que medida tomar. O meu cunhado tinha ido ao encontro dos nossos parentes. Eu lá no posto solicitei educadamente um alicate, e o frentista atendeu-me com aquele seu jeito paulistano de ser: desconfiado e sem nenhuma vontade; o pior é que precisei de uma faca; e não fui ter com o primeiro frentista, rodopiei e inquiri um outro, que com a mesma mesura do primeiro, prontificou-se em pegá-la, a faca, a qual serviu-nos para a gambiarra. Balanço geral: o carro está tinindo. Assim espero. Na Radial, fiquei observando a artéria de sampa pulsando. Sampa parece o maior estacionamento de concessionárias do mundo. O nosso parente impressionou-se com a nossa frota novíssima. Depois de fazer o desjejum com os parentes, dei uma chegada na escola onde leciono; lá encontrei com alguns professores, e lá falamos sobre Einstein, Teoria dos Jogos, Religião, Verdade, Tempo, Vida etcetc. Eu problematizo muito. Sei que de uma maneira ou outra as pessoas gostam de mim, mas eu sou problematizador de certas questões, e isso deve irritá-las. Hoje, por exemplo, falei da minha ideia acerca da fórmula einsteniana; defendi que pela fórmula seria possível materializar as energias; e que as energias estão por aí e por aqui. Vejam: se Energia é igual à matéria x a velocidade da luz ao quadrado; isso significa dizer que, se conseguirmos reduzir aquelas energias abaixo da velocidade da luz ao quadrado, teremos matéria. Saí de lá e vim pra cá e agora vou pra casa, porque o tempo urge.
Escrito por WILSON às 12h27
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Postei no Blog do Antonio Cicero esse comentário. http://antoniocicero.blogspot.com/ O que eu lamento em tudo isso é o preconceito quanto ao poder do cidadão brasileiro em deliberar na nossa chamada democracia. Esse ´ato falho´ parece-me bastante danoso às nossas aspirações, se queremos - efetivamente - construir um país democrático. Nesse sentido, julgo o artigo de Ferreira Gullar, bem como as demais opiniões atinentes favoráveis, similares aos pensamentos dos velhos e neos populistas, que constroem as suas perpetuações na alegação infrutífera de que o povo brasileiro não soube, não sabe e nunca saberá votar; ou melhor: somente os nossos chamados ´intelectuais inorgânicos´... Grato
Escrito por WILSON às 21h21
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Estou relendo a biografia de Einstein. Deveras, o fato de Einstein ser um outsider acadêmico, contribuiu muito para o desenvolvimento de seus estudos. É incrível como isso é uma coisa universal. A universidade rejeita todo e qualquer estudo que venha abalar os paradigmas propostos. Eu não sei se estarei certo sobre as minhas concepções filosóficas -- nas minhas problematizações --, mas sofri na pele o que Einstein sofreu. Só que Einstein já recebeu os seus louros em vida. Eu... quem sou eu...? Mas tudo me leva a crer que o futuro será justo comigo e com a verdade. Que seja pelo menos com a verdade. ESSA SERIA UMA MINUTA DE APOIO PARA A PALESTRA PROFERIDA EM 17.04.2004, NO UNICENTRO BELAS ARTES. MAS CREIO QUE O QUE EU DISSE PASSOU MAIS UMA VEZ DESPERCEBIDO. Para iniciarmos, cabe uma pergunta, sem a qual e sem uma resposta, nada será possível: O que é o Paradoxo do Zero?
Começo afirmando que o Paradoxo do Zero é um conceito (Begriff) filosófico, que demonstra a possível contradição que se estabelece, quando da aplicação da seguinte fórmula, tendo o número zero como agente e paciente na operação: A X B = C se e somente se C : B = A
Antes de tudo, é preciso explicar que tal fórmula foi devidamente derivada. Entretanto, gostaria de estar apresentando essas derivações, num outro possível registro. Aí sim, poderei demonstrar passo a passo.
É forçoso afirmar ainda que a palavra na sua acepção grega (paradoxo) significa inesperado. Isso nos possibilita, de uma certa maneira, evitar os tropeços nos áridos e íngremes campos dos conceitos. Então temos em mente que paradoxo é o inesperado. Então poderemos, a partir de agora, dizer: Paradoxo do Zero e/ou Inesperado do Zero.
Claro está que se tomarmos o significado de Paradoxo como Inesperado, nada disso evitará que encontremos contradições no caminho.
Depois da conclusão deste pequeno registro, cada qual poderá aceitar o que melhor lhe aprouver:
1 - Inesperado; 2 - Raro; 3 - Chamativo; 4- Incrível; 5 - Etc
O que não deixará de ser também cabível.
Como não tenho aspiração a colocar verdades inamovíveis, preferi paradoxo à aporia, outra palavra oriunda do grego aporia, que pode significar:
Dificuldade; Problema; Situação sem saída; Apuro; Dificuldade insolúvel; Problema de onde não se pode sair; Confrontação sem solução de duas opiniões contrárias.
De modo que o tempo, e só o tempo, poderá determinar se se trata de um paradoxo ou de uma aporia ou outra coisa. Então poderíamos também chamar assim: O Embaraço do Zero e/ou O Inesperado do Zero. Como me apraz a sonoridade poética, fico, momentaneamente, com O Paradoxo do Zero. O Paradoxo do Zero insere-se no campo da Filosofia, chamado de Teoria do Conhecimento. A Teoria do Conhecimento é, na maioria das vezes, definida como a investigação acerca das condições do conhecimento verdadeiro. Eis aqui uma das inúmeras definições: 'Teoria do Conhecimento é a reflexão filosófica com o objetivo de investigar as origens, as possibilidades, os fundamentos, a extensão e o valor do conhecimento". Pode ser chamada de Gnosiologia, Epistemologia e Crítica do Conhecimento. Sendo as duas primeiras de origem grega também.
Agora vamos ao objeto de nossos estudos:
O que, na realidade, quer demonstrar o Paradoxo do Zero?
Resposta: São muitos os campos e as implicações; e um dos mais fundamentais é o que se chama de Juízos Sintéticos a priori de Kant. Tudo isso, por afirmar que se tratam de juízos universais e necessários.
Ora, se aplicarmos diretamente a fórmula para a operação com o zero, notaremos que a necessidade cede; percebam que necessidade vem do latim: necessarius - que não pode ser cedido; ou num dos conceitos lógicos: não-contradição.
No Paradoxo do Zero, fazemos uma leitura de necessário, mais como não-contradição em Kant.
Do exposto até aqui, poderemos concluir que a fórmula do Paradoxo do Zero, na certa, estabelece uma das várias contradições na aritmética.
A não ser que uma fórmula matemática não seja considerada uma fórmula matemática; mas como, se quando aplicada a alguns números naturais a necessidade não cede?
Estaríamos, então nesse caso, numa outra aporia?
Então nesse caso seria mais necessário recorrermos à filosofia da linguagem.
Que os especialistas me desculpem, mas não digam que eu não pensei uma saída!
Como diz um velho brocardo latino: Intelligenti pauca et Gloria victis.
Ninguém mandou eu entrar nessa!
Mas não se trata, de minha parte, de mais um Casus belli! Abaixo, algumas referências sobre os meus estudos. Já as publiquei em outros momentos. Recebi os e-mails e os publico. Todavia, se alguém achar que não devo publicar, é só falar-me. ... Wilson, lembro-me de você, do seu inegável talento para a poesia e de suas especulações acerca de algum paradoxo lógico-matemático -- o que era exatamente, não me lembro mais... Terminei o mestrado na PUC, onde fomos colegas, no ano passado. Considero o Olavo e o Cicero dois pensadores sérios e criativos. Se eles acham o seu trabalho interessante, é porque algum valor deve ter... Boa sorte! Abraço do Edson Gil Prezado amigo, Tenho a maior apreciação pelos seus estudos, e gostaria de ajudá-lo no que fosse possível... Um abraço do Olavo de Carvalho
Caro Wilson, Embora os meus parcos conhecimentos de matemática não me permitam acompanhar inteiramente os seus argumentos, achei muito intrigantes e originais as suas ponderações sobre o princípio de identidade e o paradoxo do zero. Torço para que você aprofunde e torne cada vez mais claras as suas intuições. Um grande abraço, Antonio Cicero
Com a permissão do grande sábio Wilson Luques Costa. Nunca tive o menor respeito para com intelecuais. Na verdade sempre os desprezei. Minhas discussões com os USPianos que conheci, terminam sempre de maneira abrupta, onde volta e e meia eu os mando enfiar a arrogância deles no cu. Tudo o que eles tanto enaltecem em si próprios na verdade pertencem não a eles. Mas sim a Nietzsche, Kant, Karl... enfim, a pensadores do passado. Todos mortos. Não que eu não goste dos mortos. Pelo contrário. Por muito tempo, eu só conversei de verdade com eles... Os USPianos ainda não se deram conta de que o que eles tanto prezam, pode ser conseguido por um mané como eu pelo custo de 3,00$ de multa na biblioteca municipal de Sto. André. Ou na biblioteca Vegueiro. Cada uma com seu charme. E qual a minha surpresa, quando encontro alguém, com o mesmo desprezo pela universidade quanto eu. E ainda por cima, um filósofo. A mim, ele apresentou o que ele mesmo batizou (!!!) de Paradoxo do Zero. Um sistema lógico que não faz nada além de derrubar toda a matemática de Peano. Só isso. Na verdade, eu incluiria aí também entre os derrubados, Gödel, Russel, Poincaré, Cantor, os Bourbakis... e mais um sem número de matemáticos e lógicos que constroem axiomas e proposições considerando o zero. A quem interessar o pensamento de um livre pensador por excelência, visite o Jardim de Adônis. Não vão se arrepender. ruminado por raffa vedder às 11:31 AM ----- Original Message ----- From: Olavo de Carvalho To: wilsonluques@ig.com.br Sent: Saturday, April 05, 2003 7:58 PM Subject: Re: Texto Prezado amigo,
Acho os seus estudos interessantes e valiosos, mas, no meio da confusão em que me encontro (v. artigo de hoje no Globo), não me aventuro a examiná-los como merecem. Aguarde mais um tempo, OK? Um abraço do Olavo de Carvalho
From: "Olavo de Carvalho" To: "Wilson Luques Costa" Subject: Re: ensaio Date: Sun, 21 Sep 2003 04:48:26 -0300
Prezado Wilson,
...Você tem mesmo interesse em divulgar mais o seu trabalho? Posso transcrevê-lo na minha homepage, se você quiser. ...Não tive tempo de redigir os comentários que gostaria de fazer, mas acho que um bom resumo é o seguinte: Os princípios da dedução lógica, em si mesmos, só se aplicam ao domínio das essências puras, no sentido husserliano. Sua aplicação a qualquer domínio em particular (a qualquer "matéria", diria Aristóteles) requer o acréscimo dos princípios específicos desse domínio, com todas as precauções categoriais correspondentes. Ora, a quantidade é um domínio em particular, e portanto as regras da aritmética só equivalem indiretamente e imperfeitamente às da lógica geral. Daí os paradoxos que você tão certeiramente assinala.
Um abraço do Olavo de Carvalho
Escrito por WILSON às 14h07
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Levanta sacode a poeira e dá volta por cima No próximo sábado, irei me casar com a Raquel. Eu costumo brincar dizendo que é a vitória da esperança sobre a experiência. As pessoas brincam comigo, dizendo-me que eu sou louco e que não se casariam de novo. Mas a vida é bela por isso, por sonharmos. E eu sempre fui um sonhador, embora tenha em mente a realidade dos fatos. Creio que o importante é ser feliz e buscar a felicidade. E eu estou feliz. Estou calmo. Já construí muitas coisas com a Raquel. Dividimos muitos momentos difíceis e ela sempre esteve ao meu lado. E eu gosto de mulher assim. Não que ela seja diferente de outras mulheres. Talvez só por ser maravilhosa. Mas eu encontrei o meu ponto. Eu gostaria de convidar alguns colegas, mas não será possível. Mas eu estou renascendo com a Raquel. Tornei-me budista de Nitiren Daishonin. Abandonei certas filigranas. E quero crescer como ser humano. Quero ter milhares de amigos. Quero fazer o bem às pessoas. Quero a paz do mundo. Quero compreender o mistério da vida. Sei que preciso me aperfeiçoar na prática budista. Mas tenho evoluído. Gosto muito das palavras de Daisaku Ikeda: Hoje, mais uma vez decido dedicar a minha vida ao Kossen Rufu. De ser tão forte que nada abalará a paz de meu espírito. De transmitir saúde, alegria e esperança a todos que eu encontre. De fazer sentir aos meus amigos que há algo de bom e magnífico neles. De olhar o lado positivo de todas as coisas e de ser otimista na vida. De só pensar no melhor e de me esforçar para agir e admirar o melhor. De ser feliz pela vitória dos outros, como pela minha própria. De não esquecer os erros do passado e de avançar decidido a obter os melhores resultados no futuro. De ser tão forte contra o medo, nobre contra a cólera, firme contra a dúvida. De aprofundar minha fé a cada dia para que o Gohonzon me indique a estrada a seguir na vida. # Essa minha felicidade vai culminar com a a minha lua de mel em Santiago e Buenos Aires. # Será a primeira vez que sairei do Brasil. # Nam Myoho Rengue Kyo
Escrito por WILSON às 11h19
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A LITERATURA NA POLÍTICA OU A POLÍTICA NA LITERATURA A literatura e a política tem algumas coisas em comum; a política surgiu na grécia, dizem, e seu escopo pelo que nos informam era outro do que agora se apresenta. O mesmo poderíamos dizer da literatura, cujo escopo, também, nos parece, era outro. Ambas, de uma maneira ou outra, aspiram ao poder. Ambas fazem relações incestuosas. Ambas possuem as suas partidirizações. Ambas quando estão no poder corrompem o poder absolutamente. Ambas quando perdem o poder lamentam a sua perda, tentando propugnar uma revolução cabal. Ambas tem os seus prosélitos e proselitismo. Ambas querem estar sob os holofotes. Ambas fingem defender a massa, quando na verdade a enganam. Ambas um dia acabam. E tudo recomeça: a política usando a literatura; e a liteartura usando a política; ou tudo como agora ao mesmo tempo de dantes; porque ambas não se diferenciam; antes, até se confundem.
Escrito por WILSON às 10h48
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Hoje, já fiz uma rápida leitura no jornal da Folha, e no seu frontispício há uma notícia sobre FHC, que assumirá o seu filho de dezoito anos com uma jornalista que na época era da Globo. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de todos já saberem desse fato. Eu soube, porque li a Caros Amigos na época. Os outros jornais se calaram não sei por que motivo. De fato, o jornalismo hodierno não tem cumprido, a meu ver, com o seu papel com a verdade. Isso me remete sobre o texto do Marcelo Gleiser na própria folha, dizendo-nos sobre as luzes mortas no céu. Como leitores desses jornais, estamos parecendo com aquele astrônomo com o seu telescópio perquerindo as luzes no céu. Estamos lendo o jornal de ontem, e comprando-o como se fosse de hoje. Estamos, de fato, há anos-luz da verdade.
Escrito por WILSON às 10h33
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A mídia exterior em São Paulo Sérgio Ávila Rizo (Ed. Necrópolis, 124pg R$ 18 no lançamento) O livro conta a história dos anúncios em São Paulo a partir dos séculos passados levando em conta o desenvolvimento geográfico da cidade, tem muitas fotos, ilustrações, gráficos e tabelas.
Independente da aquisição do mesmo venham tomar um vinho conosco a partir das 15hs no Empório São Francisco (Rua Xavier Curado, 542, Ipiranga: http://www.emporiosaofrancisco.art.br/chegar.html)
Capinha do livro e descrição da Editora: http://www.necropolis.com.br/
abraço
Sérgio Rizo sergio_rizo@hotmail.com www.emporiosaofrancisco.art.b
Escrito por WILSON às 11h15
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Há livros que tem muito a ver com as estações. Há livros para o verão. Há livros para o outono. Há livros para o inverno. Como há livros para a primavera. Eu, desde anteontem, peguei na estante Kawabata para reencetá-lo. E eu noto pelos posts de novembro passado que eu havia encetado Kawabata. A vida é mesmo um redemoinho imenso e bonito. Creiam-me!
Escrito por WILSON às 11h41
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Eu trabalhei no EJA um pouco o sistema capitalista. Eu procuro nas aulas não opinar. Eu procuro apresentar a visão dos filósofos. E eu deixo isso bem claro aos alunos. Não me agrada a ideia de professor-prosélito ou proselitista. Eu sempre deixo bem claro que quem deve analisar é o aluno. É óbvio que é difícil abster-se de um posicionamento. Geralmente, os alunos me indagam acerca da minha opinião política e/ou religiosa e eu procuro me esquivar. Num post abaixo, eu relacionei as temáticas que pretendíamos trabalhar em sua totalidade, mas que não foram plenamente possíveis, embora eu as tenha abordado de passagem. Um dos temas que enfoquei foi o domínio científico do sistema capitalista, no que concerne à ideia esteticista. Ou seja, o capitalismo não vende só o produto, mas também e/ou muito mais a estética agregada ao produto. E quando falamos em estética, falamos de cores, beleza, charme, status etc. E é isso que faz o capitalismo ter um fôlego a mais para a sua sobrevivência. É claro que há muitas coisas a serem abordadas, e eu não pretendo desenvolver uma tese sobre isso. Eu prefiro conversar a respeito. Mas essa temática já está na algibeira para um maior aprofundamento para o próximo ano.
Escrito por WILSON às 11h12
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Andei remexendo em alguns documentos e fotos por conta do meu casamento que se aproxima. Tenho algumas fotos de criança e outras mais na fase dos quarentão e um pouco na dos trinta, porque eu trabalhava com uma polaroide e vivia clicando todo mundo. Já na minha fase dos vinte não tenho quase nada. Já porcurei com colegas e com meus tios, mas nunca estou nas fotos. Eu participava das festas dos meus primos e colegas, mas gostava de sair muito. Dava uma chegada, cumprimentava a família e saía e não saía nas fotos. Abaixo uma carteirinha estudantil, quando fui sócio da APG/PUC-SP, por conta do curso de mestrado interrompido em 2003. Saudade!
Escrito por WILSON às 10h55
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JORNAL DA POESIA http://www.revista.agulha.nom.br/indiceW.html
Escrito por WILSON às 12h18
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Eu tentei fazer alguns seminários neste ano, sobretudo com os segundos e terceiros anos. É evidente que nem tudo ocorre como pretendemos, por conta da ambiência da sala e do próprio calendário que se torna estreito. Propus algumas temáticas: # Por que consumimos? # Por que consumimos demasiadamente? # A Sociedade Neurótica. Corremos atrás de quê? # Os Micropoderes. Para que servem? # O sistema Capitalista e a estética do consumo. # O que é liberdade? Será que somos livres? # A velhice e os conceitos de velho e obsoleto no Sistema Capitalista Em 2010, pretendo desenvolver seminários com essas temáticas. O processo terá uma outra dinâmica. Isso nos ensina também que é no processo que aprendemos e reaprendemos. Por isso, é mister sempre fazer. Creio que melhores que o próprio seminário, são os questionamentos que colocamos e que ficam aqui e acolá ruminando na cabeça de muitos. E a esperança é que essas ruminações um dia surtam um efeito maiêutico numa dessas dioalogias criticas socratianas
Escrito por WILSON às 12h00
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Temos confundido muito, a meu ver, o termo carpe diem, que seria traduzido como ´colha o dia´. Não fiz pesquisa alguma a respeito nem pretendo fazê-lo; todavia creio que o carpe diem de hoje não seria propriamente o carpe diem de um Sêneca, Horácio e tantos outros filósofos. Por isso, quando alguém diz carpe diem, no estrito sentido de ir aos píncaros dos limites, eu discordo e tento retificar comigo para o enjoy the day, que está muito mais relacionado ao famoso beba coca-cola. O carpe diem, a meu ver, seria o antípoda do enjoy the day. Quisera mesmo se pudéssemos colher o dia ao invés de tomá-lo ou de ser tomado por ele.
Escrito por WILSON às 21h10
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Em 2004, um conto do meu livro Contos de Arrabalde foi motivo de prova de um colégio tradicional de São Paulo. E isso me foi deveras gratificante. Escrevi o livro sem uma maior intenção e dois contos já voaram além das minhas pretensões; um constando numa tese de mestrado da USP e o outro consoante o registro abaixo, presentes do mesmo professor Eduardo Coelho Morgado Rezende 
Escrito por WILSON às 12h10
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VILA RÉ Encontrei um vídeo que mostra um pouco da Vila Ré, bairro no qual nasci e passei a minha infância e toda a minha juventude. Mostra mais a parte debaixo junto à estação de trem e metrô. Mostra também o colégio onde leciono filosofia. Leciono em outro colégio também. Joguei muito futebol por esses lugares. Mas convivi mais na divisa com a Vila Granada, onde fiz os meus primeiros estudos (Carvalho Senne) -- onde atuamente leciono para duas salas do EJA. Meus avós espanhois foram um dos primeiros a morar na Vila Ré. Primeiro moraram na Vila Esperança, onde a minha mãe nasceu. Tive muitos colegas. Hoje não vejo quase ninguém. O bairro mudou muito. E eu só vou para lecionar.
Escrito por WILSON às 12h43
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Essa próxima edição acontecerá nesse próximo final de semana, dia 07/11. Ponto de Encontro no Mc Donalds da Praça da Liberdade 71 (metrô Liberdade) às 16h30. Passando por espaços e refletindo sobre "A presença no negro no Centro" percorreremos a região da Sé, com a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte recém restaurada. Onde havia chafariz, havia a possibilidade de buscar água na cidade de São Paulo até início do século XX, estavam eles na região do Centro: Paissandu, República, Liberdade, São Bento, Largo da Memória e São Bento. Participação Poética: Valdyce Ribeiro O final será no café Girondino às 18h30. Valor por pessoa R$ 14,00 reais (estudantes meia). Confirmações até sábado 12hs por e-mail ou telefone 9253-8846.
"Somos responsáveis pelas tarefas que reconhecemos como nossas. Hoje, vemos nosso destino integrado ao destino da humanidade. Nossa missão é a de encontrar o elo de união entre os homens". Karl Jasper. Introdução do Pensamento Filosófico. abraços, Vera Lucia Dias Passeio Paulistano | Guia Cultural 11-9253-8846 | vera@passeiopaulistano.comwww.passeiopaulistano.com
Escrito por WILSON às 12h11
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Quatro contos na Separata n. 106/dez/2003 - UBE. Na mesma página, poemas de Olga Savary
Escrito por WILSON às 11h18
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A geração hodierna, creio, não pode negar, que - por mais esforço faça em negá-lo - sofreu direta ou indiretamente influências do modernismo, do concretismo; ou seja de O. Andrade, Haroldo de Campos e Paulo Leminski. Eu não nego essas influências. Não nego as influências de Caetano Veloso e de Chico Buarque e Cia também. É óbvio que o mundo dá as suas voltas e muitos encontram a sua pegada. Mas se tenho uma pegada hoje, não nego que Paulo Leminski muito contribuiu para isso. Num dia desses, andei lendo um poema do Paulo Leminski numa reunião do budismo. O pessoal gostou muito. Abaixo, para quem quer conferir melhor o poeta polacoparanaensecurtibanopauloleminski. Eu pretendo dar uma chegada por lá. Embora sem muito tempo, porquanto o meu conúbio aproxima-se; e eu estou, pasmen, na maior correria.
 “Que Viva Leminski!” aborda a obra do poeta curitibano no SESC Consolação No ano em que se completa 20 anos da morte de Paulo Leminski, uma edição do Projeto “Outros Contextos” apresenta vida e obra do poeta por meio de mesa de discussão, apresentação musical, leitura de poemas e ambientação, com consultoria de Ademir Assunção e direção de arte de Miguel Paladino. Participações de Boris Schnaiderman, Jerusa Pires Ferreira, José Miguel Wisnik, Neuza Pinheiro, Alice Ruiz, Mario Bortolotto e Áurea Leminski. A abertura é na próxima quinta-feira (5/11), com debate e coquetel O projeto Outros Contextos, do SESC Consolação, em novembro faz uma homenagem ao poeta curitibano Paulo Leminski. Iniciado pela unidade em agosto, Outros Contextos tem como objetivo incentivar a leitura de obras de importantes autores da literatura brasileira e universal. Neste mês, Que Viva Leminski! apresenta a vida e a obra de Paulo Leminski por meio de mesa de discussão, apresentação musical, leitura de poemas e ambientação, com consultoria de Ademir Assunção e direção de arte de Miguel Paladino. Fãs e amigos de Leminski como Boris Schnaiderman, Jerusa Pires Ferreira, José Miguel Wisnik, Neuza Pinheiro, Alice Ruiz, Mario Bortolotto, Ademir Assunção e Áurea Leminski fazem parte da programação. Obras do poeta e CDs com músicas compostas por ele estarão à disposição do público para consulta no local. Textos e fotos de Leminski, em suas mais variadas facetas, serão plotados nas paredes, portas e elevadores, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ele. Paulo Leminski Mestiço de polaco com negra, Paulo Leminski nasceu na cidade de Curitiba, Paraná, em 24 de agosto de 1944. Poeta, letrista de música popular, escritor, tradutor, professor e, pode parecer inusitado, também faixa-preta de judô, Leminski foi casado com a consagrada poetisa Alice Ruiz, com quem teve duas filhas. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda, Código e Raposa. Em 1975 lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental", em edição do autor. Como compositor, Leminski teve a música "Verdura" gravada por Caetano Veloso no LP Outras Palavras, de 1981. Depois vieram outras gravações: "Mudança de Estação", com A Cor do Som; "Valeu", com Paulinho Boca de Cantor, e várias com Moraes Moreira: "Decote Pronunciado", "Pernambuco Meu", "Baile no Meu Coração", "Promessas Demais", música tema da novela Paraíso Tropical, da Rede Globo, em 1982. Em 1998, Arnaldo Antunes gravou em seu disco Um Som a música “Além Alma”. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Faleceu no dia 7 de junho de 1989 em sua cidade natal, mas sua obra tem exercido marcante influência nos últimos 20 anos. Seu livro Metaformose venceu o Prêmio Jabuti, em 1995. Em 2001, um de seus poemas ("Sintonia para pressa e presságio") foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva — Rio de Janeiro. OUTROS CONTEXTOS - QUE VIVA LEMINSKI! De 5 de novembro a 19 de dezembro. Segunda a sexta, das 13h às 22h / Sábados, das 9h às 18h. Não recomendado para menores de 16 anos Grátis. Abertura Dia 5/11. Quinta, às 20h. Leminski em prosa, verso e música. Mesa de discussão a partir da vida e da obra do poeta curitibano, com os professores Boris Schnaiderman, Jerusa Pires Ferreira e José Miguel Wisnik. Mediação do poeta Ademir Assunção Local: Sala Ômega – 8º andar. Lotação: 80 lugares. Não recomendado para menores de 12 anos Grátis. Dia 7/11, sábado, às 20h Distraídos Venceremos Poemas de Leminski por Alice Ruiz, Mario Bortolotto, Ademir Assunção e Áurea Leminski. Local: Espaço Beta – 3º andar. Duração: 45 minutos Grátis. Lotação: 60 lugares. Dia 11/11. Quarta, às 19h30. Profissão de Febre A cantora Neuza Pinheiro, acompanhada do músico Ronaldo Gama, apresenta parcerias com com Leminski, entre elas "Para umas noites que andam fazendo", "Filho de Santa Maria", "Idéia Brilhante", "Puro Espírito", "Sina que me brisa" e "Alma rasa". Local: Espaço de Leitura – 3º andar Não recomendado para menores de 12 anos Grátis. Dias 13 e 27/11. Sextas, às 16h. Uma palavra para Leminski Narração do texto infanto-juvenil Guerra dentro da Gente, realizada pela contadora de histórias Kelly Orasi, do Núcleo Trecos e Cacarecos. Duração 45 minutos. Local: Espaço de Leituras. Não recomendado para menores de 10 anos Grátis.
SESC Consolação Rua Dr. Vila Nova, 245 Tel: 3234-3000 ----------------------------------------------------- Assessoria de Imprensa SESC Consolação e Teatro SESC Anchieta Rita Solimeo Marin – Tel: 3234-3043 blog: http://zonabranca.blog.uol.com.br site: http://zonafantasma.sites.uol.com.br
Escrito por WILSON às 11h09
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LÉVI-STRAUSS 
Lembra-me uma entrevista de Lévi-Strauss, quando indagado sobre uma suposta partida de uma final ou semifinal de uma copa do mundo ou coisa similar -- e a resposta foi:´esse mundo não me pertence.´ Fica nítido que Strauss já não coadunava com tudo aquilo; e que para ele aquele mundo já havia de uma certa forma morrido. Hoje, Strauss se foi. Quem sabe que com a sua morte ele renasça, de vez, para o mundo. O mundo está precisando. # Não li as obras de Strauss. Li DE PERTO E DE LONGE e alguns textos esparsos aqui e ali.
Escrito por WILSON às 20h54
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Paris é uma festa O ser humano, quando é frustro naquilo a que aspira, demonstra uma capacidade espantosa de solidarizar-se com as mazelas sociais; sente-se abandonado, e clama pelos direitos da plebe; reivindica melhorias no mundo, troca imediata dos governos, revolução na educação; resgate de uma outra literatura; mas quando tudo é ágape e festa, tudo também se frustra: frustra-se a capacidade espantosa de solidarizar-se com os outros; já não se sente assim tão abandonado; deixa de clamar pelos direitos da plebe; deixa de reivindicar melhorias na educação ou pela troca imediata de governos e nem quer que haja um resgate de uma nova literatura, porque tudo é festa, ágape, luxo e poder.
Escrito por WILSON às 10h57
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Nesses dias, houve uma turbulência numa faculdade paulistana. Sei que uma menina saiu apupada e vilipendiada por usar uma roupa não tão discreta assim. Agora eu me pergunto o por quê desse frisson todo. Na verdade, o homem tem em si um ódio esconso diante de uma mulher menos recatada. E eu não saberia explicar o por quê. Ou saberia? É algo dúbio, na verdade: ele ama e odeia essa mulher não tão bem recatada assim. E isso ocorre também às mulheres, que, da mesma forma, amam e odeiam essa mulher não recatada na outra. Poderíamos na verdade dizer que todos tem um amor de Messalina em seus corações. Mas não podem por uma razão ou outra alimentá-lo por inúmeras consequências. Por isso, o apupo e a vaia exacerbados. Na verdade, vaiamos os nossos desejos primitivos, quando vaiamos o outro. Vaiamos aquilo que amamos esconso. Vaiamos a ousadia do outro em mexer no nosso mais fundo recôndito. Vaiamos o decoro imposto em nós. Vaiamos tudo aquilo que Freud explica e não explica, por mais explicável que isso nos seja ou não. Quando vaiamos o outro, estamos, na verdade, vaiando os nossos medos em não nos aceitarmos todos como lídimos e legítimos Messalinas. Ou não?
Escrito por WILSON às 10h59
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As pessoas angustiam-se e não sabem, às vezes, porque se angustiam. Entram, invariavelmente, também, numa agonia; posto que agonia é luta. Luta por quê e o quê? Luta pelo poder. As pessoas querem poder; por isso querem estar no poder. E depois que estão no poder, não querem perder o poder, por isso se angustiam também e entram novamente numa agonia. Nisso, não vejo diferença alguma entre políticos, artistas, escritores, ministros, educadores e poetas. Sim! É o poder que nos angustia! Angustia quando não o temos, angustia muito mais quando temos medo de perdê-lo. Vivemos em busca do poder. Queremos ser poderosos. Viemos ao mundo para sermos poderosos. Mesmo sabendo que no fim, no final, seremos mesmo derrotados. Ao contrário de Leminski, Distraídos jamais venceremos! Para o Poder é mister estar sempre atento e à espreita. Ou melhor, como se diz: com um olho aqui e outro também no gato! De preferência sempre no gato, para não nos angustiarmos demais por aqui.
Escrito por WILSON às 10h44
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REFLEXÕES DE UM HOMEM DOENTE
O homem sadio inveja a saúde do homem doente, mas o homem doente não inveja a doença do homem sadio
Escrito por WILSON às 11h23
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LICEU CORAÇÃO DE JESUS 
Eu tive uma pequena passagem pelo Liceu Coração de Jesus, quando eu fazia um curso de Mestrado em Educação entre os anos 1999/2000. E Foi uma experiência singular para mim. Tive algumas aulas bem legais. Mas o que eu mais curtia era a arquitetura do Liceu. Eu sabia que em seu colégio haviam estudado Monteiro Lobato e tantos outros. Agora esse liceu tradicional está quase fechando as suas portas pelo efeito destruidor da cracolândia. Estamos perdendo as nossas referências. Eu, na verdade, como estudante autodidata que sempre fui, nunca gostei muito de escola, mas esforcei-me por transitar por algumas referências siginificativas da educação, e o Liceu é e continuará sendo o exemplo vivo disso do que afirmo.
Escrito por WILSON às 17h08
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CURTAS E KAIRÓS # Estou meio afastado um pouco do blog, mas tenho desenvolvido nas minhas aulas de filosofia muitas ideias; que não ouso desenvolvê-las por aqui. Para mim, tem sido muito gratificante lecionar filosofia para o ensino médio. Tenho dificuldades, é óbvio! Mas eu estou empenhado em contribuir para a educação de nossas futuras gerações. Quantas pessoas não desejariam estar no meu lugar com uma audiência de quase 300 alunos ou mais por dia? É evidente que nem todos gostam. É evidente quem nem todo mundo quer filosofia. Mas eu tenho inúmeras oportunidades para falar de filosofia, filósofos e desenvolver ideias críticas que outros só poderiam fazê-lo em livros ou nas páginas de alguns jornais que nem sempre são acessíveis. É como diria Tolstoi: ´às vezes estamos numa floresta e não vemos lenha para queimar.` E eu penso que nesses novos tempos é bom que não vejamos mesmo; que vejamos somente as flores que vicejam em nossos jardins, como eu tenho visto as flores que tem vicejado e medrado, ultimamente, no meu.
# Ontem, foi o chá de cozinha da Raquel. Como é bom ter amigos e amigos. E a Raquel é o exemplo vivo disso. Percebi que a Raquel é amada por muitos. E é, com efeito, com o amor dos mais belos que existem: o amor espiritual que todos tem por ela.
Ontem, antes de ir para a Raquel, assisti ao clássico Sansão com o meu papi amado que é são paulino. E eu, corintiano ferrenho, estou mais perdido do que cego em tiroteio. Torcendo para que haja, logo logo, vigi, um WO geral no campeonato brasileiro.
Ontem, estudei mais um pouco de hebraico, que sigo step by step. O meu modo de estudar é meio Tysoniano no início; mas depois vou levando na valsa. E é nessa valsa que me apraz a dança que levo.
Escrito por WILSON às 11h44
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Uma pequena didascália O CORONELISMO ACABA ANTES NA POLÍTICA, NA LITERATURA E NAS UNIVERSIDADES DEMORA UM POUCO MAIS. Creio que são poucas as pessoas que perderam ou jogaram pela janela dois mestrados como eu. Eu cometi alguns equívocos que poderiam ser evitados: eu tentei participar em demasia das aulas; eu tentei sempre me posicionar francamente. E os bons livros de etiqueta dizem tudo o contrário do que fiz. Eu não sei se eu estaria com um pós-doutorado hoje em meu cv. E eu também não sei até que ponto isso me acrescentaria alguma coisa. Não vou dizer que eu não sofri pelos meus posicionamentos audazes e solitários. Hoje, eu vivo um outro momento. Sem demandar nada. Estou voltando ao que sempre fui: uma pessoa que simplesmente quer viver a vida, tendo uma família maravilhosa e a alegria estampada no rosto. Mas foi um momento. Também não sei por que fiz um texto assim. Nem sempre ser ousado e desafiar os poderes deu muito certo. O meu caso pode servir de paradigma para quem quer um exemplo do que não se pode fazer dentro de uma universidade de respeito.
Trabalho-Libelo na PUC-SP / Curso: Mestrado em Filosofia Profa.Jeanne Marie Gagnebin Nota: ZERO
‘Ó GRANDE DEUS, LIVRAI-ME DOS HIPÓCRITAS!’
‘Eles me vaiam, mas eu me aplaudo!’
“Enquanto se rebela esteticamente contra o estreito método de não deixar nada fora, o ensaio obedece a um motivo de ordem epistemológica ( erkenntniskritisch) . A concepção romântica do fragmento – como uma formação nem completa nem exaustiva do tema, mas que através de auto-reflexão vai avançando até o infinito – defende esse tema antiidealista no próprio seio do idealismo. Também no modo de expor, o ensaio não deve fazer como se ele tivesse deduzido o objeto e que dele nada mais restaria a dizer. É inerente à forma do ensaio a sua própria relativização: ela precisa compor-se de tal modo como se, a todo momento, pudesse interromper-se. Ele pensa aos solavancos e aos pedaços (er denkt in Brüchen), assim como a realidade é descontínua (brüchig); encontra a sua unidade através de rupturas (Brüche) e não à medida que as escamoteia (alisa: glättet). A unanimidade da ordem lógica engana quanto à essência antagônica daquilo que recobre. A descontinuidade é essencial ao ensaio; seu assunto é sempre um conflito suspenso.” (“O Ensaio como Forma” Adorno, Sociologia, org. G. Cohn, Trad. R..Fl. KOTHE, Col. ‘Grandes Cientistas Sociais”, Editora Ática, 1986, São Paulo, p.180).
Foi partindo, talvez, de um paradoxo, que eu me sento à escrivaninha e assento também os meus dois pés no chão e enceto, ou melhor, tento encetar uma reflexão acerca do que se possa chamar trabalho escolar ou pequena monografia. Isso, sem dúvida, coloca-me numa aporia sem precedentes, conquanto sabemos que uma aporia se dá menos numa escolha do sujeito diante de um objeto, que as aporias clássicas que algumas já conhecemos sobejamente.
Sugestões de trabalhos de fim de semestre, apontam-nos sempre alguns caminhos, sendo forçoso, pois, ter que fazer uma escolha entre esses quatro caminhos aqui, agora, apresentados, porquanto um possível descaminhar poderá levar-me a um abismo (Abgrund) acadêmico. Ou seja: ter que escolher e iniciar uma reflexão e tentar analisar, perquirir conceitos, metáforas e idéias principais. O que confesso não ser tarefa fácil. Sobretudo para mim, que sempre me vi nos descaminhos da escrita. E vi (uma ingenuidade minha?) na Escola de Frankfurt um colo. Um colo de Deus, como diria Nietzsche.
Mas o que, efetivamente, me faz soçobrar é menos essa incursão, embora sabendo não ser fácil, e mais tentar encontrar um Umweg, uma trilha por onde não me perder.
Desviar-me sem ser atropelado por uma avaliação mais rigorosa, que se prestasse ao método, à totalidade, ou o que poderemos denominar de um faro norteador, que tenta não se colocar como farol. Por isso vou fragmentando o meu espírito (Geist) nessas contradições. Escrever sobre o ensaio, mas não um ensaio; escrever sobre o fragmento, mas não escrever um fragmento; não me atribuir de qualquer método. Mas como, se todo método é caminho e caminho conduz-nos invariavelmente a qualquer ponto? E ainda assim trilhar seguro na nevasca que me impede de saber qual o farol que me espera.
Ir tateando, desviando dos atropelos da história, da coisa arraigada, sagrada e consagrada. Não usar frases desgastadas: ‘notadamente’, ‘o fator precípuo’, ‘com efeito’, ‘de maneira que’, ‘absolutamente necessário’ e por aí vai e não me desgastar também.
Manter-me inteiriço, porque um fragmento de mim, um fragmento de meu pensamento, não serviria absolutamente para nada, porque não chancelado por aquilo que a Escola de Frankfurt disse sempre abominar.
Eu não podendo de forma alguma preterir, protelar, prescindir de uma luz. Refletir cartesianamente? Ter os meus achaques intelectuais? Perfilar pelo meu suposto saber ‘enciclopédico’? Ou resistir? Comportar-me sempre como antítese?
Mas não uma antítese-potência que se quer ato; uma antítese-antítese que quer permanecer antítese tão somente. Uma antítese suspensa, fluida, relativizada. Dar os saltos feito um saltimbanco?
Solavancar, não tendo como ponto de apoio nem a alavanca de Arquimedes?
Saltar no abismo, mas não cair no abismo. Ignorar o faro e o farol que me apontam um caminho (ódos). Passar o sinal vermelho? Ou um sinal amarelo? Pensar aos saltos? Opor-me ao meu pensamento? Fazê-lo uma mercadoria? Uma moeda não se dá somente nas formas de notas metálicas ou ações, uma nota é uma debênture, e o meu pensamento sob o jugo e o meu pensamento no embate entre mercadoria ou não. Resistir ao ponto de equilíbrio e defenestrar a totalidade de um título?
Deixar de ser um barão pós-moderno? Um marquês do saber especializado? Um conde da especialização? Mas não seria tudo isso um mito de Tântalo? Seria perigoso inverter o mito de Tântalo? Afastar-me da água e dos manjares dos deuses?
Nos solavancos que dou, tento recuar, pondero, reflito, mas as palavras vão saltando antes desse meu salto suicida. As palavras pensam antes de eu pensar. E as palavras vão saltando como fragmentos, e fazem-me lembrar de idéias que a priori eu concordo, mas que as vejo somente e particularmente como a priori. Dá vontade de parar. Por que seguir se não há uma totalidade? Contentar-me com esse teco de pensar?
Mas a fragmentação também fragmenta, para quem está acostumado com uma música canônica ocidental.
Um serrote de Tom Zé fere os ouvidos, como um Pierrô Lunaire de Schönberg.
Mas quem terá ouvidos?
Mesmo os propugnadores, na certa, olvidarão tal fato e, como Ulisses, recorrerão aos tampa-tímpanos. Ouvir uma música incidental, dissonante, não é salutar.
Só haveria vida no nómos ocidental?
Só gostamos da música que conhecemos. É imperioso só tocar no toca-disco a cantilena que já vimos ouvindo. Não estamos dispostos a uma des-enarmonia. Toquemos para os músicos de plantão. Façamos a duração das notas: semibreve, mínima, semínimas, colcheia. O contraponto é perigoso. Requer-se uma melodia, um ritmo, um compasso. Um acidente sempre será perigoso.
Se não há regra, tudo é permitido. Pensamento sistemático, palavras de dúbio sentido. Seria como aquela expressão sobre Deus? Se não há Deus..... Mas se chego e paro: seria o fim ou uma estada? Um desencontro?
Como aqueles tropeiros-trôpegos que descansam os seus ginetes para se perderem mais à frente? Seria esse trabalho uma forma modesta? Seria possível estancar o perene momento?
Paro e penso. Sinto-me burlesco. As primeiras bridas ninguém quer quebrá-las. Discuti-las sim, até a sua exaustão. Mas não ousemos.
Ousemos somente até onde for permitido. Onde é permitido, é onde não me revolto: dentro dos quadrantes da permissão.
Falemos do que quisermos, desde que falemos com um certo pudor, um certo requinte. Poderemos ser díspares em nossos pensamentos; mas que obedeçamos às regras. O estabelecido. O fundamentado, mesmo que eu apregoe um des-fundamento.
Faz-se mister um Grundprinzip? Inserções de notas periféricas? E se não o fizer? Fundamentar o princípio?
Gargarejar com cepacol na boca e as cerdas das cordas vocais bem arejar com citações em grego, alemão, inglês (piegas)?
Que ninguém nos flagre!
Inventar uma nova forma; uma forma idealizada tão somente, fazer uma crítica aos sistemas totalitários, mas sem se afastar das colunas bem erigidas.
Após o discurso, retornemos todos, educadamente, aos nossos lares; obedientes e servis.
Estanco!
E corro com medo de encontrar aquele velho senhor, porque aquele senhor desferiria aquelas palavras impetuosas. E eu não quereria ouvi-las, porque não saberia responder.
Ou saberia?
“Ora, ora, meu caro! O senhor! Aqui!
sim, estou aqui...
Em um local mal afamado...
que eu saiba.....
Um homem que sorve essências, que se alimenta de ambrosia!
não de maneira alguma...permita-me...sinto-me bem aqui... apenas o senhor me reconheceu...além disso apraz-me o pensamento....de resto...entedia-me a dignidade....
Sim...sim...
sinto-me bem aqui...
Mas vejo o abismo....
seria o colo de Deus? mesmo assim julgo menos desagradável perder minhas insígnias...
Isso será burlesco...
mas antes quero ouvir Pierrô Lunaire...
Sim, o fascista considera de seu direito vingar-se nos diferentes, pois jamais pode admitir a sua própria fraqueza...a formulação Dialética negativa é um atentado contra a tradição...as formulações frankfurtianas representam a subversão do sentido consagrado da filosofia...invertem o hegelianismo...o ensaio não compartilha a regra do jogo da ciência e da teoria organizadas...
não dá mais para reaquecer as auréolas...a indústria cultural reproduz falsas auras...a arte como atividade lúdica e experimentação...a vida justa só pode ser socialmente justa...deixemos, meu caro senhor de totalidades...deixemos....estanco no Umweg...”
Bibliografia: Livros, a vida, a dor, a esperança, conversas de bar, leituras, aulas , pensar, pensar, a vida....a vida....
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Programa de Pós-Graduação em Filosofia – Mestrado Disciplina: Filosofia das Ciências Humanas II Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin Mestrando: Wilson Luques Costa sampa/primavera2003 30/10/2003
Escrito por WILSON às 10h53
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Já recebi alguns encômios. E de vários intelectuais. E eu fiquei feliz. Mas esse me fez chorar. Juro. Não sei se o senhor lembra de mim, mas eu tinha que parabenizar o meu professor predileto hoje. Afinal não é todo mundo que tem a sorte de conhecer e ainda ter aula com alguém como o senhor, que ensina muito mais do que pede qualquer planejamento escolar e sabe ver o mundo pelo lado de fora, do lado dos que pertecem ao que está além desse planeta. Obrigada por saber contagiar qualquer um com um sorriso, mesmo às 7h da manhã. :)
Feliz dia dos professores! Abração.
Escrito por WILSON às 15h16
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na idealidade afônica platônica na valente lógica bivalente no super-homem de nietzsche malogrado ou na amargura de arthur o magoado onde eu ulisses perdido meu ponto me pontifico
Escrito por WILSON às 21h27
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O MEU OLHAR OBLÍQUO DE CAPITU SOBRE O CONCEITO CAPITAL Karl Marx faz um diagnóstico do capitalismo como poucos fizeram ou farão. Além de criticar numa acepção Kantiana de crítica, fez também uma crítica no sentido demovente (de demover da humanidade o sistema capitalista). Todavia, não me afeiçoo à ideia de mais-valia e capital como é colocado por ele, se assim eu bem o entendi. Eu penso que, primeiro, todo capitalista não tem no seu escopo a exploração do proletário. Vejam: uma coisa é precisar da mercadoria e para isso se paga um preço. É óbvio que poderíamos demandar inúmeras perguntas a respeito. Como não, se ele já procura o proletário que lhe custa menos e é sabedor disso etcetc?... E alguém poderia contra-argumentar: ´mas o empregado vende a sua mercadoria porque quer a tal preço, já que é detentor de sua mão de obra; e outro dizer assim: mas o proletário não tem a plena noção disso etecetal...e por aí vai.. Mas o que quero dizer com isso? Quero dizer que o capitalista pensa no lucro em sua primeiridade e que a mais-valia seria, portanto, um corolário desse assédio ao lucro, sendo, por conseguinte, essa exploração - de onde emana o capital/mais-valia - menos um epicentro do que um epifenômeno. É evidente que com a análise crítica de Karl Marx a tiracolo, porque da crítica faz uso o revolucionário tal como o capitalista, as empresas capitalistas notaram também esse novo quinhão: além do lucro na relação de mercado com o produto, obtem-se também o lucro (capital) na relação capitalista/proletário e/ou até pela própria sonegação de impostos e outros tantos butins salutares a ele, o sistema capitalista. Mas o que quero abordar sobre Marx é isso, a relação epifenômica do capital e não epicêntrica, que não deixa de ser de minha parte um breve olhar de capitu nesse cipoal que é, a saber, a grandiosa obra de Marx: O CAPITAL. # Vejam que o proletário está em função do produto e ou serviço. Nesse sentido, não se pode explorar o trabalhador sem que ocorra esse tripé: capitalista/produto/proletário. No entanto, seria possível produzir-se um produto sem o uso da mão de obra do proletário. Hoje, nos tempos de serviços, temos inúmeros casos para exemplificar: um apostador da bolsa de valores; ou o dono de uma máquina que faz uso da sua própria máquina, sem o uso do proletário, no escopo do seu próprio lucro. Mas a pergunta que se coloca é: qual seria a margem dessa mais-valia em relação à sua lucratividade total (do capitalista)? Quanto tudo isso representa para o capitalista? E é isso que os proletários perguntam, sobretudo aqueles que nunca foram contra ao sistema capitalista. Aliás, creio que poucos são, foram ou seriam em suas arcanas consciências, se tudo melhorasse.
Escrito por WILSON às 19h11
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A ideia de ética universal seria benfazeja. Todavia, creio que será difícil lográ-la um dia. Na verdade, somos conduzidos, como diria Kant sobre as estrelas acima de nossas cabeças, mais pelo lado moral e legal do que ético. E isso está posto no post abaixo. Mas o que nos superestrutura em nossas ações, são menos os deveres éticos, mas sim, outrossim, os deveres que estabelecemos com as pessoas com as quais temos vínculos mais estreitos. Por exemplo, ajo assim e assim em função dos grupos que me rodeiam ou dos quais faço parte; e isso é família, escola, trabalho etc. Há nesse sentido um tipo de ética pragmática em detrimento de uma suposta ética universal.
Escrito por WILSON às 21h17
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http://www.ube.org.br/materias.php?cd_secao=78&codant=
Escrito por WILSON às 21h11
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A PÓLIS DOS PONEROI Nas aulas de filosofia invariavelmente abordamos sobre ética e moral. E eu sempre crio algo imagético ou um tipo de parábola. Certa vez, engendrei, na sala de aula, uma história assim: imaginemos que estamos numa cidade ética e pegamos um balão e nesse balão dá uma pane, e aí vamos cair numa cidade desconhecida, que denominei pólis dos poneroi. Lá, na pólis dos poneroi, é permitido roubar, matar, tirar dos outros, ou seja, não é só permitido, é também legal, porque os cidadãos poneroienses legiferaram a respeito. (É evidente que eu não precisaria nem criar uma cidade imaginativa, mas eu preferi fazê-lo). E aí eu pergunto aos alunos: vocês roubariam, já que é permitido? vocês matariam, já que, também, na pólis dos poneroi tudo é permitido? E as respostas são as mais variegadas possíveis. E o intuito é demonstrar que a ética está sempre acima da moral e da lei. Embora nas cidades dos poneroi nunca esteja.
Escrito por WILSON às 14h20
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http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blog/show?id=2118523%3ABlogPost%3A72086
Escrito por WILSON às 14h09
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Num café em Sampa e numa Oficina Literária em 2001 na Cortez. 
Escrito por WILSON às 11h17
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