O SIMULACRO DO FUTURO - A MINHA CARNAVALIZAÇÃO
   
BRASIL, Sudeste, Homem, de 46 a 55 anos
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DO LIVRO CONTOS DE ARRABALDE

A Resposta / 2001

Três toques na porta...

Ele não atendeu...

Ficou lívido e calado...

Mais três toques na porta...

Hesitou diante da maçaneta e procurou perscrutar o além da porta...

Tremia dos pés à cabeça...

Por duas horas e quarenta e cinco minutos ficou sob alerta...

Em pé...estático...não desviava um segundo a sua atenção...

Num átimo... tentou revidar os três toques...

Fechou os punhos e bateu três vezes...

Do outro lado...

Não obteve resposta...

Ficou aguardando por mais duas horas...

Imóvel e temeroso, aguardava uma resposta...

Resolveu bater novamente na porta...

Agora não eram os três toques...

Começou a esmurrar a porta...

Bateu dez...

Vinte...

Trinta vezes...

Suas mãos sangravam caudalosamente...

Começou a gritar também...

Dentro do quarto, movia-se de  lá para cá como um desesperado...

Procurou ligar para um alienista, mas o telefone não estava no quarto...

Batia desesperadamente na porta...

Mas do outro lado não havia respostas...

Ele que sempre teve respostas para tudo... 

 



Escrito por wilson luques costa às 18h58
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Estrada de Frutal / MG


De tudo isso me componho
desses céus desses mares dessas serras
dessas casas de sapé mesmo sem saber habitá-las
dessas estrelas que situam a minha pequenez no universo

quisera ser um antiprometeu

e tirar esse fogo dos homens

tirar esses
traffic-jams dos caminhos

ou esses faróis de racionalidade...

deixar os homens seguir à deriva

a razão obstupefata-nos

sampa - wilson luques costa



Escrito por wilson luques costa às 10h47
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sou o que gosta de partir

e o que gosta do retorno breve

sou aquele que voa leve

sou o que faz aos outros rir

sou o porto seguro do ruir

em mim  ancoram-se navios perdidos

e naufragados

os meus mares são alagados

eu não escolho 

sou o senhor

dos recifes e dos escolhos...

sampa- wilson luques costa

 



Escrito por wilson luques costa às 19h30
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Foram muito truculentas as minhas aulas de mestrado na PUC-SP com o Mario Ariel Porta, todavia, não posso negar que o seu livro, A FILOSOFIA A PARTIR DE SEUS PROBLEMAS, tem verdadeiras platitudes, ou melhor: achados como estes:

´O primeiro passo para entender filosofia é sempre estabelecer o problema. ´

´Estudar filosofia não é possuir um conjunto de saberes a respeito do autor.´

´A filosofia vaga ou nebulosa é, simplesmente, filosofia de má qualidade.´

´Os grandes filósofos são os grandes problematizadores: eles descobrem um problema decisivo ali onde não se percebia nenhum.´     



Escrito por wilson luques costa às 20h24
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Que as democracias

perpetuem-se no poder,

e não os chamados

democratas.



Escrito por wilson luques costa às 21h22
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Não há filósofos, há ensaístas

# Ontem, tirei a tarde para dar um passeio. Primeiro, fui à livraria cultura. Lá andei fuçando alguns livros. Mas resolvi não levar nenhum. Sobretudo e notadamente de filosofia. Como todos sabem, a filosofia seria a instauração da razão na pólis grega; opondo-se ao mito. Ou seja, um embate entre cosmogonia e cosmologia. Por isso, olhando lá as estantes, resolvi não levar Zizek (sem bráquia) ou outro autor qualquer; porque alocados erroneamente na estante de filosofia. Onde, eu pergunto, Zizek faz filosofia no sentido etimológico e lógico da coisa? E os demais? Poderiam, isso sim, estar alocados numa prateleira chamada doxas/ensaios, que aí, talvez, eu (como dizia meu sobrinho Gabriel, quando - certa vez - ao ver uma escova no supermercado, se não me engano, do Mickey e querendo levá-la a um preço exortintante - a sua mãe - que o questionava - respondeu: ´mas não, mãe, eu juro que com essa escova eu escovaria) se fossem também todos philophia, os levaria, se tivesse também dinheiro, é logicus.  

# Depois fui a pé até a biblioteca alceu amoroso lima, assistir a EDVALDO SANTANA num diálogo com Ademir Assunção.

# Subi depois a Teodoro Sampaio até o metrô Clínicas. Fui até a Guilhermina. Da Guilhermina, fui ao aniversário do meu sobrinho gugu. Lá encontrei uma rapaziada superbacana. Encontrei um rapaz, inteligentíssimo que lia muita coisa de Nietzsche. Fiquei muito impressionado com a sua capacidade. Deu uma aula sobre penia e eros. Mas ia bebendo, até dizer-me que não conseguia raciocinar mais. Estuda no supletivo, tem uma dicção ainda um pouco sofrível, mas já leu sobre Loú Salomé, Descartes. Falei-lhe sobre o pz. Num certo momento totalmente já inebriado, quando uns colegas confessavam que não estavam entendendo, ele disse: eu entendi, eu entendi, esse cara aí é f....(rs). Depois pedi licença a todos e fui dormir.      



Escrito por wilson luques costa às 12h09
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Poetas e compositores parceiros se encontram para um bate-papo de meia-hora sobre poesia e música. Em seguida, o compositor ou compositora apresenta seu show dando ênfase em poemas musicados. Serão oito encontros quinzenais, de abril a agosto, sempre aos sábados.
Idealização e curadoria: Ademir Assunção

Edvaldo Santana é cantor e compositor. Lançou os cds Lobo Solitário, Tá Assustado? e Reserva de Alegria, entre outros. Seus discos tem participações especiais de artistas como Lenine, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan e Rappin Hood.

Ademir Assunção é poeta, escritor e jornalista. Publicou os livros Lsd Nô, Adorável Criatura Frankenstein e Zona Branca, entre outros. Tem parcerias gravadas com Itamar Assumpção, Edvaldo Santana, Madan e Renato Gama.

• 06 de junho (18h30) - Fernanda D’Umbra (Fábrica de Animais) / Marcelo Montenegro
• 20 de junho (18h30) - Carlos Careqa / Antonio Thadeu Wojciechowski
• 04 de julho (18h30) - Neuza Pinheiro /  Rodrigo Garcia Lopes
• 18 de julho (18h30) - Vanessa Bumagny / Frederico Barbosa
• 8 de agosto (18h30) - Kleber Albuquerque / André Sant’Anna

Local: BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
Avenida Henrique Schaumann, 777 – fone 3082-5023
Entrada franca



Escrito por wilson luques costa às 21h27
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Hoje, logo pela manhã, vi pela televisão e depois li na net o passamento de Zé Rodrix. Eu o vi só uma vez no clube caiubi, onde era um tipo de paraninfo. Sei que está para sair um livro do sopa de letrinhas. É como dizia Drummond: é sempre triste, mas não conte pra ninguém.

Relação de poetas Publicados no site

ALDO MILETTO

Américo Bittar

Benedito Deíta

Berimba de Jesus

Carlos Machado

Carmem Sanches

Celso Alencar

Claudio Willer

Donny Correia

Dóris Fleury

Edmilson Felipe

Eduardo Lacerda

Elder Braga

Etel Frota

Francisco Moura Campos

Frederico Barbosa

Gabriela Cuzzuol

Glauco Mattoso

Gurjão

Ieda Estergilda de Abreu

Júlio César Luz Bittar

Kátia Dutra - Tyta

Lucia Santos

Luciana do Valle

 

Leo Nogueira

lisieux

Lucia Helena Corrêa

Luhli

Luiz Carlos de Moura Azevedo

Marisa Del Santo

Mavot Sirc

Nilton Bustamante

Nunno Dora

Olinda Fukuda

Osvaldo Pastorelli

Oswhaldo Rosa

Paulinho das Frases

Professora Lu

Rebecca Navarro

Rose Dória

Sergio Vaz

Simone Teixeira

Solange Mazzeto

Tatiane Fraga

Valdete Pereira

Vlado Lima

Walter

Wilson Luques Costa

Zé Rodrix

 



Escrito por wilson luques costa às 12h30
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Eu vejo e ouço diuturnamente sempre dizerem que não há filosofia original no Brasil. Digo isso, porque tenho o hábito de ler alguns blogues, e no blog do Antonio Cicero, um leitor diz que não há originalidade nesse campo e cita como um tipo de originalidade o pensamento de Antonio Cicero acerca do conceito de modernidade desenvolvido em seu livro O mundo desde o fim -- o qual juntamente com o seu autor sofreu panegíricos de Caetano Veloso, em sua entrevista concedida à revista Cult. E eu como leitor de seu blog, tentei postar uma correspondência que tive com um mestrando da PUCRJ, falando sobre o que penso sobre o paradoxo do zero -- entretanto e todavia não consegui postar o texto por causa do excesso dos caracteres. Eu já encaminhei várias vezes esse texto ao Antonio Cicero, e ontem o encaminhei novamente. O intuito era mostrar ao leitor que se faz sim uma tentativa de  uma filosofia original. Eu, depois que lanço o míssil, fico num estado de contrição. Mas levo comigo o pensamento de Kaváfis, que nos diz que devemos divulgar os nossos escritos. Eu sei que acabo sendo inconveniente e não é esse o meu propósito. Mas dizer que não há tentativa de se fazer filosofia original no Brasil, é ser de uma tamanha heresia. E mais: o que faço coloca em xeque posições universais da lógica -- e não é um tipo de pensamento que se diferencia desse ou daquele autor. O que quero dizer? Quero dizer que o pz não necessita da empatia, simpatia ou antipatia para ser considerado universal. Ele é em si o que é. Não sei se me faço entender.    

Se compreendemos a idéia do Paradoxo do Zero, poderemos fazer então algumas perguntas à matemática, à lógica, à filosofia da linguagem, a Fichte, Kant -- como por exemplo à matemática;
 
Por que pela fórmula 1 x 0 = 0 --- só seria verdade sse 0 : 0 = 1
 
Nesse sentido, a matemática entra contradição consigo mesma, pois nos solicita um ato de fé, que seria contrário à ratio.
 
As perguntas são inúmeras, por isso a necessidade de um opúsculo ou uma tese aqui ou fora do Brasil.
 
Como você deve acompanhar, vez em quando, o meu blog, você já deve ter lido os encômios que recebi de Olavo de Carvalho e... tantos outros que não postei -- ou feitos somente pela oralidade.
 
 
Quanto à idéia de Princípio da Identidade Negativa, é, na verdade, uma derivação do Princípio Clássico.
 
se A = A
ENTÃO
A - A = 0
ENTÃO
-A = -A      
Nesse sentido, poderemos opor um princípio da identidade negativa. É evidente que isso gera uma outra tese. No meu blog, eu tenho publicado o meu pensamento. Mas o blog é uma leitura muito ligeira. O que posso informar é que a idéia do Paradoxo vem resitindo já há 6 anos, no conceito popperiano de tese, não obstante à margem da cathedra. Você deve notar que eu sou muito arrogante no meu blog, emboa seja muito cordial no dia-a-dia -- mas é uma maneira depuradora apenas.
 
O que sempre digo é que o PZ é um conceito e que os escritos de outros filósofos esbarram nele.
 
Mas estou muito feliz pelo seu e-mail.
 
Escreva sempre.
 
POSSO LHE ENCAMINHAR OUTROS E-MAILS. SE VOCÊ FIZER UMA VARREDURA NO BLOG, VOCÊ VAI ENCONTRAR MUITA COISA FRAGMENTADA SOBRE ESSE ASSUNTO. 
MAIS UMA VEZ UM ABRAÇO CARINHOSO DO
WILSON LUQUES COSTA
 
Não revisei o texto, por isso releve os erros cometidos. 
 
PREZADO P....
 
Faltou acrescer o seguinte, no que concerne à ressalva ao Princípio da Identidade;
 
A = A sse # 0
 
(#) Leia-se diferente de zero. Por isso o PI perde a sua universalidade, não podendo, portanto, responder como um axioma insofismável. Há muito mais coisas. Eu tenho anotado até em papel de pão. Falta organizar tudo isso. Mas de tanto explicitar aos colegas -- não demoro mais que dois minutos para colocar esse meu arrazoado.
 
wilson luques costa



Escrito por wilson luques costa às 11h01
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O MEU SUPOSTO CONHECIMENTO, A MINHA VERAZ FALTA DE SABEDORIA E O MEU RICO PROSELITISMO

Eu, a meu ver, e pela minha ótica, sempre fui uma pessoa extremamente simples, para não dizer humilde. Mas a humildade também tem seus limites; e depois de tanto resistir e de ser taxado de bobo, tolo, de não querer levar vantagem tipo Gerson em tudo, investi-me ferozmente e engendrei uma certa arrogância - e o pior é que vesti a dita carapuça por uns bons tempos: tinha me cansado dos homens. Eu, na verdade, sempre fui um cara desligado dessas coisas mundanas da vida. Eu, depois que me formei em jornalismo na umc em 1983, e depois que me tornei autodidata obsessivo, abandonei os bancos escolares. E eu nem aspirava a mais nada. Lia que nem um louco e ia todos os dias a sebos e livrarias quantos hovessem em sampa. Mas em 1987, tentei prestar vestibular por acaso e comecei a cursar administração de empresas, enquanto eu, concomitantemente, trabalhava em uma cia de seguros, isso foi na usjt, na mooca; mas em meados de 1990, resolvi abandonar por essas injunções que nem eu sei explicitar. Depois desse abandono, tentei fazer um curso de inglês na cultura inglesa e fiz algumas tentativas de estudar por conta própria algumas línguas que até hoje mal bocejo. Em 1999, por injunção de um amigo, fui exortado a fazer mestrado em educação - mas eu não conhecia nada de educação -- fui porque fui picado pela vanitas e porque também estava cansado de sofrer preconceito escolar, por ser um autodidata e de não cursar numa grande universidade. Ou seja, comecei a aceitar a doxa vinda de fora -- mas isso durou dois anos e também não findou; já em 2001, fui convidado por esse amigo que já me incentivara outrora a fazer parte de um grupo de estudo a distância na usp - no departamento de psicologia - e só terminei, porque no grupo havia três mulheres que não desistem jamais, e esse curso deu-me uma especialização em violência doméstica contra crianças e adolescentes que tento usar até hoje e não consigo; em 2002, cismei, pelo embalo do ano anterior, em prestar concurso para mestrado em filosofia na pucsp, e para a minha felicidade passei e encetei o curso, que me durou mais dois anos e um outro abandono, e as razões foram inúmeras, desde estresses intrínsecos ao próprio curso, bem como crise financeira advinda de uma época nada auspiciosa para mim no governo fhc; em 2003, ainda na pucsp, fiquei sabendo de um curso de grego, já que não é incomum o conhecimento desse idioma  ao menos instrumental entre nossos colegas estudantes de filosofia, e foi aí que descobri o mosteiro de são bento, e por lá, depois das primeiras dificuldades fiquei por cinco semestres, o que me exortou a inciar-me nos rudimentos também do latim, que me são muito rudimenatres ainda, depois tentei um semestre de alemão, que também não me deu nada como o grego e o latim, ainda tentei em 2006, estudar graduação de filosofia no mosteiro de são bento pela faculdade de são bento, onde ingressei em sexto lugar, mas tive que também abandonar por tantas e tantas outras injunções, mas por fim concluí em um ano uma equivalência em licenciatura plena em filosofia nos claretianos, o que possibilitou o meu ingresso como professor titular de filosofia no estado; em 2008, depois de uma conversa com a Raquel, disse-lhe que queria fazer hebraico, mas como um comum acordo, por conta de nosso futuro conúbio, tive que protelar -- e então comprei um livro que venho estudando como autodidata. Digo tudo isso, porque já fiquei chateado por não ter reconhecimento em certos aspectos, digamos assim, pelo meu esforço e pelo boicote auferido -- mas eu mudei e mudei pela experiência que a vida me deu e também pela minha conversão no campo religioso. Tornei-me budista. Mas me falta muito ainda. E escrevo tudo isso, porque a Raquel relatou nesses dias sua experiência comigo, e disse que convivia com uma pessoa assim e assim que conhecia 8 ou 9 línguas, no que depois rebati: não conheço absolutamente nada. Leio um trecho aqui e outro ali. Posso ser sim considerado um mero curioso e esforçado. Mas mesmo que eu tivesse todo esse conhecimento, estava me faltando na certa essa tal e certa sabedoria que com ardor eu ainda muito procuro, coisa aliás que a Raquel tem de sobra e ponha sobra nisso, SENSEI!



Escrito por wilson luques costa às 11h31
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Meu poema é exíguo

Contido amealhado na dor desses anos que sofri

Meu poema não

Esplende

Em flor

Exibida nem é mesmo

Dado a nos púlpitos e parlamentos

Gritar o poder a arrogância o mau gosto e os exageros

Pertencem e pertencerão

Aos déspotas tiranos e maus

Poetas mensageiros meu poema

Não

Aspira à deselegância em desfiar versos

Sem a devida

Eloquência de um

Silêncio é no silêncio

Que meu poema se compraz é dentro do seu

Silêncio que meu poema

Grita

Mais forte



Escrito por wilson luques costa às 10h42
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BROTAÇÃO ADÂMICA

eu nomeio pedra:

pedra!  

água!

eu nomeio 

água

água    

pedra  

alma   

nomeio

nomeio pedra-água  

alma-pedra nomeio



Escrito por wilson luques costa às 10h11
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Deverias ter aprendido que o sol não nasce nem se põe

Que o que pensas saber apenas supões

Que em teu jardim nem a rosa floresce

Que a luz artificial não nos ilumina nem nos escurece



Escrito por wilson luques costa às 19h01
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AO GRANDE CASAL WELLINGTON E NEIA - PAIS MARAVILHOSOS DA PRINCESA JÚLIA

 

Ser menino e tomar tubaína

Fazer cola na escola

E namorar a menina

Usar bico-de-pato

E falar ´vareia ´

Jogar sempre bola no campo de areia

Carregar sangue-suga nas pernas

E esfolar-se no asfalto

Pular sobre a corda

Num único salto

Voltar à infância

E não ver/Rugas

Apontar estrelas

E ter verrugas     



Escrito por wilson luques costa às 14h23
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Uma outra versão da brincadeira abaixo:

 

Admito senhor

Tua geral regra

Mas mesmo o senhor

Confirma essa regra

Pois poeta tolo

É  assim

Nenhum tolo porém

Dos tolos

Poeta também  



Escrito por wilson luques costa às 13h55
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Há uma brincadeira no Blog do Antonio Cicero. Que se aventurem. Eu procurei em redondilhas e um dístico de octossílabos. Será que é isso? Fiz agora depois de um monte de aula de ensino religioso. E estou cá de volta para mais três de filosofia. 

Admito senhor
Tua geral regra

Mas mesmo o senhor
Desmente essa regra

Que poeta tolo

é -- pois nenhum tolo, porém,
dos tolos, poeta também. 



Escrito por wilson luques costa às 20h11
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29/03/2007 17:18

A CRISE DA POESIA

quando o mundo
está em crise

todos buscam
a poesia

mas quando a poesia
está em crise

a poesia busca o poeta



Escrito por wilson luques costa às 15h51
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O DISCURSO SOCRÁTICO

 



Pela palavra Sócrates morreu
Envenenado pelo grego cálice.

Pela palavra um vate pereceu.
Disseram no patíbulo: 'cale-se!' –

Ao escritor que intentou, mas não morreu.
Disseram ao filósofo: cale-se!'-

Mas ainda assim, Sócrates bebeu
A cicuta e bradou: 'morte! – cale-se

Somente aquele que conheceu a si
Mesmo ou se envenenou como eu. Pois se

Agora silencio, calo... não
É porque já não tenho mais palavras.

Sim ! Eu, Sócrates, morro por palavras
Que sempre proferi! Salvar-me! Ó não...! 


Escrito por wilson luques costa às 10h27
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Thursday, August 31, 2006

 

O POETA E O BANQUEIRO

um poema é para o poeta
o que o dinheiro é
para o banqueiro
um banqueiro não vive sem o seu lastro
que é o dinheiro
como o poeta não vive sem o seu lastro
que é a sua poesia
um poema portanto é para o banqueiro
o mesmo que talvez seja o dinheiro para o poeta
porque o poeta não vive sem o seu lastro
que é a sua poesia nem muito menos o banqueiro sem a sua poesia
que é o seu lastro do dinheiro
a diferença
portanto é que
a poesia não paga a feira do poeta
nem muito menos
sacia a fome do banqueiro


Escrito por wilson luques costa às 10h42
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CURTAS 

1 - A cada manhã e a cada noite, estudo mais um pouco do hebraico bíblico. 2 -Ouço falar muito em verdade e razão. Mas eu pergunto: onde há a razão em tudo isso?



Escrito por wilson luques costa às 10h33
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ENQUANTO AINDA ME PERGUNTAREM EU AINDA RESPONDO 


12/09/2008

A ETERNA PERGUNTA

Irei fazer que nem o Chiquinho Scarpa: vou imprimir e depois plastificar para mostrar para os tolos

Vira e mexe as pessoas ficam me perguntando onde me formei. E eu respondo que a minha formação foi numa instituição particular que é a UMC. Ou seja: não deve constar na avaliação do Enade. É isso? E aí fazem aquela careta, como se tudo adviesse de lá. E eu fico olhando para a pessoa, para ver se ela já está contente ou se precisa de algumas outras informações. E como a minha formação, lá por aquela universidade, é jornalismo, eu não me contento em responder pela metade e informo que sou licenciado em filosofia, por outra instituição particular, que cursei mestrado em educação, sem concluir, em outra instituição particular -- que pertence aos salesianos, que fiz uma especialização, em nível de pós-graduação (NOSSA! QUE CHIC!) na Universidade de São Paulo, pelo Instituto de Psicologia, que fui aluno regular de mestrado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que fui aluno de filosofia do Mosteiro de São Bento - mas que iria demorar muito para eu concluir - que estudei os cinco módulos de grego e três de latim e um de alemão pelo mosteiro de são bento, que tenho estudado essas línguas como autodidata, além agora do hebraico, que fui verbete num livro (com projetos) na PUCSP, que fui verbete numa tese de mestrado da USP, que depois virou livro, que sou verbete na revista Coyote número 8, que sou professor de filosofia, que tento desenvolver estudos particulares e originais de filosofia, que sou um ótimo filho, e um excelente noivo, que sou leal aos meus amigos, que sou alegre e repeitoso com todo mundo, que adoro os meus alunos e que tenho uma convivência com eles espetacular, que aqui eu só deixo emergir o meu dáimon literário, que pretendo retornar à cathedra depois de meu casamento, que pretendo desenvolver estudos fora do Brasil, acompanhado de minha futura esposa; que pretendo ter filhos, mesmo com quase cinquentinha, que respeito o ser humano, que sou corintiano até debaixo d´água, que adoro jogar futebol, embora nem sempre possa jogar, que gosto de assistir aos debates futebolísticos, que sei escalações de cor de times de antanhos, como por exemplo, do meu maior rival: Leão, Eurico, Luis Pereira, Alfredo e Zeca, Dudu e Ademir, Edu, Leivinha, Ronaldo ou Cesar e Ney e que acho que tudo isso é fumaça nessa vida.  



Escrito por wilson luques costa às 19h29
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Une question, l'absurde [modifier]

« L'absurde naît de cette confrontation entre l'appel humain et le silence déraisonnable du monde. [5] ». Dans cette phrase est concentrée la puissance d’un conflit, d’une confrontation qui supporte et emporte l’œuvre de Camus. Deux forces qui s’opposent : l’appel humain à connaître sa raison d’être et l’absence de réponse du milieu où il se trouve. L’homme vivant dans un monde dont il ne comprend pas le sens, dont il ignore tout, jusqu’à sa raison d’être.

L’appel humain, c’est la quête d’une cohérence, or pour Camus il n’y a pas de réponse à cette demande de sens. Tout au moins n’y a-t-il pas de réponse satisfaisante, car la seule qui pourrait satisfaire l’écrivain devrait avoir une dimension humaine : « Je ne puis comprendre qu’en termes humains[5]. » . Ainsi les religions qui définissent nos origines, qui créent du sens, qui posent un cadre, n’offrent pas de réponse pour l’homme absurde : « Je ne sais pas si ce monde a un sens qui le dépasse. Mais je sais que je ne connais pas ce sens et qu’il m’est impossible pour le moment de le connaître. Que signifie pour moi une signification hors de ma condition[5]? ». L'homme absurde n'accepte pas de perspectives divines. Il veut des réponses humaines.

Sisyphe, par Franz von Stuck, 1920

L’absurde n’est pas un savoir, c’est un état acquis par la confrontation consciente de deux forces. Maintenir cet état demande une lucidité et nécessite un travail, l’absurde c’est la conscience toujours maintenue d’une « fracture entre le monde et mon esprit » écrit Camus dans Le Mythe de Sisyphe. Ainsi l’homme absurde doit s’obstiner à ne pas écouter les prophètes (c'est-à-dire avoir assez d’imagination pour ne pas croire aveuglément à leur représentation de l’enfer ou du paradis) et à ne faire intervenir que ce qui est certain, et si rien ne l’est, « ceci du moins est une certitude[5]. ».

L’homme absurde ne pourrait s’échapper de son état qu’en niant l’une des forces contradictoires qui le fait naître : trouver un sens à ce qui est ou faire taire l’appel humain. Or aucune de ces solutions n’est réalisable.

Une manière de donner du sens serait d’accepter les religions et les dieux. Or ces derniers n’ont pas d’emprise sur l’homme absurde. L’homme absurde se sent innocent, il ne veut faire que ce qu’il comprend et « pour un esprit absurde, la raison est vaine et il n’y a rien au-delà de la raison[5] ».

Une autre manière de trouver du sens serait d’en injecter : faire des projets, établir des buts, et par là même croire que la vie puisse se diriger. Mais à nouveau « tout cela se trouve démenti d’une façon vertigineuse par l’absurdité d’une mort possible [5] ». En effet, pour l’homme absurde il n’y a pas de futur, seul compte l’ici et le maintenant.

La première des deux forces contradictoires, à savoir le silence déraisonnable du monde ne peut donc être niée. Quant à l’autre force contradictoire permettant cette confrontation dont naît l’absurde, qui est l’appel humain, la seule manière de la faire taire serait le suicide. Mais ce dernier est exclu car à sa manière « le suicide résout l’absurde[5] ». Or l’absurde ne doit pas se résoudre. L’absurde est générateur d’une énergie. Et ce refus du suicide, c’est l’exaltation de la vie, la passion de l’homme absurde. Ce dernier n’abdique pas, il se révolte.

Une réponse, la révolte [modifier]



Escrito por wilson luques costa às 20h32
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VALE A PENA NÃO LER DE NOVO

MINUTA DE APOIO PARA A PALESTRA PROFERIDA EM 17.04.2004, NO UNICENTRO BELAS ARTES. MAS CREIO QUE O QUE EU DISSE PASSOU MAIS UMA VEZ DESPERCEBIDO. 

Para iniciarmos, cabe uma pergunta, sem a qual e sem uma resposta, nada será possível: O que é o Paradoxo do Zero?

Começo afirmando que o Paradoxo do Zero é um conceito (Begriff) filosófico, que demonstra a possível contradição que se estabelece, quando da aplicação da seguinte fórmula, tendo o número zero como agente e paciente na operação: A X B = C se e somente se C : B = A

Antes de tudo, é preciso explicar que tal fórmula foi devidamente derivada. Entretanto, gostaria de estar apresentando essas derivações, num outro possível registro. Aí sim, poderei demonstrar passo a passo.


É forçoso afirmar ainda que a palavra na sua acepção grega (paradoxo) significa inesperado. Isso nos possibilita, de uma certa maneira, evitar os
tropeços nos áridos e íngremes campos dos conceitos. Então temos em mente que paradoxo é o inesperado.

Então poderemos, a partir de agora, dizer: Paradoxo do Zero e/ou Inesperado do Zero.

Claro está que se tomarmos o significado de Paradoxo como Inesperado, nada disso evitará que encontremos contradições no caminho.

Depois da conclusão deste pequeno registro, cada qual poderá aceitar o que melhor lhe aprouver:

1 - Inesperado;
2 - Raro;
3 - Chamativo;
4- Incrível;
5 - Etc

O que não deixará de ser também cabível.

Como não tenho aspiração a colocar verdades inamovíveis, preferi paradoxo à aporia, outra palavra oriunda do grego aporia, que pode significar:

Dificuldade;
Problema;
Situação sem saída;
Apuro;
Dificuldade insolúvel;
Problema de onde não se pode sair;
Confrontação sem solução de duas opiniões contrárias.

De modo que o tempo, e só o tempo, poderá determinar se se trata de um paradoxo ou de uma aporia ou outra coisa. Então poderíamos também chamar assim: O Embaraço do Zero e/ou O Inesperado do Zero. Como me apraz a sonoridade poética, fico, momentaneamente, com O Paradoxo do Zero. O Paradoxo do Zero insere-se no campo da Filosofia, chamado de Teoria do Conhecimento. A Teoria do Conhecimento é, na maioria das vezes,
definida como a investigação acerca das condições do conhecimento verdadeiro. Eis aqui uma das inúmeras definições: 'Teoria do Conhecimento é a reflexão filosófica com o objetivo de investigar as origens, as possibilidades, os fundamentos, a extensão e o valor do conhecimento". Pode ser chamada de Gnosiologia, Epistemologia e Crítica do Conhecimento. Sendo as duas primeiras de origem grega também.

Agora vamos ao objeto de nossos estudos:

O que, na realidade, quer demonstrar o Paradoxo do Zero?

Resposta: São muitos os campos e as implicações; e um dos mais fundamentais é o que se chama de Juízos Sintéticos a priori de Kant. Tudo isso, por afirmar que se tratam de juízos universais e necessários.

Ora, se aplicarmos diretamente a fórmula para a operação com o zero, notaremos que a necessidade cede; percebam que necessidade vem do latim: necessarius - que não pode ser cedido; ou num dos conceitos lógicos: não-contradição.

No Paradoxo do Zero, fazemos uma leitura de necessário, mais como não-contradição em Kant.

Do exposto até aqui, poderemos concluir que a fórmula do Paradoxo do Zero, na certa, estabelece uma das várias contradições na aritmética.

A não ser que uma fórmula matemática não seja considerada uma fórmula matemática; mas como, se quando aplicada a alguns números naturais a necessidade não cede?

Estaríamos, então nesse caso, numa outra aporia?

Então nesse caso seria mais necessário recorrermos à filosofia da linguagem.

Que os especialistas me desculpem, mas não digam que eu não pensei uma saída!

Como diz um velho brocardo latino:
Intelligenti pauca et Gloria victis.

Ninguém mandou eu entrar nessa!

Mas não se trata, de minha parte, de mais um Casus belli!



Escrito por wilson luques costa às 15h50
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A DOXA DE NOSSA CONTEMPORANEIDADE

Descartes tem um anexim interessante sobre o bom senso, todavia não julgo também que podemos conceber uma ideia universal de verdade; e como Descartes, poderíamos aplicar aquela mesma máxima ao que concerne a esse conceito que vem nos fazendo perder as madeixas na chamada filosofia pós-moderna; a saber, o que é verdade? Julgo, cá comigo, também, que verdade não é aquilo que se queira como verdade; e mais, para ser verdade-verdade, há que comportar em si, no seu conceptus, a ideia de não-contradição, e, além, mais, de universalidade. De modo que a chamada verdade universal há que conter a ideia de não-contradição e universalidade, posto que uma mínima salvaguarda irá colocá-la no limbo como tantas e tantas outras verdades. Por isso, seria mister ficar claro que verdade particular não nos serve e nem nos serviria; e eu ainda julgo que isso seria impossível, para não dizermos, ainda mais, impensável. Na verdade, verdade, o conceito de verdade universal nos serve apenas como um leitmotiv, pelo qual seremos tocados em nossas buscas, o qual nos trará tantas outras benesses que não sejam a própria verdade; ou seja: é como se você buscasse uma agulha num palheiro, mas que encontrasse um rubi ou um diamante, porque no palheiro não havia a tal da agulha. Isso se assemelharia àquilo que na economia se denomina de benefícios colaterias ou externalidades. Por isso é preciso dizer que, quando se defende esta ou aquela ideia, mesmo que aquela comporte mais benefícios do que essa, ou essa do que aquela, não estamos falando de verdade, mas de um tipo de utilidade ou bom senso, o´um tipo de imperativo categórico etc. Há, portanto, que se fazer uma distinção entre bem/utilidade/bom senso/ética e verdade. Poderemos falar, sim, de mais autonomia e menos heteronomia ou vice-versa, mas jamais falarmos de verdade universal para justificarmos esse ou aquele pensamento que pensamos ser em nossas consciências não contraditório e universal. Ou seja, para resumir, não devemos jamais confundir verdade universal com doxa de autoridade.      



Escrito por wilson luques costa às 10h15
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Filho progênito

sob a vigília de Amália / minha tia

                                minha mãe

          tirava linha com meu pai

          sou filho

                          progênito de um amor

          censurado



Escrito por wilson luques costa às 16h28
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Uma outra província capitalista qualquer  

Os cortiços pelas ladeiras

Prostitutas e outras rameiras

Roubar comer beber trepar

Um rufião vai rufiar

Uma moto quase a voar

Um outro

              [Um Audi

A capotar

E eu vendo tudo da minha janela

Eta vida

               também besta

                                        meu deus



Escrito por wilson luques costa às 12h35
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Flor de Sevilha

       de

Mangues e Capibaribe

Estrela de Recife

Vate da precisão

Diplomata das estrofes bem concatenadas

Caranguejos de pocilgas

            são lembrados em seus versos

Lavadeiras de sabão & pedra

                                     mesmo em outras paragens

                                     atentaste para elas 



Escrito por wilson luques costa às 12h31
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quando

grávido

de

poesia

o

homem

in fieri 

gignestai

mulher



Escrito por wilson luques costa às 11h37
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PALAVRA DE POETA

- Participa de concursos literários?

- Quanto a concursos literários, deles me salvou um malogro de juventude; fui distinguido com a Menção Honrosa. E como não há coisa mais desonrosa, ela me imunizou para sempre da tentação dos prêmios e da mentira das honrarias. 

José Paulo Paes

- Por falar em imortalidade, que acha do fardão?

- ´O fardão, em primeiro lugar, me parece uma coisa de extremo mau gosto. Ele nada mais é do que uma concessão que o escritor faz à sua própria vaidade pessoal. O fardão está também profundamente ligado a uma exigência de status, não só literário, mas também social.`

Ivan Junqueira



Escrito por wilson luques costa às 11h14
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