POTLATCH - onde há fumaça, há fogo - o simulacro do futuro
   
BRASIL, Sudeste, Homem, Portuguese, Livros, Livros, livros
Outro -
Histórico
Categorias
Todas as mensagens
Evento
Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis
pulsarmarini
ube
jornal da poesia
Fotolog de Wilson Luques Costa
Acontecimentos
Zona Branca
RUI ALVES
Jardim de Adônis
PUB 66
amologoinsisto
Gabriel Perissé
Érico Marin
Paulinho Videira
Eduardo Val Bueno
TOM ZÉ

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


PREGUIÇA BRASILEIRA

Há dois domingos, saiu no Mais! a pendenga de quem é o nosso maior: Machado ou Guimarães? Pelo visto, no clássico, parece-me que por uma pequena margem de gols, venceu o velho Machadão. Eu, particularmente, também gosto desses embates que vira e mexe nos assomam. E não devemos desconfiar de modo aLgum que se trata de um investimento publicitário das editoras. Não mesmo, porque Machado é Machado; e Guimarães é Guimarães! Mas se for pelo fato de escrever bem, teríamos inúmeros escritores brasileiros que poderiam muito bem participar desse campeonato. Para mim, autor bom é o que me faz lê-lo até o fim; e nisso, algumas vezes, Machado e Guimarães falharam. Eu, até agora, principalmente agora, que passei dos quarentão, dificilmente tenho paciência para ler o Guima -- já o Machado é mais fácil levar -- porque o Bruxo parecia que já tinha inventado o blog lá no século 19 -- escreve uma coisinha aqui e ali e estamos conversados -- depois com jeitinho dá uma alinhavada e eis um livro clássico. Não dá para negar que esses dois escritores são realmente marcantes, mas nós e eu me incluo nessa estamos léguas e léguas para saber se são os melhores mesmos -- porque para saber, teríamos que ler a maioria das obras editadas no Brasil, coisa que seria impossível -- e sem falar que serve para todos o efeito manada: aonde a vaca vai o boi vai atrás... Em suma: erigindo-nos nessa dicotomia terceiro-mundista, perdemos nós, o Brasil, os demais grandes escritores brasileiros -- ganhando mais uma vez os oportunistas desse nosso tão pequeno Brasil! 



Escrito por wilson luques costa às 18h51
[] [envie esta mensagem] []




Como vaticinou Andy Warhol: todos nós no futuro teríamos os nossos quinze minutos de fama. Todos sabemos que a fama é fogo-fátuo do ego. E como sei que depois da fama vem a lama, recopio aqui a minha semaninha de blogs legais na internet. Eu mesmo tenho as minhas dúvidas. Deve ser algum inimigo meu que me fez isso, só para me provocar.

   

Blogs da Redação do UOL

Marcelo TasA partir de hoje esse blog se desloca para acompanhar a VI Flip - Festa Literária de Paraty
Blogs da Folha Online
Assim como você
: decisão de vanguarda da UFPR


Escrito por wilson luques costa às 12h35
[] [envie esta mensagem] []




Eu acho que a grande tendência do homem, e que seria por definitivo o seu saber, é calar-se. Mas isso seria muito diferente do homem tímido, que não fala ou só tartamudeia por uma característica sua psicológica. Digo calar-se, na acepção becktiana quando afirma: ´eu não tenho nada a dizer, mas só eu sei como não dizê-lo.`Por isso, desculpem-me se a frase de Beckett não é bem assim. Eu, por exemplo, ando ainda muito longe de tudo isso: de tornar-me o homo silentium. Isso eu julgo que vem com a idade e com a experiência -- mas já faz algum tempo que eu venho sentindo o avanço do tempo: uma ruga no sobrolho ali que me parecia uma coisa passageira que vive todo dia me piscando, o cabelo que se torna rarefeito a cada dia, a mão que enruga, o desinteresse por atividades que até ontem pareciam imprescindíveis. Ficar em casa com uma maior assiduidade. A semana que mal começa, mal termina e vice-versa. A primavera que já passou, o inverno que começa e acaba. É verdade, ainda nos sentimos moleques, provocativos. Esquecemos que nosso tempo já passou. Queremos remodelar a estrutura do mundo e nem nos apercebemos que ela já foi remodelada faz anos por uma injunção natural da natureza. O olhar blasé pelos jornais. Leituras esparsas dos leads. Mas há jornais ainda?  Eu acho que a grande tendência do homem, e que seria, por definitivo, o seu saber, é calar-se. Mas isso seria muito diferente do homem tímido, que não fala, ou só tartamudeia, por uma característica psicológica sua. Digo calar-se, na acepção becktiana, quando afirma: ´eu não tenho nada a dizer, mas só eu eu sei como não dizê-lo.` 

Há certos momentos nas nossas vidas, que começamos a nos tornar repetitivos. 



Escrito por wilson luques costa às 20h22
[] [envie esta mensagem] []




QUANDO VOCÊ VIR UMA PESSOA MAIS INTERESSADA PELA SUA CAUSA DO QUE VOCÊ, DESCONFIE!

Há uma máxima que diz mais ou menos assim: ´o otimista pensa que vivemos nos melhores dos mundos; já o pessimista teme que isso seja verdade.´ Recorro a essa máxima para posicionar-me a respeito de algo que já escrevi aqui, mas que em conversas as pessoas desconsideram. Vejamos: todos vemos uma deflagração de greves incessantes e isso pode até parecer bom para um país democrático. Mas o problema é que as greves começam com febre e terminam como um mero resfriado. E por quê? Porque não são greves com escopos oriundos da base. São greves engendradas com interesses inúmeros. Sinceramente, nem quero me aprofundar nessa questão, mas nas vezes que participei de greves, eu sempre mais me frustrei com os ´meus companheiros`do que com os próprios supostos algozes. Quem já participou dessas manifestações sabe do que estou falando. Para quem não participou, não adianta tentarmos explicar. Como dizia um certo teatrólogo inglês: ´há muito mais mistérios entre o céu e a terra, do que pensa essa nossa vã filosofia`. Bendita seja (mesmo) a enorme diferença dessa vida.  



Escrito por wilson luques costa às 14h30
[] [envie esta mensagem] []




Estou me recompondo de uma gripe ou virose -- não sei. Mas quando ficamos meio doentios não queremos nada com a vida. É preciso lutar. Agora uma coisa é necessária dizer: ficar doente não é bom. Eu empaco. Quem me acompanha sabe que os meus autores prediletos são Schopenhauer e Cioran, não propriamente pelo que eram mas pelo que diziam. Mas discordo de Schopenhauer quando fala sobre a dor. A dor, a febre,  não estão com nada. Eu quero mais o sol desse equador.    

Escrito por wilson luques costa às 10h38
[] [envie esta mensagem] []




Fiquei sabendo pela internet e pelos jornais que faleceu dona Dagmar mãe dos Frias. Antes de tudo o meu lamento. Lembro-me que li a biografia do seu Frias numa única noite. E de todos os personagens, o que mais me impactou foi a figura de Dona Dagmar. Há uma foto dela, na qual se expressa a própria nobresa. Era, parece-me, um tipo de mulher que nos faz falta hoje em dia.    

Escrito por wilson luques costa às 11h00
[] [envie esta mensagem] []




AS CORTIÇAS DE PROUST

Desde ontem, ando meio febril. É a famosa gripe ou virose. Isso, ao mesmo tempo, ajuda-me a centrar-me. Estou cheio de livros na cama ao lado da minha. Mas não me aventurei, sequer, a folheá-los ontem. Hoje estou um pouco melhor. Ontem, não obstante o sol, fechei todas as janelas e fiquei lá debaixo do meu edredon. Eu sempre preferi a profilaxia. Por isso que as pessoas que me conhecem julgam-me, muitas vezes, meio dândi, de porcelana. Não gosto de tomar um pingo de chuva, e se for acometido por um desses orvalhos, imediatamente adentro o banheiro para lavar-me de imediato. Não gosto também de ficar com a mão cheia de açúcar nem suja de graxa ou semelhante. Resumindo: sou um pouco fresco quanto às coisas mundanas da vida.     



Escrito por wilson luques costa às 10h17
[] [envie esta mensagem] []




FRAGMENTOS DE OS GRANIZOS DOS DEUSES - XXII

título:
Os Granizos dos Deuses
Clique para ampliar a capa

Ouço o silêncio inamovível

Da natureza

Proserpina

Às vezes, não temos ouvidos suficientes

Para suportar os seus silêncios

A música nos transcende deslocando-nos

De nosso ponto de absorção

Do nirvana

A paz nos inquieta como a própria guerra

Suportarmos os nossos corpos é o caos mais feroz

Rolamos nos colchões à procura de um desequilíbrio

Não suportamos o silêncio concertado

Logo tratamos de esbravejar e soltar nossas invectivas  



Escrito por wilson luques costa às 10h15
[] [envie esta mensagem] []




 


Clica no logo

 Ainda num boteco de Sampa

- Bem, companheiro, você é um traidor...

- Bem, companheiro, inimigo não se trai...

  Inimigo...vence-se...!



Escrito por wilson luques costa às 09h52
[] [envie esta mensagem] []




GARRAFAS JOGADAS AO MAR - MUITO OBRIGADO A TODOS QUE ME INDICARAM


Busca por blogs





Escrito por wilson luques costa às 12h58
[] [envie esta mensagem] []




Uma coversa bem delicada entre dois antagonistas num boteco de Sampa

- Bem, meu chapa, vamos trocar uma idéia...

- Bem, meu chapa...

  Com você eu não troco idéias...

  Com você...eu forneço idéias.... 

 



Escrito por wilson luques costa às 12h45
[] [envie esta mensagem] []




NEM ESSE NEM ISSO NEM AQUILO - MUITO PELO CONTRÁRIO

Façamos uma distinção; uma coisa é ser solidário, outra é ser de esquerda. De uma vez por todas; sou solidário, mas não sou mais aquilo que se possa chamar de esquerda. Eu, quando fico ao lado desses ´esquerdistas´que estão por aí... realmente eu não me reconheço... Falo dos esquerdistas que ainda tentam nos manipular, nos enquadrar nos ´seus velhos pensamentos´. E você já viu na vida coisa mais obsoleta do que um esquerdista desse tipo? Tudo o que ele pensa não é pensar, mas direcionar o seu pensamento. Para ele tudo irá atrapalhar o movimento; qualquer ato seu ou idéia sua poderá colocar tudo a perder. Olho para o lado e de esguelha  surrupio, mesmo a cotragosto ou a contrapelo, um Mazarin que ali estava de espreita. Nem direita nem esquerda muito menos terceira via -- entro cegueta na contramão e boa viagem!       



Escrito por wilson luques costa às 12h19
[] [envie esta mensagem] []




BLOGS LEGAIS

UOL Blog] [indiqueumblog@uol.com.br] [http://blog.uol.com.br]
Olá! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns! Veja no link abaixo como colar o selo de Blogs Legais: http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_06/topic2008_06-25_17_23_25-3929349.html

Fiquei muito feliz com essa indicação. Obrigado a todos que contribuíram para essa minha felicidade.

 

Blogs Legais

Tópico: Blogs Legais - 25/jun/08 a 02/jul/08

UOL Interação
avatar
Os blogs legais são:

Xgeek - http://xgeek.zip.net

Príncipe Tito Blog - http://titolivio.zip.net

Ao vivo, direto da praia - http://mubi.blog.uol.com.br

Os Bolonistas - http://osbolonistas.zip.net

Vivendo em Vancouver - http://vivendoemvancouver.zip.net

Russell Crowe Daily Planet - http://ivani.lima.blog.uol.com.br

Potlatch - onde há fumaça, há fogo... - http://simulacrodofuturo.zip.net

Outro Tom Por Jadson Anderson - http://outrotom.zip.net

Soh o q eh bom dura tempo o bastante... - http://linys.zip.net
17:23 - 25/06/2008


Escrito por wilson luques costa às 21h42
[] [envie esta mensagem] []




Houve um tempo, mais precisamente há quatro anos, que eu fazia umas pequenas resenhas para o Jornal O Escritor, por benemerência da minha colega e poeta Ieda Estergilda de Abreu - que editava e muito bem editado o Jornal - não obstante os percalços. E eu gostava da tarefa. Eu tenho um modo minimalista de escrever -- por isso a facilidade, às vezes, para a síntese. E hoje encontrei junto aos meus papéis esse pequeno ´drops´ literário. Escrevia de chofre, como escrevo aqui. De uma tacada só. Pelo que se vê, estou muito bem acompanhado. Não sei, porém, se os meus colegas mo podem dizer o mesmo.

 



Escrito por wilson luques costa às 14h50
[] [envie esta mensagem] []




Dona Ruth Cradoso

Eu não estudei na USP, muito menos antropologia e sociologia, disciplinas que também me fascinam -- por isso não tive o prazer de aprender com dona Ruth Cardoso. Mas dona Ruth tinha, para mim, uma tez que mesclava bondade, inteligência, disciplina e seriedade. No meu íntimo, de longe, eu a admirava. Que o infinito universo a guarde no seu mais dileto coração!  



Escrito por wilson luques costa às 14h41
[] [envie esta mensagem] []




RESUMO DE MINHAS INSANAS IDÉIAS

1 - O PARADOXO DO ZERO

2 - PRINCÍPIO DA IDENTIDADE NEGATIVA

3- A IDÉIA DE QUE SE OS PLANETAS GIRAM EM TORNO DO SOL NUMA ELIPSE, ENTÃO DEVERIA HAVER UM OUTRO PLANETA, MESMO QUE CONCEITUAL, PARA PODERMOS RATIFICAR AS IDÉIAS DE KEPLER. CASO CONTRÁRIO, TERÍAMOS QUE FAZER UMA RETIFICAÇÃO CONCEITUAL MATEMÁTICA DE ELIPSE.

4 -  A FORMULAÇÃO TEÓRICA DE QUE OS NÊUTRONS SERIAM NADA MAIS NADA MENOS DO QUE UM EQUILÍBRIO NUCLEAR ENTRE PRÓTONS E ELÉTRONS.

5 - A TEORIA DE QUE O COGITO CARTESINAO NÃO É VERDADEIRO, APONDO COMO CONTRADITÓRIA A PRÓPRIA IDÉIA DE VERDADE PARA DESCARTES.



Escrito por wilson luques costa às 10h34
[] [envie esta mensagem] []




 

  

Houve uma época que eu fiquei que nem louco à procura de um livro do poeta Jorge Wanderley, que finalmente comprei numa grande livraria da Paulista. Sentei-me lá mesmo na livraria e devorei os seus poemas. Tenho o seu livro meio cor de vinho em casa,

 com aquela foto monumental num PUB de Londres. Jorge Wanderley é um dos meus poetas preferidos. Há um poema dele que postarei aqui que acho sensacional, que fala dos mendigos. Tudo aquilo que ele diz eu presenciei em Sampa, quando do meu tempo de Voyeur. Fiquei muito triste ao saber que dois ou três dias depois de ter adquirido o livro que ele havia falecido. Depois julguei mera coincidência. Ma por que corri, dias antes, que nem louco atrás do seu livro? Eis a tal pergunta que agora me coloco?



Escrito por wilson luques costa às 20h48
[] [envie esta mensagem] []




 

Meus amigos
Me disseram

Que havia
Uma guerra.

Meus inimigos
Me disseram que havia dezenas,
Centenas, milhares de guerras.
Ferido, no meio de tantas guerras, estou perdido.

Já não consigo mais diferenciar

Os meus amigos
De meus próprios inimigos.

Não sei por que motivo nos dizem que não podemos falar de educação... Notadamente críticas, sejam elas em prol ou não do governo... E esse tema não me apraz muito, mas pretendo falar um pouco... Eu hoje estou muito confuso. Talvez seja pela minha idade já provecta ou vai saber o quê... Mas essa tristeza é por mim mesmo... Sim! Eu me sinto o mais reles dos pelegos... Antes que os meus colegas me coloquem os seus dedos em riste ante a minha cara... Falo tudo isso até para me centrar, porque deveras estou perdido... Ontem, vocês não sabem, porque a imprensa não divulga, mas houve uma grande manifestação dos professores do Estado. Epitomizando: no popular; greve. E eu estava na Paulista, e segui jornada adentro pela Paulista, curvando a Consolação indo até a República. Foi deveras uma agitação massiva. Tudo na paz. Coloquei-me ao lado dos meus colegas de algumas escolas onde já lecionei, encontrei pessoas que não via há mais de vinte anos; reencontrei um colega de mestrado da PUC -- que, além de lecionar no estado, é mestre em filosofia e estuda grego com o mesmo professor que estudei -- aliás me convidou a reiniciar-me no latim - coisa de que necessito. Mas o problema -- aliás o meu problema é outro: achei linda linda a passeata - mas não sinto que ela tem como escopo maior a mudança drástica da NOSSA EDUCAÇÃO-- e lógico que pela sua melhoria -- tenho, de fato, colegas extraordinários que aderiram à greve; e eu com o meu ceticismo e talvez já com a minha desesperança protelei esses dias todos - porque não me defini como muitos ainda não se definiram; outra: ingressei esse ano, mas não é por isso -- porque quem já comeu o pão que o....; vejam bem -- mas é por que não fui persuadido das benesses dessas greves, que invariavelmente claudicam nos seus 200 contos a mais na conta do correntista-professor endividado -- e a educação que deveria ser tema de câmbio; nada. Sei que há colegas que me cobram, como dizendo: - ´e aí Wilsão -- vai ficar aí dos lados dos caras´ -- e ontem lá na Santa Cecília - e até persuadido pelo belo movimento da massa - eu estava até que entusiasmado -- não obstante -- se é isso que todos querem saber -- o medão no cu de ir para a sarjeta -- sem ninguém me ajudando de novo -- ficando ao relento - como fiquei numa cia de seguros cheia de boçais, hoje, provavelmente, todos superintendentes ou vai saber de novo o quê - ou como fiquei na PUC -- onde todos foram buscar os seus canudos de ´doutores `- e que ainda por cima riram muito desse babaca aqui-- que ousou testar de frente certos setores hipócritas daquela instituição. Outra: não gosto de ser forçado a nada. Quando perguntei se alguém estaria comigo -- alguns tergiversaram, tentando me persuadir de que o meu problema particular é o meu problema particular e que não tem nada a ver com um movimento daquela maginitude. Ou seja: que eu segure o rojão com a direção de minha escola e com os processos que depois advierem... Sei que as pessoas nessa hora me acham pelego e arrogante... E sou mesmo... Mas vivemos numa democracia ou não? Não gosto de ser chamado de pelego, e não sou, nunca fui... Mas eu tenho que olhar nos olhos das pessoas... E se não sinto firmeza, eu titubeio mais que um manco sem muleta...Eu vou ficar no sábado todo refletindo e no domingo também... Não sei:acho mesmo que eu estou de greve comigo...   




Escrito por wilson luques costa às 10h40
[] [envie esta mensagem] []




PARA O BEM DE MONTANO

Literatura é questão de ter tesão ou não. E quando se tem tesão, vai-se atrás. E eu, nesses últimos dias, tenho retomado o processo pesecutório pela literatura -- embora julgue, ao contrário de Vila-Matas - que literatura vem morrendo sim. Vila-Matas, aliás escreve sobre isso no seu livro O mal de Montano - que confesso que não li na íntegra -- fiz como fazem esses resenhistas hodiernos: li as dez primeiras páginas e depois fui saltando de páginas em páginas no intuito de encontrar uma pérola que infelizmente não encontrei. Talvez tenha me fascinado mais pela capa do livro. Sim, é isso! Fascinei-me menos pelo conteúdo, mais pelo continente. Por analogia, por assim dizer, posso dizer o mesmo de Tonio Kröger, A Invenção da Solidão que tento dar continuidade e de Perturbação de Bernhard - que logo hoje lá pelas sete de la matina encetei pela quarta ou quinta vez - e que só avancei, porque o português aqui da padoca - insistiu em não preparar o pãozinho mais cedo - porque senão pararia também. O problema, a meu ver, não obstante a exortação constante em seus prefácios - é que querem ainda escrever grandes livros - digo grandes - no sentido volumoso - e é por isso que na trigésima página - o autor começa a acoplar missivas, telegramas, falas do vizinho, latidos do cachorro, miados do gato etc - aquilo que poderíamos denominar de encher a grande linguiça -- e é isso que esses autores de renomes e flipados vêm fazendo também sem mesura nenhuma. Esses autores mais nos parecem aquelas grandiosíssimas mulheres (peruas) que se pavoneiam todas, para nos deixarem -- depois- sozinhos-- mais frios, no tálamo do sexo, do que duas pacientes de Freud com as suas velhas histerias. Ao contrário de Vila-Matas que pretende ainda restituir vida à vetusta literatura; eu, cá comigo, já vou me conformando com o seu mais recente e último necrológio. E tenho dito!



Escrito por wilson luques costa às 09h50
[] [envie esta mensagem] []




O QUE SÃO UMA TORÇÃO NO TORNOZELO E UM GOL NO CANTO DIREITO DO GOLEIRO

Até 1996, aos 36 anos, eu posso dizer que não escrevi nada; escrevia sim alguns poemas mais para desabafar, poderíamos dizer que poemas por desajuste interno -- no escopo de destituir-me de uma sociedade na qual eu não cabia com as minhas veleidadades. Mas as minhas veleidades nunca foram escrever, mas sim mudar o mundo. Tudo começou, de uma certa forma, quando vim a torcer o meu tornozelo num jogo de futebol. Ou seja: por conta de uma jogada e um escorregão tive que ficar de molho lendo Borges, Beckett, Joyce, Trevisan etc.; até que cismei de perpetrar um tipo de conto e depois outro e outro e outro. Mas tudo sem uma maior intenção. Eram cenas que me surgiam como fotogramas e eu distorcia um tipo de realidade. Mas deixava tudo no disquete. E vou confessar a vocês: nunca quis ser escritor, poeta, filósofo ou coisas semelhantes. Eu queria mesmo fugir do mundo que me parecia bastante hostil. A escrita era mais um desabafo. Até que chegou um momento em que me exortaram à publicação de meus textos, e a partir daí fui picado por uma certa vaidade ingênua -- julgando que isso me elevaria a um posto não sei o que mais... Ou seja: perdi-me num narcisimo tosco. Mas me curei a tempo. O fato é que já é tarde, porque já publiquei um livro com 34 contos, e um livro meio desajambrado com dois textos totalmente díspare do primeiro. Estive na bienal, fiquei sócio da UBE, saí com textos inéditos na Coyote, fui fazer mestrado em filosofia na PUC-SP, fiz pequenas resenhas no Jornal, hoje Revista Escritor, saí na Separata, organizei oficinas literárias -- tudo por conta, é óbvio, e pela benevolência de alguns colegas -, me meti também, em poucos anos de estudos sérios em filosofia, a questionar certezas inabaláveis -- o que me propiciou panegíricos de Olavo de Carvalho, Fernando Jorge, que me chamou de gênio -- helás -- e até um tímido incentivo do Antonio Cicero, quanto aos meus questionamentos filosóficos. No frigir dos ovos, posso afirmar que atingi mais do que esperei, porque nunca visei à nada. É claro que até hoje sou um cara totalmente desconhecido. E não pretendo que o contrário aconteça um dia. Mas para quem teve muitas dificuldades como eu tive, eu julgo isso muito mais que uma simples vitória. Deixei por inacabados vários cursos -- alegrei-me e frustrei-me com a literatura e com a filosofia -- sobretudo com os seus personagens reais. Mas conquistei vários amigos. O certo é que as coisas vão acontecendo. Não me julgo melhor que ninguém, mas eu acho que nesse pouco tempo eu tenho provocado bastante. O fato é que os meus textos em sua grande maioria e meus pensamentos estão publicados aqui, ou rascunhados em algumas folhas soltas por aí; e mais fato ainda é que não devemos forçar a verdade -- o fato é que, se tiverem valor, ficarão -- se não, não adianta nem sequer esses prêmios de araque que rondam por aí.   

      

O primeiro nome abaixo cortado é de Ivan Junqueira - Acho que vocês devem conhecer. É Poeta e tradutor de Baudelaire. Foi também presidente da ABL. 

 

 

 

 

 

 

 

Oi Wilson, lembro-me de você, do seu inegável talento para a poesia e de sua especulações acerca de algum paradoxo lógico-matemático -- o que era exatamente, não me lembro mais. Mas não me chamo Mauro, e sim Edson. Terminei o mestrado na PUC, onde fomos colegas, no ano passado. Considero o Olavo e o Cicero dois pensadores sérios e criativos. Se eles acham o seu trabalho interessante, é porque algum valor deve ter. Infelizmente, essa não é minha praia... Boa sorte! Abraço do Edson Gil 
 
 
Como andam as coisas?
> Aguardo respostas para essas perguntas, ok?
> Quanto ao PRINCÍPIO DA IDENTIDADE NEGATIVA, tenho um
> parecer, que é bem meu:
> Se A=A, consideraremos que o ser=ser; sendo assim, o
> ser excluindo-se de si mesmo, ele deixa de ser... O
> que não significa, parmenidianamente, que o não-ser
> não é, ou seja: não seria nem mesmo o ZERO, pois este,
> ainda que seja estranho, é um número, mas... Os gregos
> não conheciam o "0". Entretanto, para Platão, o
> não-ser é, portanto, platonicamente analisando, não há
> como A, mesmo se transformando em um negativo de A,
> deixar de "ser". Quero dizer que "-A" é o outro de
> "A": teoria platônica do mesmo e do outro.
> Sendo o outro, não pode ser o mesmo em termos de
> "positivo" e "negativo", mas ambos compartilham da
> mesma "aeidade" (a idéia, como essência, de A). Quero
> dizer que existe uma participação entre "A" e "-A" no
> tocante a serem "As", independentemente dos princípios
> que os regem como sendo + ou -.
> Nesse sentido, o princípio da identidade negativa
> ficaria viabilizada não por "A em si" (que não
> existe). Mas, ficaria viabilizada por A já ser "+ A"
> e, ficaria assim, conforme sua teoria:
> "+ A" = "+ A"
> e
> "-A" = " - A"
> A questão torna-se outra: estamos lidando com o que
> faz com que A seja A ou com que A não seja, por isso,
> ,que seja "não A". Nesse caso, somente "não A" será
> igual a "não A", tornando válido o pensamento do
> princípio da identidade negativo.
> Logo, o problema situa-se não em A, mas nas variantes
> "ser" ou "+" e "não-ser" ou "-".
> Pergunta: o que é "A"? >
>
> É isso.
> Um abç,
>
> Mauro.
ra:
Wilson Luques Costa (granizosdosdeuses@hotmail.com)
Assunto:
Re: Projeto
Prezado amigo,
Tenho a maior apreciação pelos seus estudos, e gostaria de ajudá-lo no que
fosse possível. Mas é preciso que você me explique o que espera de mim mais


precisamente.

Um abraço do

Olavo de Carvalho

 

Caro Wilson,
 
Embora os meus parcos conhecimentos de matemática não me permitam acompanhar inteiramente os seus argumentos, achei muito intrigantes e originais as suas ponderações sobre o princípio de identidade e o paradoxo do zero. Torço para que você aprofunde e torne cada vez mais claras as suas intuições.
 
Um grande abraço,
Antonio Cicero

Com a permissão do grande sábio Wilson Luques Costa.

Nunca tive o menor respeito para com intelecuais. Na verdade sempre os desprezei. Minhas discussões com os USPianos que conheci, terminam sempre de maneira abrupta, onde volta e e meia eu os mando enfiar a arrogância deles no cú. Tudo o que eles tanto enaltecem em si próprios na verdade pertencem não a eles. Mas sim a Nietzsche, Kant, Karl... enfim, a pensadores do passado. Todos mortos.
Não que eu não goste dos mortos. Pelo contrário.
Por muito tempo, eu só conversei de verdade com eles. A Jeniffer sabe. E sabe muito bem também o que mudou. E porque mudou.
E porque não dizer, qual a causa primeira dessa mudança.
Os USPianos ainda não se deram conta de que o que eles tanto prezam, pode ser conseguido por um mané como eu pelo custo de 3,00$ de multa na biblioteca municipal de Sto. André. Ou na biblioteca Vegueiro. Cada uma com seu charme.
E qual a minha surpresa, quando encontro alguém, com o mesmo desprezo pela universidade quanto eu. E ainda por cima, um filósofo.
A mim, ele apresentou o que ele mesmo batizou (!!!) de Paradoxo do Zero. Um sistema lógico que não faz nada além de derrubar toda a matemática de Peano. Só isso.
Na verdade, eu incluiria aí também entre os derrubados, Gödel, Russel, Poincaré, Cantor, os Bourbakis... e mais um sem número de matemáticos e lógicos que constroem axiomas e proposições considerando o zero.
A quem interessar o pensamento de um livre pensador por excelência, visite o Jardim de Adônis. Não vão se arrepender.


 

 



Escrito por wilson luques costa às 08h50
[] [envie esta mensagem] []




Retirei essa foto da internet. Foi nesse mesmo local, mais ou menos há quatro anos, por volta das quinze horas, que tive umas dores insuportáveis. Por conta dessas desconhecidas dores insuportáveis, fui forçado a sair da aula de latim do professor Basseto e ir tomar um ar nessa sacada. Tenho saudade das aulas livres de grego e latim que eu fazia na Faculdade de São Bento; tenho saudade também do curso de filosofia que tive que interromper porque seu longo programa me atrasaria em meu projeto para professor concursado do estado.

No início de 2008, eu havia projetado retornar ao mosteiro, para iniciar-me no Hebraico ou no russo ou no próprio grego -- mas não foi possível pelos meus horários loucos no magistério, que comportam os três períodos. Eu nasci para estudar, e longe do conhecimento não posso ficar sequer um segundo. Tentarei retornar nesse semestre que se aproxima. Que os deuses, definitivamente, m´ouçam!    

                                                               RECOMENDO

 

FACULDADE DE SÃO BENTO

TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Mesclando estes dois mundos, a nova Faculdade de São Bento apresenta o Curso Superior de Filosofia. A proposta de estudo que une conteúdos filosóficos e pedagógicos tem como objetivo uma formação de alto nível.
Por trás, a história do Mosteiro de São Bento e a experiência da própria Faculdade de Filosofia original, a primeira do Brasil.

Faça parte de nossa história!

     

HISTÓRIA

O Mosteiro de São Bento de São Paulo integra a vida religiosa e cultural da cidade desde sua fundação, em 1598. A localização, no Largo de São Bento, centro de São Paulo, é histórica. No mesmo local, erguia-se a taba do Cacique Tibiriçá.
Na longa trajetória de atuação dos monges beneditinos do Mosteiro, destacam-se a fundação do Colégio (1903) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento (1908). Foi a primeira faculdade livre de Filosofia do Brasil.

Em 1946, a criação da Pontíficia Universidade Católica, PUC-SP, foi feita com base na Faculdade de Filosofia São Bento, como seu núcleo inicial. Em 1959, a Faculdade e uma biblioteca completa foram doadas pelo Mosteiro à PUC. No Mosteiro, continuaram a funcionar cursos internos de Filosofia.

Em 2002, inicia-se uma nova etapa, dando continuidade a esta tradição acadêmica. A nova Faculdade de São Bento abre o curso de Licenciatura em Filosofia.

Prédio da Faculdade de São Bento
     
Órgão Walker da Basílica de são Bento

CULTURA

Filosofia, artes e espiritualidade representam a tônica cultural das atividades realizadas pela Faculdade São Bento. Este setor valoriza o intercâmbio com a comunidade, oferecendo uma série de propostas.
As Semanas São Bento de Filosofia reúnem pe