O SIMULACRO DO FUTURO - A MINHA CARNAVALIZAÇÃO
   
BRASIL, Sudeste, Homem, de 46 a 55 anos
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LICEU CORAÇÃO DE JESUS

Eu tive uma pequena passagem pelo Liceu Coração de Jesus, quando eu fazia um curso de Mestrado em Educação entre os anos  1999/2000. E Foi uma experiência singular para mim. Tive algumas aulas bem legais. Mas o que eu mais curtia era a arquitetura do Liceu. Eu sabia que em seu colégio haviam estudado Monteiro Lobato e tantos outros. Agora esse liceu tradicional está quase fechando as suas portas pelo efeito destruidor da cracolândia. Estamos perdendo as nossas referências. Eu, na verdade, como estudante autodidata que sempre fui, nunca gostei muito de escola, mas esforcei-me por transitar por algumas referências siginificativas da educação, e o Liceu é e continuará sendo o exemplo vivo disso do que afirmo.



Escrito por WILSON às 17h08
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CURTAS E KAIRÓS

# Estou meio afastado um pouco do blog, mas tenho desenvolvido nas minhas aulas de filosofia muitas ideias; que não ouso desenvolvê-las por aqui. Para mim, tem sido muito gratificante lecionar filosofia para o ensino médio. Tenho dificuldades, é óbvio! Mas eu estou empenhado em contribuir para a educação de nossas futuras gerações. Quantas pessoas não desejariam estar no meu lugar com uma audiência de quase 300 alunos ou mais por dia? É evidente que nem todos gostam. É evidente quem nem todo mundo quer filosofia. Mas eu tenho inúmeras oportunidades para falar de filosofia, filósofos e desenvolver ideias críticas que outros só poderiam fazê-lo em livros ou nas páginas de alguns jornais que nem sempre são acessíveis. É como diria Tolstoi: ´às vezes estamos numa floresta e não vemos lenha para queimar.` E eu penso que nesses novos tempos é bom que não vejamos mesmo; que vejamos somente as flores que vicejam em nossos jardins, como eu tenho visto as flores que tem vicejado e medrado, ultimamente, no meu. 

# Ontem, foi o chá de cozinha da Raquel. Como é bom ter amigos e amigos. E a Raquel é o exemplo vivo disso. Percebi que a Raquel é amada por muitos. E é, com efeito, com o amor dos mais belos que existem: o amor espiritual que todos tem por ela.

Ontem, antes de ir para a Raquel, assisti ao clássico Sansão com o meu papi amado que é são paulino. E eu, corintiano ferrenho, estou mais perdido do que cego em tiroteio. Torcendo para que haja, logo logo, vigi, um WO geral no campeonato brasileiro.

Ontem, estudei mais um pouco de hebraico, que sigo step by step. O meu modo de estudar é meio Tysoniano no início; mas depois vou levando na valsa. E é nessa valsa que me apraz a dança que levo.          



Escrito por WILSON às 11h44
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Uma pequena didascália

O CORONELISMO ACABA ANTES NA POLÍTICA, NA LITERATURA E NAS UNIVERSIDADES DEMORA UM POUCO MAIS.

Creio que são poucas as pessoas que perderam ou jogaram pela janela dois mestrados como eu. Eu cometi alguns equívocos que poderiam ser evitados: eu tentei participar em demasia das aulas; eu tentei sempre me posicionar francamente. E os bons livros de etiqueta dizem tudo o contrário do que fiz. Eu não sei se eu estaria com um pós-doutorado hoje em meu cv. E eu também não sei até que ponto isso me acrescentaria alguma coisa. Não vou dizer que eu não sofri pelos meus posicionamentos audazes e solitários. Hoje, eu vivo um outro momento. Sem demandar nada. Estou voltando ao que sempre fui: uma pessoa que simplesmente quer viver a vida, tendo uma família maravilhosa e a alegria estampada no rosto. Mas foi um momento. Também não sei por que fiz um texto assim. Nem sempre ser ousado e desafiar os poderes deu muito certo. O meu caso pode servir de paradigma para quem quer um exemplo do que não se pode fazer dentro de uma universidade de respeito

Trabalho-Libelo na PUC-SP / Curso: Mestrado em Filosofia 

Profa.Jeanne Marie Gagnebin

Nota: ZERO

‘Ó GRANDE DEUS, LIVRAI-ME DOS HIPÓCRITAS!’

‘Eles me vaiam, mas eu me aplaudo
!’

“Enquanto se rebela esteticamente contra o estreito método de não deixar nada fora, o ensaio obedece a um motivo de ordem epistemológica ( erkenntniskritisch) . A concepção romântica do fragmento – como uma formação nem completa nem exaustiva do tema, mas que através de auto-reflexão vai avançando até o infinito – defende esse tema antiidealista no próprio seio do idealismo. Também no modo de expor, o ensaio não deve fazer como se ele tivesse deduzido o objeto e que dele nada mais restaria a dizer. É inerente à forma do ensaio a sua própria relativização: ela precisa compor-se de tal modo como se, a todo momento, pudesse interromper-se. Ele pensa aos solavancos e aos pedaços (er denkt in Brüchen), assim como a realidade é descontínua (brüchig); encontra a sua unidade através de rupturas (Brüche) e não à medida que as escamoteia (alisa: glättet). A unanimidade da ordem lógica engana quanto à essência antagônica daquilo que recobre. A descontinuidade é essencial ao ensaio; seu assunto é sempre um conflito suspenso.” (“O Ensaio como Forma” Adorno, Sociologia, org. G. Cohn, Trad. R..Fl. KOTHE, Col. ‘Grandes Cientistas Sociais”, Editora Ática, 1986, São Paulo, p.180).


Foi partindo, talvez, de um paradoxo, que eu me sento à escrivaninha e assento também os meus dois pés no chão e enceto, ou melhor, tento encetar uma reflexão acerca do que se possa chamar trabalho escolar ou pequena monografia. Isso, sem dúvida, coloca-me numa aporia sem precedentes, conquanto sabemos que uma aporia se dá menos numa escolha do sujeito diante de um objeto, que as aporias clássicas que algumas já conhecemos sobejamente.

Sugestões de trabalhos de fim de semestre, apontam-nos sempre alguns caminhos, sendo forçoso, pois, ter que fazer uma escolha entre esses quatro caminhos aqui, agora, apresentados, porquanto um possível descaminhar poderá levar-me a um abismo (Abgrund) acadêmico. Ou seja: ter que escolher e iniciar uma reflexão e tentar analisar, perquirir conceitos, metáforas e idéias principais. O que confesso não ser tarefa fácil. Sobretudo para mim, que sempre me vi nos descaminhos da escrita. E vi (uma ingenuidade minha?) na Escola de Frankfurt um colo. Um colo de Deus, como diria Nietzsche.

Mas o que, efetivamente, me faz soçobrar é menos essa incursão, embora sabendo não ser fácil, e mais tentar encontrar um Umweg, uma trilha por onde não me perder.

Desviar-me sem ser atropelado por uma avaliação mais rigorosa, que se prestasse ao método, à totalidade, ou o que poderemos denominar de um faro norteador, que tenta não se colocar como farol. Por isso vou fragmentando o meu espírito (Geist) nessas contradições. Escrever sobre o ensaio, mas não um ensaio; escrever sobre o fragmento, mas não escrever um fragmento; não me atribuir de qualquer método. Mas como, se todo método é caminho e caminho conduz-nos invariavelmente a qualquer ponto? E ainda assim trilhar seguro na nevasca que me impede de saber qual o farol que me espera.

Ir tateando, desviando dos atropelos da história, da coisa arraigada, sagrada e consagrada. Não usar frases desgastadas: ‘notadamente’, ‘o fator precípuo’, ‘com efeito’, ‘de maneira que’, ‘absolutamente necessário’ e por aí vai e não me desgastar também.

Manter-me inteiriço, porque um fragmento de mim, um fragmento de meu pensamento, não serviria absolutamente para nada, porque não chancelado por aquilo que a Escola de Frankfurt disse sempre abominar.

Eu não podendo de forma alguma preterir, protelar, prescindir de uma luz. Refletir cartesianamente? Ter os meus achaques intelectuais? Perfilar pelo meu suposto saber ‘enciclopédico’? Ou resistir? Comportar-me sempre como antítese?

Mas não uma antítese-potência que se quer ato; uma antítese-antítese que quer permanecer antítese tão somente. Uma antítese suspensa, fluida, relativizada. Dar os saltos feito um saltimbanco?

Solavancar, não tendo como ponto de apoio nem a alavanca de Arquimedes?

Saltar no abismo, mas não cair no abismo. Ignorar o faro e o farol que me apontam um caminho (ódos). Passar o sinal vermelho? Ou um sinal amarelo? Pensar aos saltos? Opor-me ao meu pensamento? Fazê-lo uma mercadoria? Uma moeda não se dá somente nas formas de notas metálicas ou ações, uma nota é uma debênture, e o meu pensamento sob o jugo e o meu pensamento no embate entre mercadoria ou não. Resistir ao ponto de equilíbrio e defenestrar a totalidade de um título?


Deixar de ser um barão pós-moderno? Um marquês do saber especializado? Um conde da especialização? Mas não seria tudo isso um mito de Tântalo? Seria perigoso inverter o mito de Tântalo? Afastar-me da água e dos manjares dos deuses?

Nos solavancos que dou, tento recuar, pondero, reflito, mas as palavras vão saltando antes desse meu salto suicida. As palavras pensam antes de eu pensar. E as palavras vão saltando como fragmentos, e fazem-me lembrar de idéias que a priori eu concordo, mas que as vejo somente e particularmente como a priori. Dá vontade de parar. Por que seguir se não há uma totalidade? Contentar-me com esse teco de pensar?

Mas a fragmentação também fragmenta, para quem está acostumado com uma música canônica ocidental.

Um serrote de Tom Zé fere os ouvidos, como um Pierrô Lunaire de Schönberg.

Mas quem terá ouvidos?

Mesmo os propugnadores, na certa, olvidarão tal fato e, como Ulisses, recorrerão aos tampa-tímpanos. Ouvir uma música incidental, dissonante, não é salutar.

Só haveria vida no nómos ocidental?

Só gostamos da música que conhecemos. É imperioso só tocar no toca-disco a cantilena que já vimos ouvindo. Não estamos dispostos a uma des-enarmonia. Toquemos para os músicos de plantão. Façamos a duração das notas: semibreve, mínima, semínimas, colcheia. O contraponto é perigoso. Requer-se uma melodia, um ritmo, um compasso. Um acidente sempre será perigoso.



Se não há regra, tudo é permitido. Pensamento sistemático, palavras de dúbio sentido. Seria como aquela expressão sobre Deus? Se não há Deus..... Mas se chego e paro: seria o fim ou uma estada? Um desencontro?

Como aqueles tropeiros-trôpegos que descansam os seus ginetes para se perderem mais à frente? Seria esse trabalho uma forma modesta? Seria possível estancar o perene momento?

Paro e penso. Sinto-me burlesco. As primeiras bridas ninguém quer quebrá-las. Discuti-las sim, até a sua exaustão. Mas não ousemos.

Ousemos somente até onde for permitido. Onde é permitido, é onde não me revolto: dentro dos quadrantes da permissão.

Falemos do que quisermos, desde que falemos com um certo pudor, um certo requinte. Poderemos ser díspares em nossos pensamentos; mas que obedeçamos às regras. O estabelecido. O fundamentado, mesmo que eu apregoe um des-fundamento.

Faz-se mister um Grundprinzip? Inserções de notas periféricas? E se não o fizer? Fundamentar o princípio?

Gargarejar com cepacol na boca e as cerdas das cordas vocais bem arejar com citações em grego, alemão, inglês (piegas)?

Que ninguém nos flagre!

Inventar uma nova forma; uma forma idealizada tão somente, fazer uma crítica aos sistemas totalitários, mas sem se afastar das colunas bem erigidas.

Após o discurso, retornemos todos, educadamente, aos nossos lares; obedientes e servis.

Estanco!

E corro com medo de encontrar aquele velho senhor, porque aquele senhor desferiria aquelas palavras impetuosas. E eu não quereria ouvi-las, porque não saberia responder.

Ou saberia?

“Ora, ora, meu caro! O senhor! Aqui!

sim, estou aqui...

Em um local mal afamado...

que eu saiba.....

Um homem que sorve essências, que se alimenta de ambrosia!

não de maneira alguma...permita-me...sinto-me bem aqui... apenas o senhor me reconheceu...além disso apraz-me o pensamento....de resto...entedia-me a dignidade....

Sim...sim...

sinto-me bem aqui...

Mas vejo o abismo....

seria o colo de Deus? mesmo assim julgo menos desagradável perder minhas insígnias...

Isso será burlesco...

mas antes quero ouvir Pierrô Lunaire...

Sim, o fascista considera de seu direito vingar-se nos diferentes, pois jamais pode admitir a sua própria fraqueza...a formulação Dialética negativa é um atentado contra a tradição...as formulações frankfurtianas representam a subversão do sentido consagrado da filosofia...invertem o hegelianismo...o ensaio não compartilha a regra do jogo da ciência e da teoria organizadas...

não dá mais para reaquecer as auréolas...a indústria cultural reproduz falsas auras...a arte como atividade lúdica e experimentação...a vida justa só pode ser socialmente justa...deixemos, meu caro senhor de totalidades...deixemos....estanco no Umweg...”


Bibliografia:
Livros, a vida, a dor, a esperança, conversas de bar,
leituras, aulas , pensar, pensar, a vida....a vida....

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa de Pós-Graduação em Filosofia – Mestrado
Disciplina: Filosofia das Ciências Humanas II
Profa. Dra. Jeanne Marie Gagnebin
Mestrando: Wilson Luques Costa
sampa/primavera2003
30/10/2003



Escrito por WILSON às 10h53
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Já recebi alguns encômios. E de vários intelectuais. E eu fiquei feliz. Mas esse me fez chorar. Juro.

Não sei se o senhor lembra de mim, mas eu tinha que parabenizar o meu professor predileto hoje. Afinal não é todo mundo que tem a sorte de conhecer e ainda ter aula com alguém como o senhor, que ensina muito mais do que pede qualquer planejamento escolar e sabe ver o mundo pelo lado de fora, do lado dos que pertecem ao que está além desse planeta.
Obrigada por saber contagiar qualquer um com um sorriso, mesmo às 7h da manhã. :)

Feliz dia dos professores!
Abração.



Escrito por WILSON às 15h16
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na idealidade afônica

platônica

na valente lógica

bivalente

no super-homem de nietzsche

malogrado

ou na amargura de arthur

o magoado

onde eu ulisses perdido

meu ponto me pontifico



Escrito por WILSON às 21h27
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O MEU OLHAR OBLÍQUO DE CAPITU SOBRE O CONCEITO CAPITAL

Karl Marx faz um diagnóstico do capitalismo como poucos fizeram ou farão. Além de criticar numa acepção Kantiana de crítica, fez também uma crítica no sentido demovente (de demover da humanidade o sistema capitalista). Todavia, não me afeiçoo à ideia de mais-valia e capital como é colocado por ele, se assim eu bem o entendi. Eu penso que, primeiro, todo capitalista não tem no seu escopo a exploração do proletário. Vejam: uma coisa é precisar da mercadoria e para isso se paga um preço. É óbvio que poderíamos demandar inúmeras perguntas a respeito. Como não, se ele já procura o proletário que lhe custa menos e é sabedor disso etcetc?... E alguém poderia contra-argumentar: ´mas o empregado vende a sua mercadoria porque quer a tal preço, já que é detentor de sua mão de obra; e outro dizer assim: mas o proletário não tem a plena noção disso etecetal...e por aí vai.. Mas o que quero dizer com isso? Quero dizer que o capitalista pensa no lucro em sua primeiridade e que a mais-valia seria, portanto, um corolário desse assédio ao lucro, sendo, por conseguinte, essa exploração - de onde emana o capital/mais-valia - menos um epicentro do que um epifenômeno. É evidente que com a análise crítica de Karl Marx a tiracolo, porque da crítica faz uso o revolucionário tal como o capitalista, as empresas capitalistas notaram também esse novo quinhão: além do lucro na relação de mercado com o produto, obtem-se também o lucro (capital) na relação capitalista/proletário e/ou até pela própria sonegação de impostos e outros tantos butins salutares a ele, o sistema capitalista. Mas o que quero abordar sobre Marx é isso, a relação epifenômica do capital e não epicêntrica, que não deixa de ser de minha parte um breve olhar de capitu nesse cipoal que é, a saber, a grandiosa obra de Marx: O CAPITAL. 

# Vejam que o proletário está em função do produto e ou serviço. Nesse sentido, não se pode explorar o trabalhador sem que ocorra esse tripé: capitalista/produto/proletário. No entanto, seria possível produzir-se um produto sem o uso da mão de obra do proletário. Hoje, nos tempos de serviços, temos inúmeros casos para exemplificar: um apostador da bolsa de valores; ou o dono de uma máquina que faz uso da sua própria máquina, sem o uso do proletário, no escopo do seu próprio lucro. Mas a pergunta que se coloca é: qual seria a margem dessa mais-valia em relação à sua lucratividade total (do capitalista)? Quanto tudo isso representa para o capitalista? E é isso que os proletários perguntam, sobretudo aqueles que nunca foram contra ao sistema capitalista. Aliás, creio que poucos são, foram ou seriam em suas arcanas consciências, se tudo melhorasse.     



Escrito por WILSON às 19h11
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A ideia de ética universal seria benfazeja. Todavia, creio que será difícil lográ-la um dia. Na verdade, somos conduzidos, como diria Kant sobre as estrelas acima de nossas cabeças, mais pelo lado moral e legal do que ético. E isso está posto no post abaixo. Mas o que nos superestrutura em nossas ações, são menos os deveres éticos, mas sim, outrossim, os deveres que estabelecemos com as pessoas com as quais temos vínculos mais estreitos. Por exemplo, ajo assim e assim em função dos grupos que me rodeiam ou dos quais faço parte; e isso é família, escola, trabalho etc. Há nesse sentido um tipo de ética pragmática em detrimento de uma suposta ética universal.   



Escrito por WILSON às 21h17
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http://www.ube.org.br/materias.php?cd_secao=78&codant=



Escrito por WILSON às 21h11
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A PÓLIS DOS PONEROI

Nas aulas de filosofia invariavelmente abordamos sobre ética e moral. E eu sempre crio algo imagético ou um tipo de parábola. Certa vez, engendrei, na sala de aula, uma história assim: imaginemos que estamos numa cidade ética e pegamos um balão e nesse balão dá uma pane, e aí vamos cair numa cidade desconhecida, que denominei pólis dos poneroi. Lá, na pólis dos poneroi, é permitido roubar, matar, tirar dos outros, ou seja, não é só permitido, é também legal, porque os cidadãos poneroienses legiferaram a respeito. (É evidente que eu não precisaria nem criar uma cidade imaginativa, mas eu preferi fazê-lo). E aí eu pergunto aos alunos: vocês roubariam, já que é permitido? vocês matariam, já que, também, na pólis dos poneroi tudo é permitido? E as  respostas são as mais variegadas possíveis. E o intuito é demonstrar que a ética está sempre acima da moral e da lei. Embora nas cidades dos poneroi nunca esteja.   



Escrito por WILSON às 14h20
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http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blog/show?id=2118523%3ABlogPost%3A72086



Escrito por WILSON às 14h09
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Num café em Sampa e numa Oficina Literária em 2001 na Cortez.



Escrito por WILSON às 11h17
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http://www.youtube.com/watch?v=at8rvHhMesY



Escrito por WILSON às 11h59
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É demais!

http://letras.terra.com.br/elomar/173829/



Escrito por WILSON às 11h57
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Tenho um olho

aqui no presente

Onde tudo é sonho e magia

Mas o outro olho que não quero ver

me diz para eu olhar para o futuro

e eu reluto e eu não quero olhar

para o futuro

Que bom se eu pudesse olhar

me

só com os olhos do presente

mamãe

papai

irmãos

eu

amigos

amores

titias



Escrito por WILSON às 11h35
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O CAÇADOR DAS COISAS INÚTEIS DA VIDA E PARA A VIDA

Esse ano não fiz nenhum curso. Não tem me sobrado tempo. Mas os cursos livres que fiz deram-me muito prazer. Mas me sinto às vezes como se eu tivesse perdido o bonde. Fiquei envolvido com interesses não muito afins com o mainstream. Também não me aprofundei nesses cursos ao ponto de ser um especialista. Tudo me foi muito prazeroso, mas fica uma coisa remendada e remediada, com um certo sabor de inutilidade.

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Escrito por WILSON às 12h11
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Tijolinho por Tijolinho

Às vezes, recebemos e-mails assim. E é isso que nos dá prazer. O texto refere-se a dois colegas do Centro Cultural São Paulo, quando fui, entre 1997 e 2000, consulente consuetudinário.

´você o Anselmo e eu conversamos diversos assuntos, sobretudo em relação às suas poesias e contos, sua
arte é uma delícia -- espero que você tenha publicado bastante.´



Escrito por WILSON às 11h54
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No blog do Antonio Cicero, postei esse meu comentário acerca de seu texto na Ilustrada de hoje na Folha de São Paulo.

Prezado Antonio Cicero,

Li seu texto celeremente. Mas quem poderá falar em verdade universal? Eu encaminhei um e-mail aos seus cuidados abordando sobre o que penso acerca da Premissa indutiva (Todo homem é mortal) e ali afirmo que nenhum homem poderá beneplacitar tal assertiva -- e que verdade então seria que NENHUM HOMEM PODERÁ AFIRMAR QUE TODO HOMEM É MORTAL -- sendo, portanto, verdade tal afirmação, mas não para o homem como sujeito cognoscente. Nesse sentido, demonstro a incapacidade de o Homem ser detentor em qualquer época e lugar de uma verdade absoluta e necessária. Falo isso, porque todo tipo de razão deve ser demonstrado. E nos casos abordados, pelo meu modo de ver, há um ato de fé e de convencimento em cada fala, mas não embasado numa razão tida como universal e necessária. Veja: quando digo mortal, pretendo definir o conceito como coisa líquida e certa -- que todos irão morrer; sei também que poderíamos entrar num círculo vicioso filosófico assim: mas o que é morrer? mas o que é homem? mas o que é mortal etcetc...

Obs: não estou criticando o texto e nenhum autor, mas apenas tomando a análise no sentido filosófico de razão que desde Tales tenta romper com um tipo de discurso mítico. Embora não considere que qualquer filósofo a tenha até hoje logrado (a razão)  
grato e obrigado pela espaço.
wilson luques costa 

# É evidente que alguém poderá argumentar que proponho uma verdade, negando uma premissa infundada. E eu concordaria. Desse modo, portanto, não seria jamais admissível dizer que todo homem é mortal, embora empiricamente até hoje seja.     


 



Escrito por WILSON às 11h41
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Narciso non cogito

Eu sou o que sou

 

Sem o mesmo dinheiro

de dantes

 

Não lendo mais Balzac

nem Proust nem Dante

 

E fico com um frio na barriga

e com um medo desgraçado

 

De só pensar no meu fim



Escrito por WILSON às 20h08
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