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A MARCA DO JACARÉ E O CONSUMO CONSPÍCUO

No texto que deixei postado no blogue do Antonio Cicero, seria antes necessário ler a matéria postada do Demétrio. Discute-se muito a idéia de preconceito, mas esse é um assunto perigoso. Mas o problema é que há os críticos da renda mínima, das quotas etc. E até seria louvável uma discussão menos arcana e mais aberta: todo mundo frente a frente -- mas o problema é que não foi o indíviduo preconceituado que se autoconceituou de pobre, branco, verde, azul . E eu vejo as pessoas advogando as diferenças e eu pelo meu lado também advogo -- mas o problema é que se você não usa a ´marquinha do jacaré na camisa´ -- o outro -- que sabe que a marca dá status -- vai criar um preconceito contra você. Por isso o mesmo style e até mesmo pano etc -- mas preços com uma exorbitânica e diferença jamais vistas. E esse preço é o preço que se paga para se diferenciar. Ou seja: o indivíduo da marca jacaré sabe muito bem porque usa o jacarezinho -- já o outro, usa qualquer camiseta, porque de uma certa forma é-lhe a única acessível -- e nem sabe que o jacaré existe -- por isso não seria razoável aceitar a idéia de grupos que se estabelecem para obter benesses -- e se se agrupam, é porque os diferentes os diferenciaram assim. Portanto a idéia de raça, natureza etc, nasce antes no olhar de quem vê e aponta e não propriamente na idéia de quem sofre.
Escrito por wilson luques costa às 18h15
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ARTHUR SCHOPENHAUER

Sobre a erudição e os eruditos
´...A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração freqüenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios para sua idade...`
´Para a imensa maioria dos eruditos, sua ciência é um meio e não um fim. Desse modo, nunca chegarão a realizar nada de grandioso, porque para tanto seria preciso que tivessem o saber como meta, e que todo o resto, mesmo sua própria existência, fosse apenas um meio. Pois tudo o que se realiza em função de outra coisa é feito apenas de maneira parcial, e a verdadeira excelência só pode ser alcançada, em obras de todos os gêneros, quando elas foram produzidas em função de si mesmas e não como meios para fins ulteriores. Da mesma maneira, só chegará a elaborar novas e grandes concepções fundamentais aquele que tenha suas próprias idéias com o objetivo direto de seus estudos, sem se importar com as idéias dos outros. Entretanto os eruditos, em sua maioria, estudam exclusivamente com o objetivo de um dia poderem ensinar e escrever. Assim, sua cabeça é semelhante a um estômago e a um instestino dos quais a comida sai sem ser digerida. Justamente por isso, seu ensino e seus escritos têm pouca utilidade. Não é possível alimentar os outros com restos não digeridos, mas só com o leite que se formou a partir do próprio sangue.´
´Assim os que exercem uma ciência ou uma arte por amor a ela, por alegria, per il loro diletto, são chamados com desprezo por aqueles que se consagram a tais coisas com vistas ao que que ganham, porque seu objeto dileto é o dinheiro que têm a receber. Esse desdém se baseia na sua convicção desprezível de que ninguém se dedicaria seriamente a um assunto se não fosse impelido pela necessidade, pela fome ou por uma aridez semelhante. O público possui o mesmo espírito e, por conseguinte, a mesma opinião: daí provém seu respeito habitual pelas ´pessoas da área´ e sua desconfiança em relação aos diletantes. Na verdade, para o diletante, ao contrário, o assunto é o fim, e para o homem da área como tal, apenas um meio. No entanto, só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor, con amore. É sempre de tais pessoas, e não dos assalariados, que vêm as grandes descobertas.´
Escrito por wilson luques costa às 17h05
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Witt
2.012 In der Logik ist nichts zufällig: Wenn das Ding im Sachverhalt vorkommen kann, so muB die Möglichkeit des Sachverhaltes im Ding bereits präjudiziert sein.
Escrito por wilson luques costa às 14h23
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POSTADO NO BLOG DO ANTONIO CICERO
PREZADO ANTONIO CICERO,
Leio muito rapidamente o texto postado aqui. Mas pelo que já vi do sociólogo, não me parece algo legal não. Sabe aquelas coisas freudianas de ato falho... Pois é! Não sei nem se é disso o que o sociólogo fala -- mas o problema de caracterizar está no outro. O pobre sente a sua necessidade, até diz que é pobre -- mas aí haveria uma diferença no seu conceito de pobreza comparado com o conceito do rico-burguês que o observa com todas as categorizações possíveis -- no que denota a estratificação social. E assim poderíamos dizer sobre tudo que tange o preconceito. Só para citar um exemplo: o pobre vê-se sem dinheiro apenas -- mas o rico o vê como periférico, burro, analfabeto, sujo, inferior etc. Estou dando o exemplo da pobreza, só para estabelecermos ´etwa denkbar´ acerca de tantas outras atitudes que permeiam sobretudo e notadamente ainda a nossa sociedade brasileira. grato wilson luques
Escrito por wilson luques costa às 14h02
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Nesses dias venho me empenhando na leitura bilíngue do Tractatus. Como já disse aqui nesse blog, não tenho tido dificuldade na sua leitura. Agora nem checo quase a tradução em português. E isso que é gostoso: quando nos vemos avançando numa tal tarefa. Chego a elaborar até uma tradução que se distingue da que está no livro. São aforismos também, e todos pertinentes ao campo filosófico. Quanto ao sistema do Witt, eu não me interesso muito, nem sei do que ele pretende falar. Mas vou tentar fazer algumas aulas sobre ele em algum lugar. Mas continuo achando que Witt não disse absolutamente nada que pudesse revolucionar a filosofia. E vou mais além, me desculpem: não fez mais do que fiz no PZ! Ah, isso não! E assino embaixo. E desafio aquele que discorda para um debate.
Escrito por wilson luques costa às 13h36
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PÁGINA ABERTA - CANAL 14
Em 2002, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, eu, Jocenir e tantos outros escritores desconhecidos do Brasil, demos depoimentos sobre literatura. O que eu posso dizer é que o meu foi provavelmente descartado. Liguei no 220 e fui. A jornalista queria uma coisa clean, mas não adiantou. Fui falando como se estivesse no botche do Gérsão. Sem preparar nada. Li uns trechos dos Granizos. Ela se assutou quando me perguntou: `então o senhor é um escritor brasileiro?` -- no que eu repondi: ´não, eu sou um escritor universal` É mole? Eu sou maluco mesmo. Depois me arrependi, mas já era tarde! rs... E o pior ou melhor é que me formei em jornalismo por lá em 1983. O tempo passa!
´A Associação de Cultura Latina do Brasil (ACLB), entidade internacional que reúne artistas, escritores e pesquisadores de países de língua latina, promove anualmente um evento para destacar as pessoas e entidades que contribuíram com a cultura latina. Em novembro, no auditório da OAB/SP, 17ª seção, a ACLB entregou à TV UMC, da Universidade de Mogi das Cruzes, o prêmio de TV do Ano 2001. O reconhecimento foi pelo programa literário Página Aberta, produzido pela TV UMC em parceria com a União Brasileira dos Escritores (UBE). O programa entrevista autores brasileiros, estimula a leitura e vai ao ar pela tevê comunitária de São Paulo e em tevês universitárias.´
Escrito por wilson luques costa às 17h05
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CORRESPONDÊNCIAS
Olá Prezado Paulo,
Eu que agradeço pelo retorno e pelas suas palavras. Eu, até 2 anos atrás, estava muito empenhado nisso tudo. Mas me desgastei bastante. Hoje estou querendo a minha paz interior. Cansei de dar murro em ponta de faca. Você me parece ser um ser humano muito bom, e é disso que o mundo está precisando. Eu, particularmente, frustrei-me muito com a ambiência acadêmica plena de rasgos narcísicos. Mas se não for lá, onde iremos repercutir as nossas idéias? A idéia de paradoxo é uma idéia bem mais ampla que o PIN. Você tem razão que o PIN advém do PI -- mas ninguém ousou tal derivação. É claro que podemos apor simplesmente -a = -a -- como já se faz com o PI. Mas o propósito é justamente colocar o equilíbrio de forças embasado numa certa derivação lógica -- você deve ter percebido que o PI coloca-se sempre como uma estratégia da razão, que invariavelmente tende a um escopo político ou não e com um certo matiz. Quanto a saber sobre o zero na grécia, ´há um livro sobre a história do zero.´ Mas a idéia não é refutar Aristóteles ou Parmênides -- mas sim dizer aos que acreditam na matemática como fundamento racional único -- e não é só isso também...`
Escrito por wilson luques costa às 16h48
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CORRESPONDÊNCIAS COM PAULO GRAVINA - MESTRANDO EM LITERATURA/PUC-RJ
Olá, Wilson,
obrigado pela resposta! O seu paradoxo do zero é bem interessante e parece evidentemente verdadeiro, já o princípio da identidade negativa parece implícito no próprio princípio de identidade. Bom, também sou estudante e não sei se posso te ajudar muito. Mas de certa forma entendo a indicação do professor da PUC-SP para o doutorado, porque imagino que fazer uma ressalva no princípio de identidade seja muito mais complexo, em termos de estudo e de desdobramentos, do que o que está proposto no seu e-mail. Falo isso sem querer desmerecer a sua descoberta, mas cito, apenas a título de exemplo, a tese de doutorado de Cláudio William Veloso sobre a Mímesis (publicado pela editora Discurso sob o título "Aristóteles Mimético") que é monumental e uma das coisas mais geniais que li nos últimos tempos. Você teria que começar pesquisando o estado da questão do PI (eu não saberia por onde começar...) e responder a todos os autores que trataram do assunto.
Também não quero desestimulá-lo, acho que é um trabalho que vale a pena e trará bons resultados. Para fazê-lo no exterior (como você sugeriu) eu recomendo que você visite o site da Capes (www.capes.gov.br), que oferece bolsas de doutorado pleno, sobretudo para as áreas de ciências exatas. O problema é que os prazos de inscrição costumam ir até março, mas dê uma olhada lá se tem alguma oportunidade no momento, ou, talvez, tente no ano que vem. A Comissão Fulbright (www.fulbright.org.br) oferece oportunidades semelhantes. Você também pode tentar se inscrever diretamente nas universidades americanas (procure em "International Applications") ou européias, que, em geral, oferecem bolsas de isenção.
Sei que as coisas estão difíceis no Brasil e que vai ser difícil conseguir alguém para orientar o seu projeto, mas ainda há alguns bons professores de filosofia e matemática pingados por aí. Lembre-se que mesmo as idéias mais geniais demoraram anos para serem reconhecidas e divulgadas e muitos pensadores ficaram séculos esquecidos.
Eu sou leitor do Olavo de Carvalho e acho várias idéias e análises dele geniais, embora quase sempre cercadas de um mar de brigas que nem começo a entender. O Antonio Cícero eu conheço só dos textos que escreveu sobre poesia, mas nada me marcou realmente. Não vejo como nenhum dos dois pode te ajudar, exceto talvez divulgando suas idéias.
Espero ter ajudado. Boa sorte com o seu projeto e mande notícias mais detalhadas depois.
Abraços, Paulo.
Escrito por wilson luques costa às 10h19
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O DIA QUE FUI CHAMADO DE GÊNIO
Vocês notarão que sempre volto a um tema no blog, uma porque as pessoas têm uma certa desídia em pesquisar as datas, e outra porque o blog é o meu jornal nacional, a minha folha de são paulo, o meu estadão, o meu bild qualquer coisa. E eu como editor desse jornal, não faço outra coisa do que mimetizar o que os próprios jornais fazem -- escrever o que me interessa -- e o que me interessa -- afora todo o narcisismo - sou eu mesmo. Uma porque sou pessoa totalmente desinteressante para sair num desses cadernos culturais. Então, hoje, eu como editor -- aliás -- ao contrário de muitos que se chamam de jornalistas sem ao menos ter sentado num banquinho de comunicação social -- e não vou falar aqui -- porque posso sofrer um processo -- mas entrem no wikipedia e vejam os jornalistas e depois digam-me se eles têm a exigida habilitação -- portanto isso significa dizer que os éticos e propugnadores da ética e formadores de opinião não dão o devido exemplo. Mas não era isso que eu estva falando não...! E o que era? Ah! Era sobre a minha profissão como editor aqui desse blog. E como sou muito autocentrado, escolhi para o lead de hoje O DIA QUE FUI CHAMADO DE GÊNIO. Bem, eu sei que isso irrita deveras as pessoas -- e querem saber de uma coisa -- nem inteligente eu sou, muito menos gênio -- mas o fato é que se não me falha a tal memória - num determinado dia de 2004/5 -- por aí -- eu estava lá na FNAc -- lá na parte das revistas, quando, de repente, avistei o senhor Ferando Jorge -- senhor assaz rato de bibliotecas e sebos -- tópos oportuno onde pude conhecê-lo -- e ele me perguntou o que eu estava fazendo -- e folheando uma revista -- e eu lhe disse que eu estava estudando grego e perdendo um mestrado em philosophia na puc -- quando me falou de um colega seu que estudava grego e disse-me ainda que achava a sonoridade muito bonita -- quando que de repente pediu-me para falar uma frase -- no que informei que o grego era mais instrumental -- mas como tinha umas frases já feitas, eu as balbuciei -- e ele me falou que eu tinha uma dicção muito boa -- e aí perguntou-me mais -- e eu lhe disse que vinha desenvolvendo uns estudos e lhe falei se eu podia em dois minutos ali lhe demonstrar -- no que anuiu de imediato -- só pedindo para irmos na parte dos fundos e de fora da livraria que dá para a Al. Santos. Ali mesmo comecei a falar do Paradoxo do Zero, quando repentinamente ele me falou: ´eu já entendi, com aquela voz dele bem postada, você garoto é um gênio, e começou a se curvar em minha direção -- e disse-me assim -- eu me curvo à sua inteligência -- aí nessa cabeça ..não sei não... deve ter uns neurônios a mais ... se você morasse na europa você teria uma estátua ... mas no Brasil é assim mesmo ... e eu lhe disse: muito obrigado seu Fernando... que é isso... e eu com aquela blusa e aquele jeans e continuava ... e você humilde assim... muito obrigado seu Fernando... Depois foi falando de gênios mesmo da humanidade que não tiveram o reconhecimebto em seu tempo... Pediu-me para lhe mandar o material, coisa que fiz na mesma semana ... disse-me depois que o texto saiu no painel do leitor da revista imprensa -- mas nunca mais tive um contato pessoal -- a não ser um último na livraria duas cidades... Saí de lá e encontrei-me depois com a Raquel perto do Masp... e disse-lhe assim: sabe, Raquel, eu encontrei com um jornalista e falei do PZ e ele começou a se curvar diante de mim e começou a falar que eu era um gênio... nossa, eu estou até assustado... E ela quieta me olhando... De lá seguimos para a rua Augusta para encontrarmos uma colega poeta que lá nos aguardava.
Escrito por wilson luques costa às 12h16
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TRACTATUS

1. Die Welt ist alles, was der Fall ist.
1.1 Die Welt ist die Gesamheit der Tatsachen, nicht der Dinge.
Escrito por wilson luques costa às 18h46
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Ontem na Livraria Cultura comprei o Tractatus de Wittgenstein e um outro de Viktor Frankl.
O do Frankl li tudo sobre a logoterapia e gostei muito -- embora se fosse em outros tempos, eu tentasse desconsiderá-lo e elevá-lo à condição de auto-ajuda. Mas não é mesmo. Aliás eu estou tentando fazer uma amarração entre Frankl, Ortega e Nitiren Daishonin, que venho aprendendo através do budismo. Fiquei sabendo também ontem que o escritor cubano da trilogia é budista. No que tange ao Witt, adquiri o livro mais pelo alemão. Pois o livro é bilíngue. Eu já tinha lido em 2006 ou 2007. E como não tenho dificuldade no alemão de Witt, vou me entusiasmando -- não com a sua philosophia que é bem obscura para mim -- e o pior ou melhor é que eu não estou sozinho, porque Russel lhe deu o doutorado mais por precaução. É sempre de bom tom ter uma certa precaução com os chamados gênios -- mesmo que não os sejam num futuro bem distante. Mas é como na esportiva: meu, bota um triplo aí e assunto encerrado!
Escrito por wilson luques costa às 13h29
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CORRESPONDÊNCIAS
ÁPORO
Um inseto cava cava sem alarme perfurando a terra sem achar escape.
Que fazer, exausto, em país bloqueado, enlace de noite raiz e minério?
Eis que o labirinto (oh razão, mistério) presto se desata:
em verde, sozinha, antieuclidiana, uma orquídea forma-se.
DRUMMOND
Prezado Wilson Luques Costa,
Eu me chamo Paulo e faço mestrado em literatura na PUC-RJ e também gosto bastante de filosofia. Recentemente, conheci o seu blog e fiquei bem interessado pelos comentários sobre Wittgenstein, não porque sejam um grande "insight" sobre o autor, mas porque concordo plenamente com o que está dito ali sobre ele.
Fiquei também interessado pelo tal "Paradoxo do Zero" e pelo Princípio de Identidade Negativa, comentados na maioria dos posts. Entretanto, não pude achar maiores referências sobre o assunto, exceto que O Paradoxo do Zero é um ensaio filosófico registrado na Biblioteca Nacional. Também procurei seus livros na livraria cultura e na estante virtual, mas só achei, na segunda, um livro chamado "Os Granizos dos Deuses", que não parece tratar do assunto. Queria saber onde posso encontrar o artigo sobre o Paradoxo do Zero.
Abraços e obrigado pela atenção, Paulo Gravina.
Escrito por wilson luques costa às 13h13
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Olá Prezado Paulo Gravina,
Antes de tudo, muito agradecido pelo contato.
A idéia de Paradoxo do Zero surgiu-me justamente quando eu também cursava mestrado em filosofia na PUC-SP. É verdade, eu escrevi um texto muito célere no intuito de um registro na Biblioteca Nacional. Pretendo ainda escrever um opúsculo sobre o assunto -- mas sem as divagações filosóficas. Resumindo, eu posso dizer o seguinte: derivei uma fórmula de verdade para os números -- sobretudo números naturais - nos quais insere-se o zero. A fórmula é a seguinte: A x B = C SSE C: B = A
A partir desse ovo de colombo encetei o trabalho com qualquer número natural, a saber:
A = 2
B= 3
aplicando a fórmula: A x B = C sse C: B = A --------- 2 x 3 = 6 sse 6: 3 = 2
Note-se que não há a chamada contradição e nesse sentido poderemos trabalhar com todos os chamados números naturais.
Agora para não nos estendermos demasiadamente, aplicarei a mesma fórmula para o zero:
A = 1
B= 0
1 x 0 = 0 sse 0 : 0 = 1
Note que haveria uma contradição aí diante dessa fórmula. E a partir daí faríamos inúmeras perguntas à propria matemática e à própria filosofia da linguagem. Na realidade, isso de PZ dá pano para manga. Mas resumindo um pouco mais: a matemática informa que não podemos dividir por zero. Então o que fiz? Fui no princípio da identidade e fiz uma ressalva no PI , tirando assim a sua universalidade. O que fiz foi o seguinte: O PI diz que A = A
mas note que é uma relação de igualdade -- e isso me impediria de trazer o A posposto à igualdade, porque incidiria no que se segue: A/A = 1
no caso de
para A = 0.
Prezado Paulo, eu infelizmente não tenho tido o espaço no Brasil. Muitos professores da USP ignoraram e na PUC-SP um professor indicou-me para o doutorado - mas um outro professor ignorou-me. >
Daqui a pouco encaminho um outro e-mail sobre o princípio da identidade negativa.
Eu vou elucidando aos poucos esse meu pensamento que tanto elucidar.
Muito obrigado e um abraço sincero do wilson luques costa
Escrito por wilson luques costa às 13h12
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:Desculpe-me pelos pleonasmos e pelos erros de digitação.
Prezado PAULO,
Se compreendemos a idéia do Paradoxo do Zero, poderemos fazer então algumas perguntas à matemática, à lógica, à filosofia da linguagem, a Fichte, Kant -- como por exemplo à matemática;
Por que pela fórmula 1 x 0 = 0 --- só seria verdade sse 0 : 0 = 1
Nesse sentido, a matemática entra contradição consigo mesma, pois nos solicita um ato de fé, que seria contrário à ratio.
As perguntas são inúmeras, por isso a necessidade de um opúsculo ou uma tese aqui ou fora do Brasil.
Como você deve acompanhar, vez em quando, o meu blog, você já deve ter lido os encômios que recebi de Olavo de Carvalho, Antonio Cicero e tantos outros que não postei -- ou feitos somente pela oralidade.
Quanto à idéia de Princípio da Identidade Negativa, é, na verdade, uma derivação do Princípio Clássico.
se A = A
ENTÃO
A - A = 0
ENTÃO
-A = -A
Nesse sentido, poderemos opor um princípio da identidade negativa. É evidente que isso gera uma outra tese. No meu blog, eu tenho publicado o meu pensamento. Mas o blog é uma leitura muito ligeira. O que posso informar é que a idéia do Paradoxo vem resitindo já há 6 anos, no conceito popperiano de tese, não obstante à margem da cathedra. Você deve notar que eu sou muito arrogante no meu blog, emboa seja muito cordial no dia-a-dia -- mas é uma maneira depuradora apenas.
O que sempre digo é que o PZ é um conceito e que os escritos de outros filósofos esbarram nele.
Mas estou muito feliz pelo seu e-mail.
Escreva sempre.
POSSO LHE ENCAMINHAR OUTROS E-MAILS. SE VOCÊ FIZER UMA VARREDURA NO BLOG, VOCÊ VAI ENCONTRAR MUITA COISA FRAGMENTADA SOBRE ESSE ASSUNTO. >
MAIS UMA VEZ UM ABRaÇO CARINHOSO DO
WILSON LUQUES COSTA
Não revisei o texto, por isso releve os erros cometidos.
PREZADO PAULO,
Faltou acrescer o seguinte, no que concerne à ressalva ao Princípio da Identidade;
A = A sse # 0
(#) Leia-se diferente de zero. Por isso o PI perde a sua universalidade, não podendo, portanto, responder como um axioma insofismável. Há muito mais coisas. Eu tenho anotado até em papel de pão. Falta organizar tudo isso. Mas de tanto explicitar aos colegas -- não demoro mais que dois minutos para colocar esse meu arrazoado.
wilson luques costa
Escrito por wilson luques costa às 13h12
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A MEMÓRIA É FALHA, O RECONHECIMENTO TARDIO, OS AMIGOS SÃO POUCOS, AS TRAÇAS ROEM AS NOSSAS CORRESPONDÊNCIAS E A VAIDADE É TOSCA! II
Para quem pensa que eu me sustento dos encômios dos ´grandes´ intelectuais: ledo engano! Posto abaixo as palavras de dois colegas que estudam e sabem filosofia -- aliás dois jovens da maior capacidade intelectual. O Raffa que tem uma escrita de revolta que me agrada muito -- aliás, já o disse certa vez -- tem tudo para enveredar para a literatura -- e o Paulinho Videira -- que tive o prazer de conhecer numa dessas atribuições de aula pelo estado para professor de filosofia -- e eu lá conversando com outros tantos professores sobre os meus loucos pensamentos -- e os caras de saco cheio, como me dizendo; meu, zarpa! quem é você? meu negócio é Kant, Fichte, Bodin...! Mas o Paulinho encostou lá e eu lhe relatei sobre o paradoxo -- achou interessante etc. Resumindo: esteve em minha casa; estive na sua -- estivemos juntos nos sebos -- tomando café -- perambulando. O blog dele está linkado aqui -- bem como o do Raffa. O Paulinho sabe grego e hebraico! E é um cara que gosto muito! Discorre muito bem sobre filosofia -- mito mais que eu! É como eu já disse: o meu negócio é problematização! Mas as pessoas me confundem, e pensam que gosto de arrumar problemas pessoais! RS...! BRASIL! Mas escrevo tudo isso para apor as palavras desses dois grandes e inteligentes colegas. Nada impede que mudem de opinião... é óbvio! Ao Paulinho dei o meu dvd sobre o Paradoxo do Zero! É evidente que não encerro tudo ali! Mas está registrado!
RAFFA
http://pub66.blogspot.com/
Com a permissão do grande sábio Wilson Luques Costa.
´Nunca tive o menor respeito para com intelectuais. Na verdade sempre os desprezei. Minhas discussões com os USPianos que conheci, terminam sempre de maneira abrupta, onde volta e meia eu os mando enfiar a arrogância deles no cu. Tudo o que eles tanto enaltecem em si próprios na verdade pertencem não a eles. Mas sim a Nietzsche, Kant, Karl... enfim, a pensadores do passado. Todos mortos. Não que eu não goste dos mortos. Pelo contrário. Por muito tempo, eu só conversei de verdade com eles. A Jeniffer sabe. E sabe muito bem também o que mudou. E porque mudou. E porque não dizer, qual a causa primeira dessa mudança. Os USPianos ainda não se deram conta de que o que eles tanto prezam, pode ser conseguido por um mané como eu pelo custo de 3,00$ de multa na biblioteca municipal de Sto. André. Ou na biblioteca Vegueiro. Cada uma com seu charme. E qual a minha surpresa, quando encontro alguém, com o mesmo desprezo pela universidade quanto eu. E ainda por cima, um filósofo. A mim, ele apresentou o que ele mesmo batizou (!!!) de Paradoxo do Zero. Um sistema lógico que não faz nada além de derrubar toda a matemática de Peano. Só isso. Na verdade, eu incluiria aí também entre os derrubados, Gödel, Russel, Poincaré, Cantor, os Bourbakis... e mais um sem número de matemáticos e lógicos que constroem axiomas e proposições considerando o zero.´
PAULINHO VIDEIRA
http://naohamelhores.blogspot.com/
´Todo o começo literário é sempre difícil e trabalhoso, por isso talvez, eu não tenha vastos conhecimentos sobre a literatura, meus livros preferidos, sempre foram os de história e os de filosofia e para relaxar, livros de teologia e de esoterismo ocultista, como por exemplo os manuscritos do mar morto e os apócrifos, os manuscritos de NaggiHammad, o evangelho de Judas e outros tantos textos do gnosticismo copta, como a Pistis Sofia, o livro da fiel sabedoria divina, os propósitos de minhas leituras são meras tentativas de se alcançar algo transcendente as normas acadêmicas vigentes, nunca fui um bom "problematizador" filosófico, sempre me fiz prisioneiro dos meus achismos e crenças pessoais, mas que não refletem qualquer ligação com as instituições de plantão, sejam milenares e ou, centenárias, sempre tive problemas com grandes romances, confesso, que me tornei leitor apenas de Machado, Augusto dos Anjos, e outros renegados, leio textos de jornalistas polêmicos, como o sr Olavo de Carvalho e Arnaldo Jabour, mas tenho grande apreço pelos trabalhos literários e filosóficos deste cara, o Wilson Luques Costa com os seus contos em dois livros legais; Contos de Arrabalde e Os granizos dos Deuses simplesmente paradoxais e surpreendentes, fora, suas teorias filosóficas arrebatadoras em direção contrária as da Academia, tão afirmadora dos Eurocentrismos e Americanismos, uma vivacidade muito expressiva e isto causa medo dele( o Wilson é Filósofo)...´
Postado por Paulo Evaristo Videira de Lima às 15:39
# PAULINHO E RAFFA!
Vocês são a razão, por que não desisto desse meu Brasil!
Muito obrigado mesmo!
Escrito por wilson luques costa às 10h55
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A MEMÓRIA É FALHA, O RECONHECIMENTO TARDIO, OS AMIGOS SÃO POUCOS, AS TRAÇAS ROEM AS NOSSAS CORRESPONDÊNCIAS E A VAIDADE É TOSCA! I
EMBORA EU NÃO DESFRUTE DA AMIZADE ESTREITA DESSES INTELIGENTES COLEGAS -- ALIÁS, POR EU SER OU FAZER O PAPEL DE UM CHACRILONGO -- DEVEM ME ACHAR O MAIS CHACRILONGO DOS CHACRILONGOS --MAS VÃO AÍ ALGUNS EXCERTOS DE CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS DELES. PELO QUE SE NOTA, NÃO SÃO INTELIGÊNCIAS QUE DEVERÍAMOS MENOSPREZAR.
O MEU MAIS PROFUNDO AGRADECIMENTO
OLAVO DE CARVALHO
http://www.olavodecarvalho.org/

´Tenho a maior apreciação pelos seus estudos´
´Acho os seus estudos interessantes e valiosos´
´Ora, a quantidade é um domínio em particular, e portanto as regras da aritmética só equivalem indiretamente e imperfeitamente às da lógica geral. Daí os paradoxos que você tão certeiramente assinala.´
ANTONIO CICERO
http://www2.uol.com.br/antoniocicero/
´achei muito intrigantes e originais as suas ponderações sobre o princípio de identidade e o paradoxo do zero. ´
Escrito por wilson luques costa às 17h10
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ANEXINS HELENOS
É verdade: estudei 5 semestres de grego no mosteiro de São Bento -- como vocês estão cansados de saber. Mas infelizmente tive que dar um tempo --, por conta das aulas de philosophia e outras tantas demandas. Todavia isso não se torna um obstáculo para mim. É evidente que se eu estivesse lá no mosteiro, eu estaria, supõe-se - muito mais avançado. Há certos momentos que fico de saco cheio e me desinteresso e nem pego dos textos e livros de grego. Entretanto, quando retorno, vou pegando o jeitão da coisa. Nesses dias tenho acompanhado os textos de MÊNON e PARMÊNIDES - e confesso que tenho até que lido razoavelmente. Acompanho também o livro de exercícios da VOZES, bem como a parte teórica. Abaixo 5 anexins que constam no livro de Prática -- e não obstante já execelentemente traduzidos -- eu procurei também dar um outro olhar. Na verdade, não difere muito do livro. Mas eu tentei elaborar umas inversões que tendem mais a uma sonoridade poética.
Escrito por wilson luques costa às 15h54
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ESBOÇO DA LOUCURA V
Mas isso não quer dizer que a moderação seja salutar e boa! Para que sair com as três amantes num espaço menor que 24 horas? Não! Isso não é bom para a sua saúde! Claro que trabalhar, vez em quando, é bom! Mas vá com muita moderação!
Ou você quer ficar louco?
Saiba que os excessos podem lhe levar à loucura! E eu não quero ter um paciente louco como cliente! A normalidade para mim é tudo! Devemos ser moderados! Eu lhe recomendo a leitura dos estóicos! 
Mas não vá exagerar! Nada de incensos da riqueza! Da pobreza! Da maldade! Da inveja! Da volúpia! Da sagacidade!
Aliás, penso que você deve praticar todos os pecados! Não! Não se abstenha da inveja! A inveja é um sinal de sabedoria! Porque mostra a nossa incapacidade diante de nosso semelhante!
Escrito por wilson luques costa às 13h12
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OS GUARDANAPOS DE PICASSO
Eu estou tentando postar aqui, com as devidas ilustrações, os meus dois livros já publicados. Eu, particularmente, tenho gostado bastante. É um trabalho de editor de que sempre gostei. Gosto de trabalhar os ícones juntamente com os textos. Às vezes, não tenho tempo e é demorado, porque fico procurando a figura na net -- a que melhor iconiza as palavras. Da minha parte, considero o que está sendo publicado aqui, por enquanto, o livro final. É como dizia Borges, ´publicamos para nos livrar dos originais`-- senão ficamos corrigindo e corrigindo, até canibalizar todo o texto, como fiz com muitos. Está saindo algo meio influenciado por gibi, e eu que nunca li um gibi na minha vida. É mole? Esse é o meu primeiro gibi. O leitor que quiser, poderá imprimir e ter o seu livro por custo zero desse autor. Depois não reclame, que perdeu a oportunidade de deixar para os seus filhos uma herança para o Sothebys.
Escrito por wilson luques costa às 11h14
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O CRÍTICO GLABRO
SIM, EU VOU DIZER: NÃO!
Vire e mexe, recebo, via e-mail, correspondências-, uma porque o meu e-mail consta lá na lista do indivíduo -- vai saber por quê--, é como essas empresas que nos ficam felicitando sobre a nossa efeméride. Deleto na hora. E hoje recebi sobre uma palestra de não sei quantos poetas, que um crítico jovem irá fazer. A pessoa que me encaminhou é boa figura e trabalha na área da Cultura, mas lamento dizer que não irei. Lembrei-me de Schopenhauer que recomendava não ler nenhum livro ou ouvir qualquer crítico que não tivessem mais de 50 anos de resistência. E esse crítico, pelo que me parece, nem sequer ostenta ainda as primeiras suíças por fazer.
Escrito por wilson luques costa às 19h41
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SOLANO TRINDADE
De: Projeto Solano Trindade 100 Anos [mailto:projetosolanotrindade@yahoo.com.br] Enviada em: sexta-feira, 18 de julho de 2008 16:42 Para: Assunto: Solano Trindade 100 Anos
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Caros amigos,
temos a satisfação de convidá-los para o lançamento do nosso documentário Solano Trindade 100 Anos. Segue em anexo o convite..
Contamos com a presença de todos
Grande abraço
Alessandro Guedes e Helder Vieira |
Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com. >
Escrito por wilson luques costa às 18h32
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ESBOÇO DA LOUCURA IV
Eu vou lhe receitar um regime que deve ser seguido à risca, senão não obteremos uma melhora eloqüente: bem, a partir de hoje, sem nenhuma procrastinação, você não poderá ter mais que três amantes! A composição pode ser feita da maneira que lhe aprouver: poderá ser três loiras; como poderá ser três morenas -- como poderá ser duas loiras e uma morena, ou duas morenas e uma loira -- mas jamais ingeri-las de uma vez, poque poderá sofrer uma congestão sexual, que poderá impossibilitá-lo nesta prática para sempre, sem atentarmos para o fato de que ainda possui uma bela esposa lhe aguardando em casa, embora saibamos que a dose será mais moderada, já que comida caseira hoje em dia está mais frugal do que nunca, ou pensar no fato, que jamais deveremos olvidar, de que este regime é seguido rigidamente pelas mulheres muito bem casadas em nossa sociedade: elas têm absorvido uma quantidade bastante razoável de garotos de programas ou personal trainers que fazem um trabalho de consumação imediata muito eficiente!
Escrito por wilson luques costa às 14h31
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ESBOÇO DA LOUCURA III
Eu apenas lhe recomendo algumas moderações: como essa coisa de se achar Deus ou qualquer herói mitológico
ou essa crença de ser enterrado ao som da heróica.
Eu lhe recomendo uma redução substancial de sua frota de caminhonetes.
As contas bancárias, eu julgo que devem ser moderadas. Se muito, dez contas com dois milhões de dólares cada.
Claro que as contas da Suíça devem ser degeladas e delegadas às suas amantes.
Escrito por wilson luques costa às 10h53
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ESBOÇO DA LOUCURA - II
E no serviço?

Quer dizer então que já não faz mais fofocas de seus companheiros e inventa estórias cabeludas? E quanto às mães de suas amigas? 
Posso ficar sossegado quanto ao seu desprendimento junto àquelas senhoras mais austeras? Quer dizer então que parou de beber gim com coca-cola misturados com tang e cavalinho? Já não quer mais sair dirigindo a 200km por hora
e sair atropelando os transeuntes pelo meio do caminho? Posso ficar tranquilo quanto às avarias dos capôs de todos os veículos da cidade? E a vontade de ser Napoleão, Catarina de Medicis, Rasputin, Mussolini?
Bem... Na verdade, eu tenho percebido ao longo desses anos todos que você tem sofrido melhoras consideráveis... Comparando o seu prontuário, eu penso que você, realmente, com efeito, verdadeiramente, efetivamente, absolutamente, por todos esses quadrantes, eu decididamente
Eu tenho muito pensado e até refletido muito... E quando vejo você, eu vou percebendo que, ultimamente, ademais, tirante um senão ou outro fora dos patamares lineares da absorção dos fatos empíricos e retilíneos...Eu acho até que tudo tem fluido para uma melhora considerável... As casuísticas e o modus vivendi que temos praticado e tirante algumas disfunções não tão precípuas -- como se tem apregoado e reduzindo um certo silogismo absoluto 
ou desviando desse maniqueísmo secular, eu penso que não necessitaremos de Freud 
nem de Jung ou como dizem as donzelas: Jungue... O máximo que precisaremos é de uma dose ínfima de Rogers ou uma pitadinha de Lacan Mas eu julgo que você está muito bem!
Escrito por wilson luques costa às 13h54
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ESBOÇO DA LOUCURA - I
Bem... Fale-me de seus problemas! Bem... Eu não tenho problemas! Como não tem problemas? Eu estou até que um pouco melhor! Então quer dizer que já passou aquele desejo incontrolável de matar a todos que você encontra no meio do caminho?

Então quer dizer que passou aquela vontade de sair com todas as mulheres que você conhece?

Então quer dizer que está respeitando a vizinha do número 26? a do número 38? e as dos números 45 e 72? Quer dizer que parou de se masturbar quando vê a Glorinha, a sua sobrinha? E a megalomania? O que você tem a me dizer sobre a sua megalomania? Quer dizer que já não furta mais cinzeiros de motéis nem palitinhos de restaurantes de beira de estrada? E as calcinhas das empregadas?

Quer dizer que parou de roubar do varal as calcinhas das empregadas de seus vizinhos? Quer dizer que já não prefere mais as calcinhas de lacinho? 
E quanto às porcas e galinhas?

Quer dizer que eu já posso ficar tranquilo sobre esse desejo infrene de traçar as porcas e galinhas do sítio de seu Pedro das pitangas? E quanto às cunhadas? Quer dizer que já não bolina mais as cunhadas e as cocunhadas, quando vai às festas de casamento ou aniversário ou quando está sós com elas?
Escrito por wilson luques costa às 14h37
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OS GRANIZOS DOS DEUSES - XXI

Políticos e artistas estupefatam-se diante de uma escultura, um quadro ou um belo livro de sonetos. Nos vernissages conversam e detalham todos os aspectos eloquentes do pensamento inserido nas obras de arte. Esmiúçam as mais recônditas idéias: falam da laicização! falam do profano! argumentam sobre a estilística contemporânea! engendram loquacidades não intencionadas pelo artesão ou poeta! vão do chinfrim ao magnificente! atomizam-se ante a deformidade das linhas de um cubista! dobram-se ao verso escandido irregularmente! projetam a dissidência de um movimento!!!

As taças de champanha transbordam nas mãos dos honoris causa do pensamento! 
resgatam Weber e Durkheim ou pedem socorro a Mauss! seus próprios pensamentos não se alicerçam sem um fundamento embasado numa dialética sufragada pela erudição... Alguém tem que falar por nós, Proserpina! E eu lhe falo: necessitamos de mitos! Necessitamos ter a corroboração de nosso pensamento para que possamos caminhar livres pelas obscuras sendas do irreal; para que possamos suportar esse mundo de semiverdades e de aparências que nos circunda! Esse mundo da não verossimilhança! Fora dos vernissages, Proserpina, nem tudo nos é permitido! Interditos são certos achaques ou comportamentos! Por isso, Proserpina, eu lhe dou esse mundo de Hades!

É nele que poderemos transitar livrementes!
Escrito por wilson luques costa às 15h13
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MEMÓRIAS DA VILA RÉ
AS FALSAS MISSIVAS AMOROSAS

A idéia de memória é uma idéia de filtragem -- embora não saibamos como se dá, com efeito, essa idéia de filtragem. Muitas vezes, nos assomam coisas não tão significativas assim nas nossas vidas. Às vezes, é uma coisa mesmo corriqueira, que - aos olhos dos outros - seria mais um tipo de platitude ou truísmo. Mas a idéia de significação fica mais a cargo do cérebro, que no momento detona a fagulha da lembrança. E uma das lembranças que me vem agora é quando gostávamos de ser missivistas amorosos. O nosso intuito era escrever cartas aos nossos colegas, fingindo ser aquelas meninas, que os nossos colegas amavam em seus amores platônicos; gostávamos de sentir a reação deles todos -- digo deles, porque a recidiva se dava comigo também. Éramos, portanto, naquelas escritas lúdicas, vítimas e algozes. As falsas cartas de amor nos davam taquicardia ao perceber um possível amor correspondido, que, na verdade, era mais o amor pelo lúdico -- pelo simples fato de simplesmente brincar de se correponder.
Escrito por wilson luques costa às 11h02
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MEMÓRIAS DA VILA RÉ
OS JOGOS DE TÔMBOLA E SETE E MEIO NA CASA DE DONA CIDA

Hoje, isso - com o politicamente correto (vixi!) - daria até cadeia, mas uma das minhas maiores alegrias era jogar aos sábados sete e meio ou tômbola na casa da d.Cida. Era eu, Carlinhos, Cibalena, seu Zé pretinho, João, Betão e o irmão do Betão, Marcos e outra renca. Passávamos mais de sete ou oito horas jogando. É evidente que a gente sempre perdia. Mas perdia pouco, poque era algo similar a dez centavos hoje. O sete e meio eu adorava, principalmente quando eu era o caixa e eu dizia: ´ venha, que eu moro na penha´... O problema é que a dona Cida, quando estava perdendo, ela ia lá no seu quintal e começava a jogar arruda na gente. E eu adorava e falava: ´vem carta a tanto e tome e tome e tome...´... Mas ela fazia tanto vudu que a gente quando ia ver já tava duro -- nem para as sfihas do China que íamos comer todo sábado também. Lembro-me que o seu Zé pretinho - aliás figura maravilhosa - dizia: ´peguei uma carta escalafobética e essa ninguém me tira´ - mas na verdade era blefe... Quando íamos ver, já eram duas ou três horas da manhã... Isso para mim, porque a dona Carmem gritava lá debaixo: wilsonnnnnnn! E era chinelada na veia... Posso falar isso, porque hoje sou especialista pela USP (vejam) nessa matéria... E não recomendo... Mas o chinelo corria solto...No outro dia eu ficava sabendo que o jogo estava ainda correndo... O máximo que fazíamos era fumar um chanceler ou luiz XV -- eu gostava do luiz XV para impressionar as gatinhas, que vez em quando pingavam na área... Hoje não vejo mais ninguém, mas tenho uma saudade desses dias de tômbola e sete e meio, quando eu cometia a minha hybris com as arrudas da dona Cida... Quanto às sfihas do china, vou relatar noutro dia...Aguardem!
Escrito por wilson luques costa às 17h30
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Memórias da Vila Ré
O BAR DO GÉRSÃO
O meu point, quando adolescente, como diziam: se querem me achar: vão lá no bar do gérsão. O bar ficava na esquina da corim, então para mim era só subir e ficar lá na esquina com a itinguçu, que sempre um colega aparecia. É óbvio que tomávamos as nossas brejas. Mas o gostoso era o bate-papo sobre tudo -- sobretudo futebol, mulheres e mulheres -- além de ficarmos observando as ´minas´passando pela avenida, chegando de seus respectivos trabalhos. No bar do gérsão havia duas mesas de ´snooker´e duas ou três mesinhas de bilhar. Foi lá que aprendi a jogar um pouco de vida e snooker. Tampinha nunca gostei -- e do bilhar, só quando não dava para jogar ´snooker`. Não vou dizer que eu jogava bem, porque, perto das feras que havia, seria uma heresia da minha parte. Dizem também que o meu pai foi um grande jogador de snooker ´- ele e um tal de Nivaldo -- como o meu pai é Edvald, a dupla ficou famosa -- não obstante saber que havia um outro que era fera demais, cujo nome não me recordo. Vínhamos dos bailes e ficávamos no gérsão. Mesmo quando eu estudava em Mogi - na UMC -- eu dava uma passadinha toda noite para encontrar com os amigos, depois daquela viagem no trem dos estudantes. Certa vez, eu me recordo que no snooker, saí de cinco, fechando o três, depois fui no três novamente, e caçapa, depois quatro, quatro de novo, cinco e cinco, seis e seis, sete e...e o colega jogou o taco na parede. Fiz isso algumas vezes, mas me contam que meu pai fazia sempre, que além de snooker era um grande jogador de dominó também. Mas meu pai nunca gostou que eu frequentasse boteco. Aliás, eu transformei esse jogo de snooker num soneto postado e perdido por aqui. Tínhamos uma conta mensal no bar do gérsão, e no dia do pagamento era um deus nos acuda ver aquela lista -- porque mandávamos baixar dúzias e dúzias de cevas enquanto o pagode rolava -- cantávamos samba, pagode que iam muitas vezes até as seis da manhã. Mas eu sempre fui um cara na minha - mas boy falastrão e independente. Nunca entrei na onda de ninguém. Tinha os meus amigos certos. Quantas vezes eu ficava lendo no bar do gérsão,

enquanto esperava os meus amigos. Lembro que li uma primeira biografia de Nietzsche. No meu livro contos de arrabalde, há um conto que se chama diálogos de balcão inspirado na ambiência desse botche. Mas os meus amigos eram o Carlinhos, Cibalena, Eliseu, Giba e o Geraldo. O giba, infelizmente faleceu por um problema cardíaco. Os outros colegas encontro vez em quando. E o mais estreito, até pela afinidade intelectual, é o Geraldo - mas não vou me estender sobre ele -- porque ele merece um capítulo inteiro de inteligência e de talento, mas sei que ele não gosta. Quanto aos demais, tenho o maior carinho, mas nos encontramos só quando vou à vila ré, ou nas eleições - mas todos casados. Havia outros colegas legais também, como havia os que suportávamos, como eles nos suportavam. Na realidade, um bairro é uma coisa meio fantasiosa, é como uma grande família, parece coesa aos olhos alheios, mas vista de perto terá também os seus problemas e as suas idiossincrasias. Eu, muitas vezes, em minha vida, não vou negar, senti-me meio macambúzio por certos preconceitos que já sofri -- não tanto pela condição social e financeira, mas porque não pude ter, não sei por quais injunções, e as injunções são as minhas mesmas, uma formação nas grandes universidades. Quem lê esse blog, vai perceber certos ataques que eu faço a esse elite tosca -- e o faço porque fui muitas vezes boicotado por certa intelligentsia. Eu já falei isso muitas vezes aqui, mas não vou deixar de repetir, a nossa sociedade é burguesona em tudo -- principalmente no que tange à educação - e não raro me deparo com isso ainda. É aquela coisa de: onde você mora? Onde você estuda? E aí te julgam, como tantas vezes me julgaram por eu não ter estudado na USP ou morar num bairro periférico -- e é óbvio que não poderia estudar, como um cara, que foi botequeiro como eu, poderia estudar na USP? Como poderia passar no vestibular da USP, com o que aprendi no colegial? E vamos e venhamos que é muito melhor do que se apresenta hoje em dia... Vejam: tive inglês, música, francês ospb etc... é que relaxei por inúmeros problemas de um garoto pobre. Nunca fui rico. Fui um garoto pobre. Mas fui no primeiro ano do ensino básico o segundo aluno da classe com média final 98. Tive chamada oral e tudo mais. Outra coisa: hoje já passados tantos anos, fui e sou autodidata, já estudei na usp, puc, mosteiro, são judas, grego, latim e hoje tiro o maior sarro desses babacões que estão por aí -- achando-se a elite de merda. Eu só fico rindo daqui e observando: fazendo citaçõe toscas em latim, grego -- pensando que só tem babaca que não entende do babado. Mas não é isso que quero falar não... Eu quero falar que por conta dessa minha intriga com tudo isso, uma colega minha falou-me uma vez: Meu amigo, Wilson, você não nota que a sua vida é de uma riqueza incomensurável? Além de vivenciar tudo isso, além de tudo e ainda trafega pela cultura geral -- com efeito: essa minha amiga era uma sábia mesma -- pena que ela se foi nesse último verão sem ao menos me avisar...
Escrito por wilson luques costa às 10h32
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MEMÓRIAS E HISTÓRIAS DA VILA RÉ
A Vila Ré, de uma década para cá, vem se verticalizando e se transformando numa pequena cidade. Os antigos terrenos de 540 metros quadrados - como o de meus avós - são adquiridos pelas imobiliárias -- que constroem de 7 a 10 casas -- auferindo, provalvemente, um lucro substancial. Além dessa transformação na sua arquitetura, nota-se também um novo contigente em sua população. Sobretudo nos prédios que são erguidos numa velocidade cada vez maior.

Não é raro, nós, um dos primeiros moradores, num breve passeio, ficarmos sem reconhecer um velho conhecido. A própria rua onde morei, por mais de 25 anos, mudou radicalmente, embora alguns colegas residam lá ainda. Mas que a Vila Ré se transformará numa cidade em questão de anos, disso não tenho dúvida alguma. É próxima do metrô. Já possui bancos, escolas de inglês, francês e alemão. Grandes farmácias. Mas guarda um pouco o brilho de uma pequena cidade. Foi na Vila Ré que surgiu a famosa Rádio Reversão do Léo. Eu, particularmente, fui duas ou três vezes nessa rádio, mais por conta do meu amigo Nicola que foi seu frequentador assíduo. Eu a vim conhecer depois e fiquei sabendo de sua história depois.
Escrito por wilson luques costa às 16h41
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FONTE DO LIVRO BAIRROS PAULISTANOS DE A a Z
A Vila Ré é um bairro da Zona Leste com a cara de uma São Paulo que se perdeu no tempo. Nascido como outros – de uma grande fazenda de propriedade de um comerciante italiano chamado João Ré - , começou a se formar a partir dos primeiros anos do século 20, quando recebeu imigrantes de origem européia, principalmente italianos, que trabalhavam nas fábricas de vidro do Belém e nas de juta do Brás.
A palavra ré na língua italiana significa rei, não tem nada a ver com a marcha que se usa para movimentar o veículo para trás. Para trás ficou o bairro, durante muitos anos esquecido pelas autoridades. Um prefeito do tempo da ditadura militar quis mudar o nome da Vila Ré, por considerá-lo feio, para Jardim Paraíso. A mobilização dos moradores impediu isso.
Hoje com cerca de 50 mil habitantes, a vila é considerada um oásis de tranqüilidade para a classe média que nela reside. Os grandes problemas de um passado recente, como falta de água, esgoto a céu aberto e assistência médica precária, ficaram no passado. Nos anos 70 foram feitas denúncias pela imprensa contra a falta de atenção das autoridades em relação ao bairro. Os moradores alardeavam aos quatro ventos que ali faltava tudo, menos ratazanas, escorpiões e cobras. Acabou isso: a classe média da Vila Ré está feliz, vendo nascer edifícios no bairro e vivendo os problemas paulistanos como qualquer bairro da capital.
O Bairro de Vila Ré é um dos bairros mais bem estruturados da Zona Leste. Possui uma ampla variedade de comércio, produtos e serviços. Seu acesso, muito fácil: Opções de chegada ao bairro - pela Radial Leste, Celso Garcia, Penha e Amador Bueno da Veiga, pela Marginal Tietê e Av. Tiquatira, ou ainda se preferir descendo na Estação Patriarca do Metrô e também com diversas linhas de ônibus.
Para que ir tão longe, tudo você encontra aqui no Portal Vila Ré.
Escrito por wilson luques costa às 16h28
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Memórias da Vila Ré

FOTO NÃO IDENTIFICADA TIRADA DA INTERNET - VOU VER SE CONSIGO UMA FOTO DA LARPAN
Hoje acordei, relembrando quando na década de 7O, por conta de uma carestia -- tínhamos que acordar todos os dias lá pelas 4 da manhã para comprar leite --, porque cada família só podia levar um litro -- e além de tudo com um respectivo tremendão que íamos comendo no meio do caminho. Lembro que todo dia, íamos eu, minha mãe e a minha saudosa tia Sueli, que era só quatro anos mais velha que eu - aliás, tia não, irmã. Minha mãe ia na Larpan, eu e minha tia na Espacial e no seu |