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Estou gravando alguns textos, poemas e pensamentos filosóficos. Quanto ao primeiro texto já tenho outro áudio, no qual elucido uma possível dúvida que pode surgir entre pensamento lógico e indução. Obs: O haicai Pomba não é meu. Quem declama é Kavi Mauna. # Não preparo um pré-texto. Vou falando conforme surge o pensamento, por isso as erratas que podem ser constantes. http://soundcloud.com/kavi-mauna/tracks
Escrito por WILSON às 15h08
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http://soundcloud.com/kavi-mauna/tracks
Escrito por WILSON às 14h56
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http://soundcloud.com/kavi-mauna/wilson-luques-fen-meno-poesia
Escrito por WILSON às 11h34
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Muitas vezes exageramos na questão da linguagem. Eu particularmente me interesso muito pela linguagem, mas às vezes exageramos no sentido de não retratar o mundo, os fatos do mundo etc; uma mesa é uma mesa desde que concordemos, porque se abastrairmos numa sucessão infinita tudo virará uma torre de babel. A questão é que por mais que tenhamos perspectivas, acabamos por fim compreendendo que um lápis é um lápis; claro que o lápis pode ter outros usos, mas não dá para entrar num redemoinho filosófico. Não se trata de dogmatismo ou ceticismo mas de clareza axiomática; e não me perguntem por quê; porque até a sua pergunta não terá sentido.
Escrito por WILSON às 18h08
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Daniel Piza Algumas vezes cheguei a ler textos de Daniel Piza. Era jovem e cioso de um conhecimento antes do tempo. Certa vez encaminhei um e-mail a ele e ele retrucou e eu lhe retruquei ; era referente à filosofia; depois calou-se como muitos fazem; a melhor forma de vencer uma discussão é o silêncio, se você é ou está no status de ouvidor. Daniel Piza escrevia sobre quase tudo. Eu não tinha a mesma linha de seu pensamento, mas respeitava. Apesar de respeitá-lo eu sentia algo que me não identificava com ele; o mesmo ocorre com outros jornalistas; há uma empáfia silenciosa, meio dândi que não me agrada neles. Não li seus livros. Folheei o livro de Machado. Daniel apensou uma xeox com algumas palavras em grego de Machado; mas Machado era um incipiente no grego; há certos atos falhos que nos informam a totalidade, dizia-nos Freud. É evidente que é interessante saber que Machado estava querendo aprender o grego; mas o problema é que informações são normalmente manipuladas e até amplificadas dependendo do interesse que a notícia pode vir despertar. Vejam; quase todo mundo oculta a não formação básica e primária de Machado de Assis, e também ocultam a passagem direta de Drummond direto à Faculdade de Farmácia, sem mostrar antes que ele fora expulso do colégio em Petrópolis... Por que, hein? De fato, a biografia é uma das formas de reiventar um personagem para o bem ou para o mal, tudo dependendo da mera vontade ou não do seu Deus-biógrafo-mor...
Escrito por WILSON às 17h39
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A nossa curiosidade Recebi um e-mail fazendo uma ressalva ao me posicionamento quanto ao texto abaixo; talvez seja verdade que não nos interesse se Daniel Piza bebia, fumava ou coisas desse tipo; a resslava coloca-se nesse patamar, e eu acabo concordando quanto a isso. Sempre dizemos que a vida das pessoas não nos interessa. Não nos interessa saber se Bob Marley cheirava, ou que Jobs usou heroína, ou que Freud aviou cocaína a um próximo, ou que Baudelaire usou ópio ou coisa similar, ou que Pound era anti-semita, ou que Balzac tomava xícaras e xícaras de café, ou que Proust era um homossexual, ou que Poe vivia na sarjeta, ou que JK e Getúlio Vargas eram afeiçoados em demasia ao sexo oposto, que Borges talvez nunca tenha tido sexo ou mesmo Immanuel Kant, que Nietzsche foi parar num prostíbulo e contraiu sífilis, que Cioran tinha insônias em Bucareste, que Dostoievski e Machado de Assis sofriam de epilepsia, que ainda Machado de Assis era pobre, taciturno e tartamudeava e que suspeitou certa vez e foi motivo de suspeitas de adultério junto a Carolina. Tudo isso para dizer que essas coisas não nos interessam e que não deveriam interessar -- tampouco aos jornalistas e biógrafos que desavisadamente nos informaram; e tampouco interessa também saber quem mo escreveu ou como eu soube dessas coisas... Viu, seu curioso? # Agradeço o e-mail de quem muito admiro.
Escrito por WILSON às 17h14
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Já não se fazem jornalistas como antigamente Quem acompanha os meus textos sabe que eu sempre recorro a essa temática da formação; talvez porque tenha me marcado negativamente deveras; mas escrevi alguns textos levado por uma reflexão que não é incomum no que concerne ao jornalismo pastiche e mimético que é praticado hoje em dia. Vocês podem perceber que existe uma cópia das notícias com algumas alterações aqui e acolá para não dizermos que se trata de plágio. Percebi isso quando da triste e lamentável morte de Daniel Piza no sábado na véspera do ano novo. Tudo o que um blog dizia o outro dizia ipisis litteris. Eu queria saber da vida do jornalista, do modus vivendi, do que antecedeu ao avc, se tinha vícios, se reclamava de alguns problemas; ou seja, informações jornalísticas que não obtive no momento nem no domingo quando receberia a Folha em casa; mas a Folha também não chegou. Isso significa dizer que temos noticiário em tempo real, mas não temos um jornalismo minucioso, detalhado com informações precisas. Hoje se você já leu a Folha, você já leu o Estadão, a Veja e outros diários; sem dizer ainda que o jornal virou mesmo o embrulhador de peixe velho, porque tudo já estava na internet no dia anterior. Pelo que eu saiba, até hoje não fizeram a anamnese do Daniel Piza. Se ele estivesse vivo, eu juro que ele daria uma senhora bronca no patrão.
Escrito por WILSON às 13h08
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Meu périplo acadêmico Depois de me formar em jornalismo, continuei estudando como autodidata e esqueci dos bancos escolares; e para mim isso era para sempre; passara aquela veleidade de trabalhar num jornal. Gostava de frequentar livrarias e sebos. Fiquei muito triste com o desaparecimento da Brasiliense e de muitas outras livrarias ao longo dos anos como a Teixeira, Ediouro, Belas Artes, 5a Avenida, Duas Cidades e tantas outras para o surgimento das megastores como a Livraria Cultura que eu já frequentava e a Fnac. Os sebos de São Paulo mudam a todo instante. Antes se concentravam mais na região central, eram mais próximos dos Campos Elíseos; alguns migraram para a Liberdade. Foram dias e dias frequentando sebos e livrarias. Fui consulente assíduo do Sesi, Sesc, Centro Cultural São Paulo, Biblioteca Mario de Andrade e tantos outros. Mas eu sempre gostei de comprar os livros ao invés de locá-los. Em 1987 fui cursar Administração na Universidade São Judas, mas desisti no último ano. Só fui retomar os bancos escolares em 1999 para fazer mestrado em Educação, mais por curiosidade e incentivo de meu amigo Camelo Ponte. Gostei, mas não fiquei mais que dois anos. Tive boas aulas nos Salesianos. O que mais curti foi a sua arquitetura e a sua história. Os Salesianos tem aquela pompa arquitetônica, sem falar na sua tradição - sobretudo do colégio. Por lá passarram Grande Otelo, inúmeros políticos, clérigos etc; a lista é grande. As aulas foram muito legais. Mas senti que eu não queria desenvolver nada. Eu queria mais curtir as aulas e menos desenvolver qualquer tese. Em 2001, participei de um grupo de estudo a distancia na USP. Lá concluí com os demais colegar a pós-graduação. Reuníamos na casa do Ponte, quase todo sábado, alguns dias de semana e alguns domingos. Líamos um material bem denso adredemente preparado com relatos, cartas etc atinentes a um tema muito em voga hoje que é a violência contra crianças e adolescentes. Fiz mais por ser a USP. E eu precisava de uma maneira ou outra do selo USP. Fiz mais para não me encherem o meu saco de USP. A todo momento me perguntavam se eu era formado na USP. E isso me descredenciava um pouco. As pessoas precisam do ISO. Mas isso me exortou a estudar na PUC. Lá sim foram aulas muito instigantes. Chego a dizer que foi o melhor curso que fiz na minha vida. A PUC tem grandes professores e são muito instigantes. Sem falar no corpo discente que é muito competente e competitivo também; mas não prossegui por inúmeros motivos; desde financeiro, passando por ordem estritamente subjetiva. De lá fui para o mosteiro de são Bento estudar os primeiros passos do grego. No começo não entendia nada. Mas insisti e me esforcei. Começamos mais ou menos com 20 alunos até chegarmos a quatro, cinco, seis, sete, oito, dois, um, variando. O problema para mim é que o professor viu em mim, talvez, alguém que não queria seguir a carreira acadêmica em grego como muitos que fizeram o curso com ele. Um exemplo é o Júlio que é um jovem de uma inteligência tamanha. Eu, às vezes, tinha uma certa dificuldade em acompanhar certas traduções; uma porque o professor se comunicava mais com os alunos no decorrer da semana; e quando eu chegava no curso tinha ficado para trás sobre algumas passagens que necessitavam das dicas do professor. Vejam a importância de um magister. Percebi isso; mas mesmo assim continuei. Pretendo voltar um dia. Eu, na verdade, gosto mais de estudar a gramática grega; com os textos não me empolgo muito. Depois fui fazer latim e acumulei com outro curso de alemão. Vejam a bagunça que criei na cabeça; apensando a tudo isso os meus problemas pessoais que não eram menores. Das aulas de latim, lembro-me do professor Basseto. Professor aposentado da USP. Aprendíamos mais filologia e histórias magníficas que contava na sala, a ponto de não termos nada, ás vezes, de gramática; e isso fazia eu recorrer ao Napoleão de Almeida que até hoje recorro. É preciso reconhecer que essas línguas instrumentais são um outro tipo de línguas; dificilmente temos uma proficiência como no inglês, coisa que não tenho também; são línguas mais para pensar e entender. Há uma lentidão agradável a contrapelo dessa modernidade fast food. Não prossegui no alemão no mosteiro porque não houve alunos inscritos; quanto ao grego e ao latim, fui informado que foram incorporados ao curso de graduação de filosofia, que de uma certa maneira dá um certo status ao curso. Digam-me qual universidade de filosofia tem grego e latim em sua grade? E a Faculdade São Bento tem. Há uns colegas da PUC que lecionam lá. Digo colegas; não amigos nem inimigos; colegas da PUC que são mestres e doutores e pós-doutores hoje. Quase toda, para não dizer todas, universidade é um poço de vaidade; e aí ou você resiste ou ataca com vaidade - coisa que Nietzsche denominava de fraqueza - mas essa vaidade antes de ser perniciosa; e é; é ao mesmo tempo muito incentivadora, porque cria a competividade intelectual que se de um lado não é bom, por outro nos faz estudar mais e mais. O meu problema talvez seja a minha formação anárquica; e isso de uma certa forma me faz um pouco reativo à submissão que é um ingrediente universal em toda universidade. Mas isso não significa que eu parei de estudar. Fiz um curso, como já relatei aqui de equivalência em filosofia pelo Claretiano; ou seja, abandonei o mosteiro de são bento e a Faculdade de São Bento para cursar o Claretiano a distância. Hoje, retomei o ensino a distância na UNESP pelo incentivo do Governo do Estado de São Paulo. Pretendo retomar ainda o stricto sensu em alguma universidade federal ou estadual. Mas não sei, com efeito, se vou conseguir elaborar uma tese. Gosto muito de pensar e anotar. Eu tenho uma relação estranha com a universidade de amor, ódio e desdém. Mas espero encontrar os meus pares. Estou sempre pensando e anotando e estudando filosofia, poesia, economia e inúmeros temas. Eu sei que tudo isso de uma maneira ou outra me leva numa espiral que eu efetivamente não sei aonde vai dar. E é isso que dá o sabor da minha caminhada. Sou como Ulisses que procura entre os escombros reencontrar o seu caminho, se é que tivemos um único um dia.
Escrito por WILSON às 18h47
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Memórias da escola e da vida Lembro-me de uma cena do meu primeiro dia de aula no Carvalho Senne. Não lembro propriamente da aula. Aliás, recordo-me de alguns momentos que me ligaram à escola num todo. Tenho lembranças de fatos e não propriamente das aulas. Se hoje escrevo aqui, creio que isso tem a ver com as aulas que tive, mas que não me recordo mais. Do meu primeiro dia de aula, e penso que essa cena está ligada a esse dia, recordo-me de uma flor meio avermelhada que tinha em profusão nos muros da escola. Era um dia de sol de 1967. Não lembro, no entanto, se era minha mãe ou a minha tia que me levara. Nem me lembro do trauma ou alegria do primeiro dia. Lembro sim de uma prova oral que fazíamos no final do ano e que tirei 98. As notas iam até 100 naquela época, mas depois mudou para 10, 9, 8, a, b, c, d, e... Fiquei em segundo lugar, só atrás do Carlos que vez em quando vejo aqui na vila ré. Pelo jeito o Carlos não prosseguiu nos estudos. Mas tinha caligrafia. O que mais lembro é dos meus colegas Zé Luiz, João Luiz e o Du, que fiquei sabendo que faleceu. Lembo vagamente de uma aula de matemática de produtos notáveis e da minha dificuldade em realizar certos problemas. Lembro-me do professor Oduvaldo de Biologia que era um pouco irônico comigo, porque a minha nota era 5 ou 4 sempre. E ele fazia um tipo de suspense e dizia: 4 com louvor e nós ríamos à beça. Ou me ameaçava com um inaudito dez e dizia 2,5 e eu ria mais ainda. Notem que eu não era diferente de muitos de agora. Lembro-me também de uma professora de biologia que brincava muito comigo e que me chamava de chanceller pela minha não adiposidade e eu lhe respondia sou o fino que satisfaz que era o bordão do cigarro e ela ria um riso lindo, porque era uma loirinha linda e novinha. De portugués lembro daquelas aulas enfadonhas da Teresa. A Teresa posava de séria, mas descobrimos que teve um caso com o professor de matemática e aí ela se pirulitou do colégio para o nosso alívio e alívio dela também. Tive aulas de inglês com um professor bem fresco que nos fazia dizer th (d). Nas aulas de música com a Eliana solfejávamos e admirávamos a belíssima professora. Fazíamos também um pouco de algazarra com sol, lá, si, dó ré....e ríamos a rodo. Nas aulas de francês eu me recordo de um painel com os diálogos. Decorei toda uma lição, que até hoje me facilita para a leitura do francês. Em química só jogava sete e meio. Hoje corro atrás. Não tínhamos filosofia. Mas tenho o livro Diálogos de Platão daquela época. Tenho saudade do futebol de campinho nos terrenos baldios próximos da escola. Das aulas de física eu não gostava porque eram depois das onze da noite. Era a chamada sexta aula. Saíamos onze e meia ou onze e quarenta. Escrevo isso por julgar muito pouco o que recordo da escola, porque foram onze anos contando com a minha reprovação no segundo colegial. Mas a escola nos marca de uma maneira ou outra. Não levo lembranças decisivas na minha formaçao. Nem posso dizer que esse ou aquele professor me marcou indelevelmente como muito se diz por aí. Tenho lembranças. Sei que aprendi muitas coisas e principalmente com a vida que é outra escola. Mas é pena que a vida nem os livros não nos dão nenhum certificado. É como dizia Schopenhauer : as pessoas estão mais interessadas naquilo que você representa, do que naquilo que você efetivamente é´. E convenhamos: não somos um mero certificado dependurado na parede da sala ou somos?
Escrito por WILSON às 16h37
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O MEU CURSO DE JORNALISMO VIRTUAL http://www.umc.br/instituicao/7/a-universidade 
Sou formado em jornalismo. Mas nunca atuei num jornal. Formei-me nem sei por que motivo. Como eu gostava de futebol, optei por jornalismo. Talvez para suprir o meu sonho de ser jogador de futebol. Mas dista tanto tempo que nem sei o motivo mesmo. Fiz jornalismo na umc. Uma porque não passei na usp. E eram essas as únicas opções para um capiau da vila ré como eu que só gostava do corinthians e de jogar bola. Eu não gostava nada nada de estudar. Eu lia, se lia, só o frontispício do jornal afixado na banca lá da vila granada. Mas nem sei como se deu o vestibular na umc. Consta que fui classificado em trigésimo terceiro lugar. A umc é longe daqui, imagine nos anos 80. Precisamente no ano de 1980. E foram viagens naqueles trens abarrotados de estudantes que eu ia todo dia - mas nem ligava para as aulas, como já tive oportunidade de relatar aqui em outros posts. Eu ia lendo alguns livros que a Editora Brasiliense lançava. De modo que a minha faculdade foi a Brasiliense, as revistas, os jornais e não a umc. Eu lia no trem, indo para a universidade e voltando da universidade e depois em casa até uma ou duas da manhã e depois logo pela manhã voltava a ler nos ônibus lá pelos cinco ou seis da manhã. Li Kafka, Sartre, Simone de Beauvoir, Camus, a Folha de São Paulo, Veja e até bula de remédio. Foram momentos de muitas leituras. Principalmente literatura contemporânea da época, clássicos como Balzac, Tolstoi, Dostoievski etc e muita política. Em dois anos eu já discursava melhor que hoje - se querem saber. Ou seja, me lembro de um dia que me peguei lendo no fundo da sala de aula e um aluno me dizendo que a aula tinha acabado e que eu ia perder o trem. Lembro-me também que eu descia para tomar um café no intervalo e que subia rapidamente para continuar alguma leitura. Eu nem frequentava as aulas de redação nem nada. Não me recordo de nenhum professor nem de colegas. A não ser de alguns colegas que pegavam o trem comigo. Li quase tudo dos Primeiros Passos e uma mancheia de livros e jornais, principalmente a Folha de São Paulo. Lembro-me que ficava sabendo das provas no dia. Alguém me dizia assim: você estudou para a prova de sociologia? E eu redarguia: mas que sociologia? Ou: você preparou o trabalho de rádio? E eu respondia com outra pergunta: mas qual trabalho de rádio? Ou seja: não fazia absolutamente nada. Eu acho que nem caderno eu tinha. Eu tinha livros. Ah, isso eu tinha. E não era um somente. Eram vários. Era uma biblioteca ambulante. Só sei que certa vez tive que fazer às pressas um programa de rádio. Lembro-me que estava na seguradora onde eu trabalhava. Era hora do almoço e me pus a inventar uns diálogos com um monte de LP que eu colecionava. Tinha de Djavan, Chico, Gil, Caetano, Alceu Valença. E eu inventava patrocinadores e colocava música. Inventava notícias: roubos, festas, assasssinatos e colocava música. Esse era o meu script, só para me livrar do trabalho final. Sei que cheguei na universidade e me indicaram o estúdio que eu nem sabia onde ficava. Houve um colega que tinha uma família suicida que me ajudou me dando os sinais da locução. Sei que fiz o trabalho e gostei da brincadeira. Nem sei como entreguei a fita. Era uma fita cassete. Dizem que o professor era da Jovem Pan. Chegando na Vila Ré, lá pelas onze horas, parei no bar do gérsão que era o meu point e mostrei para uns colegas que colocaram a fita no casset de um fusca. Recordo-me que os caras gostaram pra caramba. Talvez pela minha voz que é forte e que muitos já elogiaram e até hoje elogiam. Mas nunca atentei para isso. Podia ser um radialista como me dizem até hoje. Sei que estou formado por uma universidade que nunca me envolvi a contento. Fiz sim a Faculdade da Brasiliense. Recordo-me ainda que fui com o meu colega Geraldo fazer a minha colação. Lembro-me muito bem da assinatura e do orgulho da minha formação acadêmica. Após a minha formação, entrei num processo depressivo, porque queria trabalhar num grande jornal e continuava a trabalhar numa seguradora de pelegos para a época. Hoje, todo mundo é revolucionário e progressista! Arre! Dali em diante nunca mais parei de estudar. Ou seja, sempre fui um aluno virtual. Como se diz: estou lá, mas estou sempre por aqui, principalmente com os meus livros. Eu fui, com efeito, talvez, o primeiro aluno virtual que apareceu na história desse nosso Brasil; se é que me faço entender... Se eu tivesse entrado na usp, sinceramente, não sei o que seria de mim nem daquela minha parca biblioteca...
Escrito por WILSON às 13h49
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Não sei como as pessoas não conseguem se divertir com o Olavo de Carvalho. O brasileiro pensa ter senso de humor, mas, infelizmente, não tem. O Olavo de Carvalho vai na veia e no fígado dos chamados doutores acadêmicos. Por favor, tenhamos um pouco mais de galhardia com o riso. A nossa vocação é o riso e o bom humor. Isso é que dá o cara pedir as credenciais a um cara superior a ele. http://www.youtube.com/watch?v=W09CPnwj-SQ&feature=related
Escrito por WILSON às 12h18
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Tenho passado os dias lendo jornais e lendo capítulos aleatórios de Istambul de Pamuk e retomando os estudos de algumas gramáticas greco-latinas. Hoje comprei um livro de crônicas de Otto Lara Resende e o último livro de Giannotti; devo lê-los daqui a pouco. Releio sempre também os meus dois livros; mas sempre me causa alguma insatisfação que não é a mesma. Livros editados jamais deveriam ser relidos pelo autor. Fiquei em dúvida em levar Hitchens, mas muito caro; preferi um all star que eu estava precisando; mas será o meu próximo livro de cabeceira. Aqui na zona leste há um sebo que não perde nada para os grandes sebos do centro; aliás eu julgo-o até muito melhor; mas por enquanto não conto, porque deverei buscar mais alguns livros. Tenho postado algumas brincadeiras com Hitchens que era um ateu vigoroso como Dawkins; aliás deixei de comprar um Dawkins hoje também; a brincadeira não é contra Hitchens que me parece deveras sagaz e dos que gostarei com certeza; mas é porque não posso perder o efeito dos 140 caracteres do twitter. Às vezes brinco com os ateus não porque são ateus ou contra todo tipo de religião; mas é porque julgo-os um tipo de religiosos bastante dogmáticos; e isso para mim se torna até hilário. Como os que acreditam em Deus esforçam-se com denodo em provar Deus, também os ateístas tentam em vão provar a sua inexistência, sem conseguir, todavia, prová-la pela razão. Não falo de opiniões, mas argumentos que não são satisfatórios sob o ponto de vista estrito da razão. Ou seja, o ateu é um tipo de fundamentalista, que não deixa de ser um espírito religioso também. Eu, particularmente, não me identifico com muitos que se dizem poetas, filósofos, escritores, conservadores, liberais etc; por exemplo: quando eu era jovem, com os meus vinte e poucos anos eu era um simpatizante da esquerda e detestava a direita; mas quando conheci alguns esquerdistas também me afastei porque os identifiquei com muitos da direita pelo modus operandi; Ou seja, havia muito mais similaridade entre um esquerdita e um direitista do que um esquerdista com outro esquerdista; e aí eu perguntava: por que eles não estão juntos se pensam da mesma maneira e diferente de mim? Hoje em dia também penso que as coisas se dão assim; há pessoas que não são de esquerda e me agradam e pessoas de esquerda outras que me agradam da mesma maneira; entretanto há outros que para mim me são indiferentes. Por isso penso que a classificação é muito redutora; nunca na verdade gostei dessas classificações superficiais. Hoje, sou muito mais conservador que outrora, porque não bebo, não fumo, não uso drogas. A minha visão era de uma lente de binóculos diferentes; antes eu estava na proa do navio observando as vagas por outro ângulo; hoje já vejo as ondas que me passaram e que insistem em me passar; é evidente que podemos sempre reolhar, mas os olhos são outros. Mesmo quanto aos livros ou aos acontecimentos se dá o mesmo; não temo coisas que eu temia; como temo coisas que não temia; gosto de autores que me eram irrelevantes e nem conhecia; não gosto de autores que antes cultuava e que agora me são irrelevantes também. Esse é o processo da vida; e por isso a vida é bela com conservadorismo, liberalismo, anarquismo ou não.
Escrito por WILSON às 18h43
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Monólogo do Sr. Prufrock Crianças brincam pelo quintal Há um corre-corre danado O mundo (o nosso mundo) Para elas não existe O que existe - se existe - É o mundo das crianças que brincam pelo quintal Lá fora também há um corre-corre danado Mas não é o corre-corre das crianças que brincam pelo quintal Lá fora são outras correrias É um quintal inóspito para as crianças e para mim Que estou na cama aqui deitado Esse quintal um dia será delas Como foi meu também outrora É nele que essas crianças vão correr e brincar Ou quem sabe o quintal brincar de brincar com elas.
Escrito por WILSON às 17h57
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Para a minha amada esposa Raquel http://www.youtube.com/watch?v=b9S3HHugW-s&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=b9S3HHugW-s&feature=related
Escrito por WILSON às 13h06
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Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia (Fernando Pessoa)
Falamos muito sobre `esse sujeito é conservador´, como sinônimo de 'ele não tem valor'. Hoje, com a dissolução do manqueísmo esquerda/direita não sabemos o que querem dizer com conservadorismo. É fácil rotularmos as pessoas. Eu sou liberal em certas coisas e em outras não. Nem por isso sou liberal ou totalmente conservador. No plano moral é a mesma coisa. Clinton era um tipo democrata-liberal. Mas vocês se lembram da Mônica? Bush era conservador mas era dependente do álcool. Nelson Rodrigues era conservador e escrevia como um liberal da rua dos Andradas. Machado era um sujeito de poucas palavras, uma porque tartamudeava e até já se suspeitou que capitu tenha sido um ato falho de sua parte. Vejo homens da esquerda e poetas pós-modernos vibrarem com Pound que era tido como antisemita e até Nietzsche que era declaradamente misógino. Digo tudo isso porque antes de julgarmos o valor de um pensamento, julgamos moralmente a pessoa. Eu que não bebo atualmente não lerei então Bukowski? Ou eu que não uso drogas não lerei Rimbaud ou Villon, Poe ou Charles Baudelaire? Já percebi que o fato de eu receber elogios de Olavo de Carvalho descredencia o que penso. E o pior é que ninguém se interessa em saber o por quê do panegírico do filósofo. Pronto: se fosse de um homem de esquerda aí sim os meus estudos teriam valor. O que mais intriga é esse julgamento precipitado até de supostos filósofos que teriam no mínimo o dever de saber do que estamos falando. Não podemos revivenciar o não provei e não gostei. Por favor, senhores scholars, não morram mais um vez abraçados com as suas vis ignorâncias.
Escrito por WILSON às 14h03
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1 - Eu creio que alguém quis postar uma mensagem, todavia a mensagem veio truncada. Se quiser postar no meu email: wilsonluques@ig.com.br. Esse espaço é democrático. 2 - Uma coisa que percebo hoje (talvez esteja errado, ou porque envelheci, e aí é coisa da idade) é que temos muitas pessoas não tão preparadas ou sem vocação no meio acadêmico. Há uma profusão de doutorados e pós-doutorados que nem sempre conferem com a capacidade das pessoas. E aí as tomamos como intelectuais e as pessoas ignaras acreditam nelas como formadoras de opinião. 3 - Ainda existe, infelizmente, e isso possivelmente perdurará por longos anos, a ideia do anel no dedo. Aquela coisa que Gilberto Freyre já dizia de nossa herança judaico-portuguesa do doutor.
Escrito por WILSON às 12h01
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O que as pessoas bem ou mal de mim não me pertence Eu sei que muitos não podem acreditar, mas não aceito do fundo do meu coração os apodos de poeta e filósofo. Já tive oportunidade de escrever sobre isso. Mas torno a ele. Muito menos escritor. Eu gosto de pensar acerca dos problemas que me incomodam sob o ponto de vista de uma ratificação. Eu gosto mesmo de fazer as minhas anotações em cadernos ou folhas separadas. Nem a atitude épica de um livro me agrada muito ultimamente. Eu sei que muitos não vão acreditar, mas é isso que ocorre comigo. Eu gosto de dividir informações, e nunca é no intuito de exibir-me. Embora eu tenha certeza que a maioria pensa assim de mim. Que sou metido e esnobe. E isso não é verdade. Eu fico no fundo até encabulado. Também não gosto muito do estudo regular. Gosto de estudar pelo prazer de estudar. E isso vocês vão perceber pela minha formação que é tardia e toda fragmentada. Mas isso não significa dizer que nunca estudei. Aliás, estudava muito mais, mas muito mais mesmo, antes do que agora. O problema aqui no Brasil, infelizmente, é que há uma competição muito grande em todas as esferas. E ninguém aceita uma relevância do outro. Somos muito atrasados ainda nesse ponto. Há um embate curricular que é detestável. É o famoso: você sabe com quem está falando? E saca as credenciais. Alguém agora mesmo poderá pensando assim: e você o que faz, não é isso a toda hora? Mas essa pessoa não percebe que eu sou meio sátiro. Escrevo sempre rindo por dentro. Porque sempre me encheram o saco com isso. E agora exagero. Eu não quero criar inimizade com ninguém. Mas ao mesmo tempo não deixarei de dizer o que penso. Chega de censura e o pior: de autocensura. Se as pessoas ficam chateadas porque fui elogiado por alguém que elas são rivais, eu não tenho nada a ver com isso. Por isso digo: fiquem tranquilos. Porque não sou filósofo, poeta, escritor, cantor, pintor, gênio ou qualquer coisa que o valha. Não pretendo tirar a cátedra de ninguém. Eu só quero ser feliz e pensar. O que as pessoas me dizem, pertence a elas, não a mim.
Escrito por WILSON às 19h52
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Olavo de Carvalho falando de ghiraldelli. Agora sei o motivo da cizânia. ↑ Olavo de Carvalho, True Outspeak 2007-07-09
Escrito por WILSON às 17h32
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Mesmo se você não tiver reações alérgicas às picadas de inseto, isso pode causar grande desconforto.
Escrito por WILSON às 12h15
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A CAÇA ÀS BRUXAS AINDA NÃO TERMINOU Eu já sabia. Vivemos a caça às bruxas. Eu provoco. Porque quando se provoca um bando de marimbondos, ele vai te picar. Porque a função do marimbondo é picar, porque não produz, se produz, mel da melhor qualidade. ´Esse mel meio escuro que é produzido para consumo interno dos marimbondos, não é utilizado para consumo humano pois é muito forte e amargo´. É óbvio que ficamos contentes ao receber encômios. Sobretudo num país onde viceja a inveja. Mas o ruim é quando recebemos panegíricos de pessoas que não vão na linha do mainstream acadêmico ou são considerados de direita. E eu tenho culpa se Olavo de Carvalho tem inúmeros inimigos, sobretudo da academia e da esquerda? E eu deixo claro que nem eu sei o meu posicionamento político. E eu gosto de dividir e divulgar as coisas boas, mas não deveria fazê-lo, porque a invidia vem na inversa velocidade. E foi isso que já aconteceu com o senhor Ghiraldelli que disse assim no Twitter:
Escrito por WILSON às 11h51
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Quanto ao link do Olavo de Carvalho falando sobre mim, inicia-se aproximadamente in 9h30. O Olavo de Carvalho já me havia encaminhado alguns emails postados aqui, quando comentava acerca do Paradoxo do Zero. Agora, no áudio, ele diz sobre a minha crítica sobre Descartes. Agradeço de coração ao Olavo de Carvalho. Não porque me faz panegíricos. (Ele faz um tipo de emulação com Antonio Cicero que a mim muito me honra, mas é questão de análise subjetiva, uma porque respeito muito Antonio Cicero também). Mas porque é ousado e não fica na retaguarda aguardando as benesses futuras. Digo com todas as letras: Olavo de Carvalho, Fernado Jorge e J Camelo Ponte são as primeiras pessoas que tiveram a audácia de reconhecer os meus estudos. Houve outros também. Outra coisa: leiam ou procurem compreender o que digo na filosofia e não tenham o pensamento tacanho de associar tudo a um plano político ou partidário. A filosofia enquanto reflexão tout court deve ser apartidária. A única pessoa com a qual mantenho contatos mais próximos, e atualmente mais pela blogosfera, é meu amigo Camelo Ponte. Obs: Vocês também pode rir boas gargalhadas, porque ele entremeia o discurso a uma quase infinita sucessão de tosses filosóficas. (rs) Realmente eu não sei o que será do futuro. Mas já falei para a Raquel guardar até palitinhos de dentes pessoais. rs.... http://www.olavodecarvalho.org/midia/080428true.html http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_de_Carvalho
Escrito por WILSON às 11h43
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Olavo de Carvalho falando sobre os meus estudos. Quem tiver ouvidos para ouvir ouça. http://www.olavodecarvalho.org/midia/080428true.html
Escrito por WILSON às 12h58
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Escrito por WILSON às 19h25
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Prestigiando e sendo prestigiado no Curso de Poesia de Vicente Cechelero 
Escrito por WILSON às 19h19
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Na Livraria Empório Cultural 
Escrito por WILSON às 19h12
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Eu não sei o que o meu nome está fazendo no Site do Olavo de Carvalho. Eu devo ter postado alguma coisa. Se for dura, avisem-me! rs! http://www.olavodecarvalho.org/midia/080428true.html Tags Escola Sem Partido (Site) , Alan Keys – Barack Obama – John McCain , João Pedro Stédile , Georg Cantor , Antônio Cícero – Wilson Luques Costa – Lógica – René Descartes – “Discurso do método” (Livro) , Bancos , Tancredo Neves – Paulo Maluf – Glória Maria , Reinhold Niebuhr – “Moral man and immoral society: a study in ethics and politics” (Livro) , Rodrigo Constantino – Ciro Gomes – Protecionismo – Alejandro Penã Esclusa – Mangabeira Unger – Fórum da Liberdade , Desarmamentismo – Virginia Tech – National Rifle Association , Francisco de Oliveira – Economia brasileira , Paulo César Peréio , George Washington , Rede Globo – Igreja Católica – Violência – Folha de S. Paulo , Graça Salgueiro – “O Foro de São Paulo elege seu 10º Presidente na América Latina” (Artigo) , Dun Scott – Voluntarismo , Roger Baker , Julio Severo – Mikhail Gorbachev , Ricardo de La Cierva – “Las puertas del infierno” (Livro) , Georges Bernanos – “Diário de um pároco de aldeia” (Livro)
Escrito por WILSON às 13h14
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Eu, todo ano, destaco um aluno, um livro ou algo que me moveu. E esse ano o meu voto vai para o Blog Memorial de Mauna linkado abaixo. O blog apresenta-nos uma gama que vai da índia à literatura não canonizada, mas de excelente carpintaria. E o blog com o seu editor cumpre um papel da mais extrema relevância para a cultura brasileira; e por que não dizer universal? http://memorialdemauna.blogspot.com/
Escrito por WILSON às 12h57
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Estudos Neokantianos Estou a ler Estudos Neokantianos de Mario Ariel Gonzáles Porta. Leio e releio também a todo o momento A filosofia a partir de seus problemas, que é um livro de importância seminal para quem estuda ou pretende estudar filosofia. Para quem pensa que filosofia não serve para nada, eu sugestiono a iniciação com esses dois livros, porque aí o cara vai ter um pouco mais de humildade e correrá atrás das conceituações e de um bom arrazoado de instrumentais. Já deixei notório que tive algumas dificuldades nas aula do Mário no Mestrado em Filosofia da PUC. Talvez pela minha personalidade que é um pouco forte também. Mas não confundo as coisas e nem guardo mágoas. Sei separar o joio do trigo. E tudo que leio, digo ou contraponho, é no escopo de dialogar no plano filosófico. Não levo para a casa as rusgas filosóficas e é isso que todos deveriam fazer. O livro Estudos Kantianos é de difícil leitura. É necessária uma boa iniciação em Kant, porque o livro dialoga com o pensamento de Kant. Portanto, é mister entender Kant para voltar a ele. E o livro a Filosofia a partir de seus probelmas pode nos auxiliar nessa empreitada. Há vário textos. E pode-se iniciar pelo princípio ou pelo fim. Eu faço muitas anotações. Estou namorando o texto e toureando até pegá-lo pelos chifres. Vejo valores e vejo defeitos. Não obstante o texto ter um sabor estritamente filosófico, há alguns vícios na escrita que julgo excessivos, como por exemplo o uso da palavra decisivo: e isso é decisivo (excesso); ou ´A filosofia não é outra coisa que.... A objetividade não é outra coisa que... ou A experiência não é outra coisa que...; citei as frases ao meu bel prazer só para dizer que há um uso excessivo dessas construções no livro...o professor poderia dizer p.e: a filosofia é.... a experiência é....a objetividade é... e esse tipo de escrita que é derivada de sua oralidade é até bonita e surpreendente num primeiro momento mas se desgasta e vai aos pouco perdendo o seu brilho e se tornando um vício, o que torna o que poderia ser mais claro, menos transparente; o que transforma , por vezes, também a sua filosofia um pouco mais nebulosa, fazendo-nos parecer inacessível -- sem desconsiderar o fato de que essa escrita pode esconder ou homiziar ou tornar arcano aquilo que não se poderia mesmo mostrar ou dizer. Porque muitas vezes não temos mesmo muito a dizer, mas dizemô-lo pelo simples fato ou instinto de dizer. O que no caso poderia muito bem caber aquela velha máxima Wittgensteniana.
Escrito por WILSON às 11h20
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Peço permissão ao Nelson Romano para fazer essa inconfidência. Foi meu aluno. Mas o Nelson para mim é fora de série. Não liguem para o que ele diz sobre mim e para mim, porque isso é apenas um pretexto para ele desfilar toda a sua verve literária. Olá Professor, Mais uma vez te amolo c'os meus e-mails, para que se não perca o costume de nos falarmos. Você é um amigo que admiro muito, de quem jamais quero perder o apreço, ou o contato. Infelizmente não pude mais estudar no Siva Prado. Tive alguns problemas que me obrigaram a trocar de período... - Concluindo, não tive remédio a não ser transferir-me para outra escola. Pensei no Gabriel, porém não me aceitaram lá. No Barão de Ramalho me aceitaram, e atualmente é la que estudo. ... A verdade é que sinto falta das tuas aulas. Sinto falta de amigos, porque lá não pude me entrosar com ninguém. Minha irmã - que também estuda lá - diz que o ensino diurno é diferente, melhor. Se Deus quiser farei uma transferência de horário. Como o senhor deve ter percebido, o governo distribuiu uns livros de literatura pr'os alunos do ensino médio. Tive a sorte de receber as "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis, o que aumentou a minha vontade de o reler, e ao fazer, relembrei da semelhança que sempre pensei existir entre esse livro e os textos do teu blogue. Nunca disse isso ao senhor. Talvez por nunca ter me ocorrido de dizer-te quando conversávamos, mas agora o digo. E digo mais: o senhor poderia escrever um romance, e eu, com certeza, o leria. O senhor é dono de um grande talento. Percebo-o ao conversar-te e ao ler o que escreve no blogue. Jamais esperei conhecer uma pessoa igual, e talvez jamais conheça outra. Um talento tão grande é o teu que me atrevo a fazer-te uma proposta, e é esta: Tenho uma grande vontade de escrever uma ópera. A verdade é que eu não tenho - e jamais terei - capacidade em fazê-lo. Mas tenho uma grande vontade. Se não tenho capacidade para compor uma ópera, tenho muito menos para escrever um libreto, o que torna o caminho duas vezes mais longo e difícil - reflexão esta que quase me fez desistir da minha grande vontade. Busquei, portanto, libretos prontos, e não foi difícil encontrar coisas maravilhosas. Metastasio, Da Ponte, enfim, coisas maravilhosas. O problema é que não achei nada de maravilhoso nos libretos brasileiros. Fato que me consterna, uma vez que queria encontrar algo em português. Tentei musicar alguma coisa escrita por Camões, como por exemplo, Anfitriões ou El-Rei Seleuco, mas o texto não tem métrica nem rima - o que dificulta muito. Para concluir - e te aliviar da pena de me ler - convido-te a escrever-me um libreto em português. Pensei em José no Egito, ou Saul em Amaleque, mas deixo o roteiro à tua escolha, ou então que se crie algo novo, o que seria ainda melhor. Se aceita a proposta, me faças saber. Durante muito tempo pensei em lhe propor isto, mas sempre hesitei. Em primeiro lugar porque pode lhe parecer que realmente tenho a capacidade de compor óperas, e em segundo, porque sei que não a tenho. Todavia - como o senhor mesmo me disse outra vez - vale a pena sonhar. Acato teus conselhos, e quero que desta vez sonhes junto comigo. Desculpe se escrevo muito, e por te fazer me ler tanto. A verdade é que gostaria de escrever muito mais, e mais ainda de te falar pessoalmente. Mas paro por aqui. Espero repostas. Do seu aluno e amigo Nelson Romano # Fiz alguns cortes
Escrito por WILSON às 18h42
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Das coisas inúteis Finalmente em férias. Agora vou me dedicar às coisas inúteis. 
Escrito por WILSON às 18h25
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O editorial da Folha de hoje, mais uma vez, faz crítica veemente à medida do governo em nivelar as disciplinas de filosofia e sociologia com as demais disciplinas, ficando, contudo ainda, abaixo das disciplinas de matemática e português. Para variar, a crítica incorre em filosofia e sociologia, disciplinas tidas pelo senso comum desde a Grécia (Φιλοσοφία) como supérfluas. E digo que são, sobretudo para aqueles que tem uma visão muito superficial da filosofia e da sociologia. A justificativa é sempre que a filosofia leva de nenhum lugar para lugar nenhum, pelo menos é isso que compreendemos. E isso é até justificável, na medida em que se faz uma opção por um modus vivendi que não pode ser questionado. Mas o que mais me causa estranheza não é o fato de se colocar a velha pergunta: Filosofia serve para quê? E eu efetivamente também confesso que não sei responder. Mas talvez contraditasse com outra questão: e a vida serve para quê? Para comprar todo domingo a Folha de São Paulo? Para ler os anúncios de carros zero quilômetro, sem que peçamos todo esse cabedal de besteira? Mas há outra coisa que mais me intriga além dessas perguntas já citadas que é perceber que quem tenta discorrer sobre filosofia não tem competência para questioná-la. Porque a filosofia está tão elevada que só pode ser criticada por filósofos ou amantes da filosofia e não por editorialistas gazeteiros que confundem o conceito experiência, como se se estivesse desejando formalizar um curriculum vitae, coisa que só interessaria aos aduladores do homo faber capitalista. De fato, a Folha com o seu editorial comprova a tese de que não nascemos para pensar e que sempre estaremos à disposição para aqueles que pensam por nós e não por nós. O problema é que quando não pensamos o corpo padece como já dizia a velha máxima. Pensar cansa a alma, já dizia um filósofo. Com efeito, temos, como diriam os gringos, uma grande disposição para o não pensar, e isso deverá se aguçar se tudo depender da vontade da Folha de São Paulo que julga possuir o mais dileto poder de nossa autoridade. Me poupem, xô! Wilson Luques é jornalista, pós-graduado em psicologia e professor de filosofia. É sócio da UBE. Tem passagens por cursos de mestrado em educação e filosofia. Publicou dois livros. Estudou os rudimentos de grego e latim no mosteiro de São Bento. Atualmente faz pós-graduação em docência em filosofia pela UNESP. Tem textos publicados na Revista O Escritor e na Revista de Arte e Literatura Coyote/ Iluminuras.
Escrito por WILSON às 12h36
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No futebol antes de ser brasileiro eu sou corintiano e amante do futebol arte. Vibrei com a vitória dos espanhois, porquanto sou neto de espanhois. A Espanha joga o melhor futebol do mundo atualmente. O barça é bi e o timão é o primeiro campeão mundial. Queiram ou não. O timão é o atual campeão brasileiro. Queiram ou não. No domingo, o Santos viu o que é ser um Ituano ou um Naviraiense. E não me digam do Timão, por que já metemos 11 x 0 e 7 x 1. É só conferir. Outra coisa: isso mostra como estamos decadentes no futebol. O Barça joga como jogávamos antigamente. Pergunte a qualquer cara da minha geração.
Escrito por WILSON às 12h19
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Como domar o leão que em mim se instaura? Como fazer emergir o cordeiro (agnus hominorum) que muitas vezes a mim me é reticente? Entre o leão e o cordeiro & o cordeiro e o leão há uma ponte de difícil travessia. Quem ousá-la trilhar na certa haverá de enfrentar calmarias e indesejáveis tempestades.
Escrito por WILSON às 14h10
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Sobre o conhecimento - Texto postado no Forum da Unesp ( Pós-Graduação em Filosofia) Outro fator que julgo de imprescindível necessidade notar é que o conhecimento é um in fieri, um gignestai constante. A dependência dos sentidos faz com que o conhecimento sofra alterações e prolongamentos constantes. Tomemos um recém-nascido (Lockeano ou Piagetiano) onde a tabula rasa ainda se manifesta: como poderemos determinar a ação do objeto? Em que consiste uma letra `A´ em sua primeira visão? Nesse sentido, embora tenha para mim que à psicologia cabe esse estudo, podemos dizer que o `A´ proposto e reconhecido em sua primeiridade por uma determinada comunidade como a primeira letra do alfabeto nem sempre teria para a tal criança essa validade, se aquela não lhe for bem colocada. De maneira que o que mais intriga é o sistema de um determinado acordo prévio diante das manifestações empíricas. O acordo exigindo mais uma empatia do que uma racionalidade. E isso é manifesto em quase todo ou todo tipo de linguagem. É de estarrecer, deveras, como chegamos a acordos tácitos como que intuídos e como, depois de fazê-los, obrigamo-nos, depois, por uma racionalidade apoiada neles. É o caso das ciências e/ou epistemologias que acabam abominado todo tipo de intuição, colocando-a no limbo, muitas vezes, sem querer atentar para o seu auscultamento. Outra coisa também a verificar, em se tratando de conhecimento ecológico, é o valor semântico que há nos objetos em relação aos sujeitos. Nessa intersubjetividade, podemos dizer que o objeto ganha contornos semânticos na medida em que se amplia. Mas também devemos considerar que em se tratando de objetos antrópicos, deveríamos considerar a intenção do agente, nãos descartando é óbvio a sua intersubjetividade. Por exemplo: o ´a´ é a primeira letra do alfabeto; se ela lembra alegria ou não a um sujeito cognoscente estaria mais no nível da interpretação semântica do que da sua validade como índice, símbolo ou qualquer signo. Já objetos naturais ou physicos seria quase impossível fixá-los, tomando nesse sentido o seu uso pragmático já que não sabemos para que existem, pois não nos falaram ainda de sua validade, como não sabemos se ainda vão nos falar pela ciência ou por um Deus ou deuses que joga ou jogam dados conosco e com aquilo que denominamos cosmos ou universo.
Escrito por WILSON às 13h43
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