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POTLATCH - onde há fumaça, há fogo - o simulacro do futuro


Fiquei sabendo pela internet e pelos jornais que faleceu dona Dagmar mãe dos Frias. Antes de tudo o meu lamento. Lembro-me que li a biografia do seu Frias numa única noite. E de todos os personagens, o que mais me impactou foi a figura de Dona Dagmar. Há uma foto dela, na qual se expressa a própria nobresa. Era, parece-me, um tipo de mulher que nos faz falta hoje em dia.    

Escrito por wilson luques costa às 11h00
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AS CORTIÇAS DE PROUST

Desde ontem, ando meio febril. É a famosa gripe ou virose. Isso, ao mesmo tempo, ajuda-me a centrar-me. Estou cheio de livros na cama ao lado da minha. Mas não me aventurei, sequer, a folheá-los ontem. Hoje estou um pouco melhor. Ontem, não obstante o sol, fechei todas as janelas e fiquei lá debaixo do meu edredon. Eu sempre preferi a profilaxia. Por isso que as pessoas que me conhecem julgam-me, muitas vezes, meio dândi, de porcelana. Não gosto de tomar um pingo de chuva, e se for acometido por um desses orvalhos, imediatamente adentro o banheiro para lavar-me de imediato. Não gosto também de ficar com a mão cheia de açúcar nem suja de graxa ou semelhante. Resumindo: sou um pouco fresco quanto às coisas mundanas da vida.     



Escrito por wilson luques costa às 10h17
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FRAGMENTOS DE OS GRANIZOS DOS DEUSES - XXII

título:
Os Granizos dos Deuses
Clique para ampliar a capa

Ouço o silêncio inamovível

Da natureza

Proserpina

Às vezes, não temos ouvidos suficientes

Para suportar os seus silêncios

A música nos transcende deslocando-nos

De nosso ponto de absorção

Do nirvana

A paz nos inquieta como a própria guerra

Suportarmos os nossos corpos é o caos mais feroz

Rolamos nos colchões à procura de um desequilíbrio

Não suportamos o silêncio concertado

Logo tratamos de esbravejar e soltar nossas invectivas  



Escrito por wilson luques costa às 10h15
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Clica no logo

 Ainda num boteco de Sampa

- Bem, companheiro, você é um traidor...

- Bem, companheiro, inimigo não se trai...

  Inimigo...vence-se...!



Escrito por wilson luques costa às 09h52
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GARRAFAS JOGADAS AO MAR - MUITO OBRIGADO A TODOS QUE ME INDICARAM


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Escrito por wilson luques costa às 12h58
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Uma coversa bem delicada entre dois antagonistas num boteco de Sampa

- Bem, meu chapa, vamos trocar uma idéia...

- Bem, meu chapa...

  Com você eu não troco idéias...

  Com você...eu forneço idéias.... 

 



Escrito por wilson luques costa às 12h45
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NEM ESSE NEM ISSO NEM AQUILO - MUITO PELO CONTRÁRIO

Façamos uma distinção; uma coisa é ser solidário, outra é ser de esquerda. De uma vez por todas; sou solidário, mas não sou mais aquilo que se possa chamar de esquerda. Eu, quando fico ao lado desses ´esquerdistas´que estão por aí... realmente eu não me reconheço... Falo dos esquerdistas que ainda tentam nos manipular, nos enquadrar nos ´seus velhos pensamentos´. E você já viu na vida coisa mais obsoleta do que um esquerdista desse tipo? Tudo o que ele pensa não é pensar, mas direcionar o seu pensamento. Para ele tudo irá atrapalhar o movimento; qualquer ato seu ou idéia sua poderá colocar tudo a perder. Olho para o lado e de esguelha  surrupio, mesmo a cotragosto ou a contrapelo, um Mazarin que ali estava de espreita. Nem direita nem esquerda muito menos terceira via -- entro cegueta na contramão e boa viagem!       



Escrito por wilson luques costa às 12h19
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BLOGS LEGAIS

UOL Blog] [indiqueumblog@uol.com.br] [http://blog.uol.com.br]
Olá! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns! Veja no link abaixo como colar o selo de Blogs Legais: http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_06/topic2008_06-25_17_23_25-3929349.html

Fiquei muito feliz com essa indicação. Obrigado a todos que contribuíram para essa minha felicidade.

 

Blogs Legais

Tópico: Blogs Legais - 25/jun/08 a 02/jul/08

UOL Interação
avatar
Os blogs legais são:

Xgeek - http://xgeek.zip.net

Príncipe Tito Blog - http://titolivio.zip.net

Ao vivo, direto da praia - http://mubi.blog.uol.com.br

Os Bolonistas - http://osbolonistas.zip.net

Vivendo em Vancouver - http://vivendoemvancouver.zip.net

Russell Crowe Daily Planet - http://ivani.lima.blog.uol.com.br

Potlatch - onde há fumaça, há fogo... - http://simulacrodofuturo.zip.net

Outro Tom Por Jadson Anderson - http://outrotom.zip.net

Soh o q eh bom dura tempo o bastante... - http://linys.zip.net
17:23 - 25/06/2008


Escrito por wilson luques costa às 21h42
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Houve um tempo, mais precisamente há quatro anos, que eu fazia umas pequenas resenhas para o Jornal O Escritor, por benemerência da minha colega e poeta Ieda Estergilda de Abreu - que editava e muito bem editado o Jornal - não obstante os percalços. E eu gostava da tarefa. Eu tenho um modo minimalista de escrever -- por isso a facilidade, às vezes, para a síntese. E hoje encontrei junto aos meus papéis esse pequeno ´drops´ literário. Escrevia de chofre, como escrevo aqui. De uma tacada só. Pelo que se vê, estou muito bem acompanhado. Não sei, porém, se os meus colegas mo podem dizer o mesmo.

 



Escrito por wilson luques costa às 14h50
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Dona Ruth Cradoso

Eu não estudei na USP, muito menos antropologia e sociologia, disciplinas que também me fascinam -- por isso não tive o prazer de aprender com dona Ruth Cardoso. Mas dona Ruth tinha, para mim, uma tez que mesclava bondade, inteligência, disciplina e seriedade. No meu íntimo, de longe, eu a admirava. Que o infinito universo a guarde no seu mais dileto coração!  



Escrito por wilson luques costa às 14h41
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RESUMO DE MINHAS INSANAS IDÉIAS

1 - O PARADOXO DO ZERO

2 - PRINCÍPIO DA IDENTIDADE NEGATIVA

3- A IDÉIA DE QUE SE OS PLANETAS GIRAM EM TORNO DO SOL NUMA ELIPSE, ENTÃO DEVERIA HAVER UM OUTRO PLANETA, MESMO QUE CONCEITUAL, PARA PODERMOS RATIFICAR AS IDÉIAS DE KEPLER. CASO CONTRÁRIO, TERÍAMOS QUE FAZER UMA RETIFICAÇÃO CONCEITUAL MATEMÁTICA DE ELIPSE.

4 -  A FORMULAÇÃO TEÓRICA DE QUE OS NÊUTRONS SERIAM NADA MAIS NADA MENOS DO QUE UM EQUILÍBRIO NUCLEAR ENTRE PRÓTONS E ELÉTRONS.

5 - A TEORIA DE QUE O COGITO CARTESINAO NÃO É VERDADEIRO, APONDO COMO CONTRADITÓRIA A PRÓPRIA IDÉIA DE VERDADE PARA DESCARTES.



Escrito por wilson luques costa às 10h34
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Houve uma época que eu fiquei que nem louco à procura de um livro do poeta Jorge Wanderley, que finalmente comprei numa grande livraria da Paulista. Sentei-me lá mesmo na livraria e devorei os seus poemas. Tenho o seu livro meio cor de vinho em casa,

 com aquela foto monumental num PUB. Jorge Wanderley é um dos meus poetas preferidos. Há um poema dele que postarei aqui que acho sensacional, que fala dos mendigos. Tudo aquilo que ele diz eu presenciei em Sampa, quando do meu tempo de Voyeur. Fiquei muito triste ao saber que dois ou três dias depois de ter adquirido o livro que ele havia falecido. Depois julguei mera coincidência. Ma por que corri, dias antes, que nem louco atrás do seu livro? Eis a tal pergunta que agora me coloco?



Escrito por wilson luques costa às 20h48
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Meus amigos
Me disseram

Que havia
Uma guerra.

Meus inimigos
Me disseram que havia dezenas,
Centenas, milhares de guerras.
Ferido, no meio de tantas guerras, estou perdido.

Já não consigo mais diferenciar

Os meus amigos
De meus próprios inimigos.

Não sei por que motivo nos dizem que não podemos falar de educação... Notadamente críticas, sejam elas em prol ou não do governo... E esse tema não me apraz muito, mas pretendo falar um pouco... Eu hoje estou muito confuso. Talvez seja pela minha idade já provecta ou vai saber o quê... Mas essa tristeza é por mim mesmo... Sim! Eu me sinto o mais reles dos pelegos... Antes que os meus colegas me coloquem os seus dedos em riste ante a minha cara... Falo tudo isso até para me centrar, porque deveras estou perdido... Ontem, vocês não sabem, porque a imprensa não divulga, mas houve uma grande manifestação dos professores do Estado. Epitomizando: no popular; greve. E eu estava na Paulista, e segui jornada adentro pela Paulista, curvando a Consolação indo até a República. Foi deveras uma agitação massiva. Tudo na paz. Coloquei-me ao lado dos meus colegas de algumas escolas onde já lecionei, encontrei pessoas que não via há mais de vinte anos; reencontrei um colega de mestrado da PUC -- que, além de lecionar no estado, é mestre em filosofia e estuda grego com o mesmo professor que estudei -- aliás me convidou a reiniciar-me no latim - coisa de que necessito. Mas o problema -- aliás o meu problema é outro: achei linda linda a passeata - mas não sinto que ela tem como escopo maior a mudança drástica da NOSSA EDUCAÇÃO-- e lógico que pela sua melhoria -- tenho, de fato, colegas extraordinários que aderiram à greve; e eu com o meu ceticismo e talvez já com a minha desesperança protelei esses dias todos - porque não me defini como muitos ainda não se definiram; outra: ingressei esse ano, mas não é por isso -- porque quem já comeu o pão que o....; vejam bem -- mas é por que não fui persuadido das benesses dessas greves, que invariavelmente claudicam nos seus 200 contos a mais na conta do correntista-professor endividado -- e a educação que deveria ser tema de câmbio; nada. Sei que há colegas que me cobram, como dizendo: - ´e aí Wilsão -- vai ficar aí dos lados dos caras´ -- e ontem lá na Santa Cecília - e até persuadido pelo belo movimento da massa - eu estava até que entusiasmado -- não obstante -- se é isso que todos querem saber -- o medão no cu de ir para a sarjeta -- sem ninguém me ajudando de novo -- ficando ao relento - como fiquei numa cia de seguros cheia de boçais, hoje, provavelmente, todos superintendentes ou vai saber de novo o quê - ou como fiquei na PUC -- onde todos foram buscar os seus canudos de ´doutores `- e que ainda por cima riram muito desse babaca aqui-- que ousou testar de frente certos setores hipócritas daquela instituição. Outra: não gosto de ser forçado a nada. Quando perguntei se alguém estaria comigo -- alguns tergiversaram, tentando me persuadir de que o meu problema particular é o meu problema particular e que não tem nada a ver com um movimento daquela maginitude. Ou seja: que eu segure o rojão com a direção de minha escola e com os processos que depois advierem... Sei que as pessoas nessa hora me acham pelego e arrogante... E sou mesmo... Mas vivemos numa democracia ou não? Não gosto de ser chamado de pelego, e não sou, nunca fui... Mas eu tenho que olhar nos olhos das pessoas... E se não sinto firmeza, eu titubeio mais que um manco sem muleta...Eu vou ficar no sábado todo refletindo e no domingo também... Não sei:acho mesmo que eu estou de greve comigo...   




Escrito por wilson luques costa às 10h40
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PARA O BEM DE MONTANO

Literatura é questão de ter tesão ou não. E quando se tem tesão, vai-se atrás. E eu, nesses últimos dias, tenho retomado o processo pesecutório pela literatura -- embora julgue, ao contrário de Vila-Matas - que literatura vem morrendo sim. Vila-Matas, aliás escreve sobre isso no seu livro O mal de Montano - que confesso que não li na íntegra -- fiz como fazem esses resenhistas hodiernos: li as dez primeiras páginas e depois fui saltando de páginas em páginas no intuito de encontrar uma pérola que infelizmente não encontrei. Talvez tenha me fascinado mais pela capa do livro. Sim, é isso! Fascinei-me menos pelo conteúdo, mais pelo continente. Por analogia, por assim dizer, posso dizer o mesmo de Tonio Kröger, A Invenção da Solidão que tento dar continuidade e de Perturbação de Bernhard - que logo hoje lá pelas sete de la matina encetei pela quarta ou quinta vez - e que só avancei, porque o português aqui da padoca - insistiu em não preparar o pãozinho mais cedo - porque senão pararia também. O problema, a meu ver, não obstante a exortação constante em seus prefácios - é que querem ainda escrever grandes livros - digo grandes - no sentido volumoso - e é por isso que na trigésima página - o autor começa a acoplar missivas, telegramas, falas do vizinho, latidos do cachorro, miados do gato etc - aquilo que poderíamos denominar de encher a grande linguiça -- e é isso que esses autores de renomes e flipados vêm fazendo também sem mesura nenhuma. Esses autores mais nos parecem aquelas grandiosíssimas mulheres (peruas) que se pavoneiam todas, para nos deixarem -- depois- sozinhos-- mais frios, no tálamo do sexo, do que duas pacientes de Freud com as suas velhas histerias. Ao contrário de Vila-Matas que pretende ainda restituir vida à vetusta literatura; eu, cá comigo, já vou me conformando com o seu mais recente e último necrológio. E tenho dito!



Escrito por wilson luques costa às 09h50
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O QUE SÃO UMA TORÇÃO NO TORNOZELO E UM GOL NO CANTO DIREITO DO GOLEIRO

Até 1996, aos 36 anos, eu posso dizer que não escrevi nada; escrevia sim alguns poemas mais para desabafar, poderíamos dizer que poemas por desajuste interno -- no escopo de destituir-me de uma sociedade na qual eu não cabia com as minhas veleidadades. Mas as minhas veleidades nunca foram escrever, mas sim mudar o mundo. Tudo começou, de uma certa forma, quando vim a torcer o meu tornozelo num jogo de futebol. Ou seja: por conta de uma jogada e um escorregão tive que ficar de molho lendo Borges, Beckett, Joyce, Trevisan etc.; até que cismei de perpetrar um tipo de conto e depois outro e outro e outro. Mas tudo sem uma maior intenção. Eram cenas que me surgiam como fotogramas e eu distorcia um tipo de realidade. Mas deixava tudo no disquete. E vou confessar a vocês: nunca quis ser escritor, poeta, filósofo ou coisas semelhantes. Eu queria mesmo fugir do mundo que me parecia bastante hostil. A escrita era mais um desabafo. Até que chegou um momento em que me exortaram à publicação de meus textos, e a partir daí fui picado por uma certa vaidade ingênua -- julgando que isso me elevaria a um posto não sei o que mais... Ou seja: perdi-me num narcisimo tosco. Mas me curei a tempo. O fato é que já é tarde, porque já publiquei um livro com 34 contos, e um livro meio desajambrado com dois textos totalmente díspare do primeiro. Estive na bienal, fiquei sócio da UBE, saí com textos inéditos na Coyote, fui fazer mestrado em filosofia na PUC-SP, fiz pequenas resenhas no Jornal, hoje Revista Escritor, saí na Separata, organizei oficinas literárias -- tudo por conta, é óbvio, e pela benevolência de alguns colegas -, me meti também, em poucos anos de estudos sérios em filosofia, a questionar certezas inabaláveis -- o que me propiciou panegíricos de Olavo de Carvalho, Fernando Jorge, que me chamou de gênio -- helás -- e até um tímido incentivo do Antonio Cicero, quanto aos meus questionamentos filosóficos. No frigir dos ovos, posso afirmar que atingi mais do que esperei, porque nunca visei à nada. É claro que até hoje sou um cara totalmente desconhecido. E não pretendo que o contrário aconteça um dia. Mas para quem teve muitas dificuldades como eu tive, eu julgo isso muito mais que uma simples vitória. Deixei por inacabados vários cursos -- alegrei-me e frustrei-me com a literatura e com a filosofia -- sobretudo com os seus personagens reais. Mas conquistei vários amigos. O certo é que as coisas vão acontecendo. Não me julgo melhor que ninguém, mas eu acho que nesse pouco tempo eu tenho provocado bastante. O fato é que os meus textos em sua grande maioria e meus pensamentos estão publicados aqui, ou rascunhados em algumas folhas soltas por aí; e mais fato ainda é que não devemos forçar a verdade -- o fato é que, se tiverem valor, ficarão -- se não, não adianta nem sequer esses prêmios de araque que rondam por aí.   

      

O primeiro nome abaixo cortado é de Ivan Junqueira - Acho que vocês devem conhecer. É Poeta e tradutor de Baudelaire. Foi também presidente da ABL. 

 

 

 

 

 

 

 

Oi Wilson, lembro-me de você, do seu inegável talento para a poesia e de sua especulações acerca de algum paradoxo lógico-matemático -- o que era exatamente, não me lembro mais. Mas não me chamo Mauro, e sim Edson. Terminei o mestrado na PUC, onde fomos colegas, no ano passado. Considero o Olavo e o Cicero dois pensadores sérios e criativos. Se eles acham o seu trabalho interessante, é porque algum valor deve ter. Infelizmente, essa não é minha praia... Boa sorte! Abraço do Edson Gil 
 
 
Como andam as coisas?
> Aguardo respostas para essas perguntas, ok?
> Quanto ao PRINCÍPIO DA IDENTIDADE NEGATIVA, tenho um
> parecer, que é bem meu:
> Se A=A, consideraremos que o ser=ser; sendo assim, o
> ser excluindo-se de si mesmo, ele deixa de ser... O
> que não significa, parmenidianamente, que o não-ser
> não é, ou seja: não seria nem mesmo o ZERO, pois este,
> ainda que seja estranho, é um número, mas... Os gregos
> não conheciam o "0". Entretanto, para Platão, o
> não-ser é, portanto, platonicamente analisando, não há
> como A, mesmo se transformando em um negativo de A,
> deixar de "ser". Quero dizer que "-A" é o outro de
> "A": teoria platônica do mesmo e do outro.
> Sendo o outro, não pode ser o mesmo em termos de
> "positivo" e "negativo", mas ambos compartilham da
> mesma "aeidade" (a idéia, como essência, de A). Quero
> dizer que existe uma participação entre "A" e "-A" no
> tocante a serem "As", independentemente dos princípios
> que os regem como sendo + ou -.
> Nesse sentido, o princípio da identidade negativa
> ficaria viabilizada não por "A em si" (que não
> existe). Mas, ficaria viabilizada por A já ser "+ A"
> e, ficaria assim, conforme sua teoria:
> "+ A" = "+ A"
> e
> "-A" = " - A"
> A questão torna-se outra: estamos lidando com o que
> faz com que A seja A ou com que A não seja, por isso,
> ,que seja "não A". Nesse caso, somente "não A" será
> igual a "não A", tornando válido o pensamento do
> princípio da identidade negativo.
> Logo, o problema situa-se não em A, mas nas variantes
> "ser" ou "+" e "não-ser" ou "-".
> Pergunta: o que é "A"? >
>
> É isso.
> Um abç,
>
> Mauro.
ra:
Wilson Luques Costa (granizosdosdeuses@hotmail.com)
Assunto:
Re: Projeto
Prezado amigo,
Tenho a maior apreciação pelos seus estudos, e gostaria de ajudá-lo no que
fosse possível. Mas é preciso que você me explique o que espera de mim mais


precisamente.

Um abraço do

Olavo de Carvalho

 

Caro Wilson,
 
Embora os meus parcos conhecimentos de matemática não me permitam acompanhar inteiramente os seus argumentos, achei muito intrigantes e originais as suas ponderações sobre o princípio de identidade e o paradoxo do zero. Torço para que você aprofunde e torne cada vez mais claras as suas intuições.
 
Um grande abraço,
Antonio Cicero

Com a permissão do grande sábio Wilson Luques Costa.

Nunca tive o menor respeito para com intelecuais. Na verdade sempre os desprezei. Minhas discussões com os USPianos que conheci, terminam sempre de maneira abrupta, onde volta e e meia eu os mando enfiar a arrogância deles no cú. Tudo o que eles tanto enaltecem em si próprios na verdade pertencem não a eles. Mas sim a Nietzsche, Kant, Karl... enfim, a pensadores do passado. Todos mortos.
Não que eu não goste dos mortos. Pelo contrário.
Por muito tempo, eu só conversei de verdade com eles. A Jeniffer sabe. E sabe muito bem também o que mudou. E porque mudou.
E porque não dizer, qual a causa primeira dessa mudança.
Os USPianos ainda não se deram conta de que o que eles tanto prezam, pode ser conseguido por um mané como eu pelo custo de 3,00$ de multa na biblioteca municipal de Sto. André. Ou na biblioteca Vegueiro. Cada uma com seu charme.
E qual a minha surpresa, quando encontro alguém, com o mesmo desprezo pela universidade quanto eu. E ainda por cima, um filósofo.
A mim, ele apresentou o que ele mesmo batizou (!!!) de Paradoxo do Zero. Um sistema lógico que não faz nada além de derrubar toda a matemática de Peano. Só isso.
Na verdade, eu incluiria aí também entre os derrubados, Gödel, Russel, Poincaré, Cantor, os Bourbakis... e mais um sem número de matemáticos e lógicos que constroem axiomas e proposições considerando o zero.
A quem interessar o pensamento de um livre pensador por excelência, visite o Jardim de Adônis. Não vão se arrepender.


 

 



Escrito por wilson luques costa às 08h50
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Retirei essa foto da internet. Foi nesse mesmo local, mais ou menos há quatro anos, por volta das quinze horas, que tive umas dores insuportáveis. Por conta dessas desconhecidas dores insuportáveis, fui forçado a sair da aula de latim do professor Basseto e ir tomar um ar nessa sacada. Tenho saudade das aulas livres de grego e latim que eu fazia na Faculdade de São Bento; tenho saudade também do curso de filosofia que tive que interromper porque seu longo programa me atrasaria em meu projeto para professor concursado do estado.

No início de 2008, eu havia projetado retornar ao mosteiro, para iniciar-me no Hebraico ou no russo ou no próprio grego -- mas não foi possível pelos meus horários loucos no magistério, que comportam os três períodos. Eu nasci para estudar, e longe do conhecimento não posso ficar sequer um segundo. Tentarei retornar nesse semestre que se aproxima. Que os deuses, definitivamente, m´ouçam!    

                                                               RECOMENDO

 

FACULDADE DE SÃO BENTO

TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Mesclando estes dois mundos, a nova Faculdade de São Bento apresenta o Curso Superior de Filosofia. A proposta de estudo que une conteúdos filosóficos e pedagógicos tem como objetivo uma formação de alto nível.
Por trás, a história do Mosteiro de São Bento e a experiência da própria Faculdade de Filosofia original, a primeira do Brasil.

Faça parte de nossa história!

     

HISTÓRIA

O Mosteiro de São Bento de São Paulo integra a vida religiosa e cultural da cidade desde sua fundação, em 1598. A localização, no Largo de São Bento, centro de São Paulo, é histórica. No mesmo local, erguia-se a taba do Cacique Tibiriçá.
Na longa trajetória de atuação dos monges beneditinos do Mosteiro, destacam-se a fundação do Colégio (1903) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento (1908). Foi a primeira faculdade livre de Filosofia do Brasil.

Em 1946, a criação da Pontíficia Universidade Católica, PUC-SP, foi feita com base na Faculdade de Filosofia São Bento, como seu núcleo inicial. Em 1959, a Faculdade e uma biblioteca completa foram doadas pelo Mosteiro à PUC. No Mosteiro, continuaram a funcionar cursos internos de Filosofia.

Em 2002, inicia-se uma nova etapa, dando continuidade a esta tradição acadêmica. A nova Faculdade de São Bento abre o curso de Licenciatura em Filosofia.

Prédio da Faculdade de São Bento
     
Órgão Walker da Basílica de são Bento

CULTURA

Filosofia, artes e espiritualidade representam a tônica cultural das atividades realizadas pela Faculdade São Bento. Este setor valoriza o intercâmbio com a comunidade, oferecendo uma série de propostas.
As Semanas São Bento de Filosofia reúnem personalidades do Brasil e do mundo para um grande debate acadêmico. O Festival Internacional São Bento de Órgão é expressivo na cena musical.
A Faculdade forma núcleos de estudo e pesquisa, promove o diálogo inter-religioso, organiza palestras e eventos. Trata-se de um ambiente estimulante para a formação dos universitários.

     

O CURSO

Licenciatura Plena em Filosofia, autorizado pelo MEC. Aprovado pela Comissão de Avaliação como excelente em todos os quesitos: corpo docente, projeto pedagógico e infra-estrutura, que inclui a Biblioteca do Mosteiro.

Corpo Docente
Nomes consagrados do meio acadêmico colocam a Faculdade de São Bento no mesmo patamar que a tornou célebre desde sua fundação inicial, em 1908. Já naquela época era filiada à Universidade de Louvain, na Bélgica.

Diferenciais
- Linhas de pesquisa mais atuais da filosofia contemporânea
- Estudo da filosofia grega e medieval.
- Ensino do grego e do latim
- Línguas modernas em regime instrumental

Duração e vagas
Oito semestres letivos, totalizando 4020 horas.
100 vagas no período matutino e 50 vagas no período noturno, cada semestre.

Biblioteca da Faculdade de São Bento - 90 mil volumes
     
Sala de Consulta

OPÇÃO

Os seminaristas que se encaminham à Teologia poderão fazer o curso em duas etapas. Na primeira, cumprem os quatro primeiros semestres, nos quais foram mantidas as disciplinas exigidas pela Santa Sé como requisito para Teologia.
Num segundo momento, o aluno poderá voltar e completar os quatro semestres restantes para a obtenção de sua Licenciatura Plena em Filosofia, diploma que o habilita a lecionar no ensino fundamental e médio.

 



Escrito por wilson luques costa às 17h17
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ADONIRAN BARBOSA
Além da música abaixo, sei também pela boca de meu pai, 
que veio morar na Vila Ré na década de 50, e que trabalhou 
numa adega de um conhecido seu, lá da Chapada Diamantina, 
que o Adoniran morou na Vila Ré perto da Rua Renato. 
Meu pai chegou a dizer-me que entregou várias vezes 
bebidas na sua residência. 
 
O casamento do Moacir

Adoniran Barbosa e Osvaldo Moles (1967)

O Casamento do Moacir

A turma da favela convidaram-nos
Para irmos assistir
O casamento da Gabriela
Com o Moacir.

Arranjemos, uma beca preta,
E um sapato branco, bem apertado no pé
E se apreparemos para ir
Na catedral, lá da Vila Ré.

Quando os noivos estavam no altar,
O padre começou a perguntar
Umas coisas, assim em Latim:

- "Qualquer um de vódes, aqui presentes,
Tem alguma coisa de falá, contra esses bódes ?"

- "Seu padre, apara o casamento,
O noivo é casado, pai de sete rebento,
Fóra o que está pra ví,
O pai é esse aí, o Moací."

Que vexame,
A noiva começou a soluçar
Porque o noivo
Não passou, no exame nupiciar.

E acabou-se a festa,
Porque nós descobriu
Que o Moacir, era casado
Cinco vez,
Lá no Estado do Rio.
 


Escrito por wilson luques costa às 15h33
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RECOMENDO

O CÉU ABERTO NA TERRA   

Tese defendida no Departamento de Geografia da USP 

DE EDUARDO MORGADO COELHO REZENDE

Pela gentileza do autor, consto como verbete nesse livro. O autor faz uma analogia do luto de antanho com o seu quase desaparecimento nesses tempos céleres de pós-modernidade. Para isso, comentou o meu conto Batendo Lata -- que faz algumas alusões ao luto da década de 60, quando as pessoas reverenciavam os mortos, ao contrário de hoje, que são quase que totalmente reatropelados pelos carros e pela própria vida. 



Escrito por wilson luques costa às 13h28
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PROJETOS

Ontem uma colega professora pediu-me o livro Os Granizos dos Deuses, porque ficou sabendo que o colega Daniel pretende fazer um curta de um dos textos -- e eu já deixei o livro com o professor Daniel que o entregará o livro para a professora; a professora contou-me também que é atriz  e que o seu marido também é ator e que já trabalhou com Abujamra e que se interessaria talvez por esse projeto. Vamos aguardar. 



Escrito por wilson luques costa às 11h19
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O homem sadio faz greve

Para comer o homem doente faz

Greve para viver



Escrito por wilson luques costa às 11h15
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O homem sadio faz greve   

Vez em quando   

O homem doente está consigo  

E com os outros em greve constante



Escrito por wilson luques costa às 11h10
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Tempos ruins que viveremos -- quando - ao invés de discursarmos por denotações, discursaremos, novamente, por metáforas.

Escrito por wilson luques costa às 12h45
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O LIVRO

O livro, além de nos proporcionar, nem todos, um prazer estético no ato da leitura -- ou mesmo nos proporcionar informações sobre o mundo, dá-nos também um ato não menos prazeroso ao encontrá-lo perdido numa livraria ou num alpharrábio qualquer. O deleite inicia-se em meio às traças e estende-se até a penumbra de nossos quartos de preferência totalmente forrados de cortiças.   



Escrito por wilson luques costa às 09h28
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Na cama tudo ao mesmo tempo agora também: PALIMPSESTO DE VIDAL.



Escrito por wilson luques costa às 14h59
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CONHECIMENTOS NÃO SÃO MOEDAS SONANTES 

(embora raros mas um tanto nesfastos)

Eu fico muito preocupado quando vejo pessoas inteligentes, sobretudo jovens, que conseguem fazer um discurso admirável, mas que são, ao mesmo tempo, voltados somente para o seu narcisismo. Eu tenho muito mais preocupação com jovens assim, do que com jovens que, num primeiro momento, não têm interesse algum por estudar. O narcisismo é um dos mais inquebrantáveis cordames de uma sociedade que se despedaça a cada momento. Conhecimento não é sabedoria, nem sabedoria conhecimento -- muito embora...deveriam ser... 



Escrito por wilson luques costa às 14h52
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A VERDADE E O FÁRMACO DERRIDANO

É demasiado profunda a discussão que se estabelece entre razão e não razão; e não quero entrar aqui no seu mérito epistemológico; mas não obstante ser bastante acerba a sua discussão no campo da Teoria do Conhecimento -- questionando-se o que é verdade e o que não é verdade -- podemos achar no campo prático que verdade é aquilo que tenta harmonizar e preservar. O que quero dizer como isso? Quero dizer que a idéia de verdade universal não pode ser colocada a serviço de tantas e tantas particularidades. E é o que fazem os Indiana Jones da verdade: procurar o velocino de ouro e tentar nos convencer por vias de sua veritas. Quero ainda dizer com isso que não podemos usar do expediente que normalmente se usa e de modo paralogístico quando se tenta, como por exemplo, tomar o princípio da identidade e a partir dele embasar tudo, usando a idéia de função como a força motriz  que nos persuadirá. É um erro a meu ver dizer que é verdade que 2 x 2 = 4 e a partir daí dizer que se é assim: x é y então y é z e portanto z é gama. Também não quero cair num pragmatismo tosco -- quero apenas indicar que através da reflexão e da intuição é possível saber o que é verdadeiro ou falso para o caso naquele ou nesse momento em tela; ou seja: não precisaremos muito das intrincadas elaborações conceituais para o nosso dia-a-dia -- muito pelo contrário. O óbvio estará sempre estampado sobre as nossas cabeças. Só não o enxergará quem não quiser. Filosofia em excesso, às vezes, poderá ser como um fármaco derridano -- uma dose a mais poderá virar veneno se não muito bem manipulado. Se tu não tens intuição e reflexão para veres o óbvio ululante, o que irás fazer então com o teu pouco cabedal nos cimos nevoentos da ciclópica philosophia?



Escrito por wilson luques costa às 11h09
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Tento reler os romances novamente. Tenho lido concomitantemente Neve e a Invenção da Solidão. Já li Istambul quase que completo. Mas os livros de Pamuk parecem-me livros que podemos ler de uma forma aleatória. Gosto talvez dos livros menos pelas histórias e mais pelas capas que são editadas pela própria editora. O que me leva aos livros talvez seja também a leveza das coisas simples. Grande literatura é simplicidade. É na simplicidade que nós construiremos as nossas grandes obras ou as nossas próprias vidas -- no que, em síntese, darão nas mesmas.       

Escrito por wilson luques costa às 10h43
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UM PROGRAMA QUE VALE A PENA E QUE FALA SOBRE LITERATURA.

ESTOU NA NUMBER 8 

http://www.tvcultura.com.br/entrelinhas/videos.asp?selecaovideo=larga&videodata=13/8/2007



Escrito por wilson luques costa às 17h51
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ACC

Quando viveu

morreu quando morreu

nasceu



Escrito por wilson luques costa às 17h30
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Li, num blog, que rola por aí um projeto de um deputado que pretende profissionalizar o escritor; e no seu blog, o próprio bloguista parece ser contra essa idéia e se faz acompanhar de outros escritores de um coturno, digamos assim, bem mais proeminente. Mas o pior é que esses escritores parecem também ser já profissionais naquilo que fazem com a literatura. Acho que o problema de profissionalizar não seria um problema para a literatura mas para o mercado de escritores que ultimamente tem sido assaz concorrido. Se alguém tiver  dúvidas, veja então os famosos flips, lips, klips, dips, tips, gips, mips, nips, as feiras das vaidades (vanity/vanitas) and gossips... 

Escrito por wilson luques costa às 16h57
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Ontem, assisti aos dois curtas do professor e cineasta e colega Daniel Baptista, que irá filmar O Esboço da loucura: Pulsar, baseado num dos contos de Tchecov e Pra Diretoria - que é aliás um curta que mereceria, se fosse eu o jurado, um prêmio.  

Escrito por wilson luques costa às 16h35
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Hoje, a Raquel falou-me que queria me dar um livro como presente do dias dos namorados, e eu tergiversei, mas não podendo tergiversar, indiquei Enrique Vila-Matas. É, deveras, um livro que cobiço como lombada ali numa das minhas estantes.  

Escrito por wilson luques costa às 16h31
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Vez em quando, retiro alguns livros na biblioteca da escola -- mas não vou até o fim, como já venho informando há tempo, mas hoje iniciei a Invenção da Solidão de Paul Auster e em meia hora de leitura avancei bastante. É um livro que eu, com efeito, recomendo.   

Escrito por wilson luques costa às 16h28
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Ela julgava-se a mais bela no mundo dos feios. Só ela era bela. Mas esqueceu-se que no mundo dos feios o critério de beleza era a fealdade. Moral da história: de nada valerão os teus critérios de beleza, se eles estiverem sozinhos e somente contigo, mesmo que tu te julgues a musa mais bela das belezas dos imortais.

Escrito por wilson luques costa às 10h36
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Já consegui o apoio de um aluno que poderá lecionar japonês e música erudita e do professor Daniel que se incumbirá da área de cinema -- sobretudo cinema alternativo. Faltam ainda espaço, alunos e mais professores.

Escrito por wilson luques costa às 09h23
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O homem sadio possui desígnios

O homem doente aceita os seus



Escrito por wilson luques costa às 18h44
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UNIVERSIDADE LIVRE DE FILOSOFIA DE SÃO PAULO 

Ultimamente, eu ando meio sem idéias, ou melhor, não acalento tantas idéias assim no meu ideário. Mas já tive uma profusão de idéias, e dentre essa profusão, eu acalentava, isso quando estive na PUC-SP, em me empenhar em abrir uma universiadade livre de filosofia. Pensava num espaço, onde alguns professores poderiam contribuir com a sua experiência e, ainda por cima, tudo gratuito. Algo meio sacerdotal, mas não no estrito sentido eclesiástico. Seria mais ou menos assim: ninguém seria obrigado a freqüentar as aulas; cada professor se empenharia em ensinar o que pudesse e o que estivesse a seu alcance; seria um lugar de movimento de cultura -- mas livre na sua firme acepção; eu mesmo gostaria de dar alguns cursos introdutórios como: introdução à gramática grega -- conheço um pouco e creio que daria conta do recado e até mesmo Teoria do Conhecimento e um pouco também de gramática latina -- já o Paulinho, o que ele quisesse de filosofia, porque o Paulinho é, de fato, excelente -- e mais o hebraico e o grego. O Paulinho parece que topou a parada. Quem quiser é só se aventurar. Vamos contemplar poética, linguística etc. Não daremos valor ao CV. Não nos venha com essa coisa de mestre e doutor ou pHd -- o que nós queremos é a disposição para ensinar o que conhece e de um modo bem distante desses cipoais filosóficos que não nos levam a nada. Tudo será uma brincadeira. Não será permitida de maneira nenhuma a arrogância scholar. Mestres e discipulus deverão constituir um único corpus. A pedra fundamental já está lançada, agora faltam alunos e professores. De teoria do conhecimento, grego, latim e hebraico e poesia já estamos providos -- mas queremos mais. Nessas, eu e o Paulinho seguramos. Podem, a partir de agora, encetar as suas incrições para A UNIVERSIDADE LIVRE DE FILOSOFIA. Estamos aguardando. Muito obrigado!

Obs: Não é necessário pré-requisito algum, só disponibilidade para aprender.

# Falta espaço também. Mas não é mesmo que tudo nasce com uma tosca idéia? 



Escrito por wilson luques costa às 11h18
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PESQUISA É PESQUISA. 

E EU CONFIRMO CONFORME MAIS ABAIXO 

09/06/2008 - 08h13

Carreira de professor atrai menos preparados

Hoje na FolhaO Brasil atrai para o magistério os profissionais que possuem mais dificuldades acadêmicas e sociais, aponta estudo inédito que será apresentado hoje. Os dados estão em reportagem de Fábio Takahashi publicada nesta segunda-feira na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).

Conforme o texto, uma das constatações do levantamento é que apenas 5% dos melhores alunos que se formam no ensino médio desejam trabalhar como professores da educação básica, que abrange os antigos primário, ginásio e colegial. Os pesquisadores delimitaram o patamar de estudantes "top" naqueles que ficaram entre os 20% mais bem colocados no Enem 2005 (Exame Nacional do Ensino Médio, do governo federal).

Dentro do grupo dos melhores, 31% querem a área da saúde e 18%, engenharia, afirma o levantamento.

"Com base nos questionários do Enade (o antigo provão), o estudo identificou que os alunos de pedagogia (curso que forma professores para os primeiros anos do ensino fundamental) vêm de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização --condições que apontam maiores chances de dificuldades acadêmicas."



Escrito por wilson luques costa às 10h43
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Para os colegas e amigos que  puderem me indicar, vai aí o meu pequeno breviário. Posso lecionar também em Universidades ou trabalhar em jornais ou editoras ou...   

PROFESSOR DE FILOSOFIA E JORNALISTA

WILSON LUQUES COSTA

Nascido a 15 de fevereiro de 1960, na cidade de São Paulo.

Professor titular de Filosofia do ensino médio de São Paulo. 

Bacharel em Jornalismo/UMC - 1983

Licenciatura Plena em Filosofia/Claretiano - 2007

Pós-graduação - Especialização pelo Laboratório de Estudos da Criança da USP - 2001

Administraçã